Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de junho de 2014

Na terra de Minas, a Copa 2014.


Mineirão no jogo Bélgica X Argélia

Olá pessoas queridas que sempre me prestigiam com uma visita! Sei que ando um tanto quanto sumida. Não, não há problemas além da falta de inspiração.
Bom, Copa é motivo de confraternização e alegria, portanto venho aqui falar de coisas boas, do lado positivo do evento que tem a nossa cidade como um dos palcos.
A principio confesso que estive muito resistente à ideia de ficar ou não por aqui durante esse período. Quis correr do movimento que na verdade imaginava que seria uma bagunça. Com o tempo fui me convencendo de que deveria ficar e enfrentar o desafio de habitar uma cidade em festa. E que festa!
De repente chegou a  hora. Delegações e torcedores começaram a chegar... Os colombianos com suas camisas amarelas, engrossaram a mensagem nas ruas de que a Copa é no Brasil. E começa a abertura, o jogo, as emoções, e o desejo de estar lá no meio da torcida vibrando pelo meu time ou simplesmente compartilhando com outros povos a alegria de ser brasileira!
E assim, o que era temido passou a ser querido. Tive a oportunidade de estar no estádio no jogo da Bélgica X Argélia. Independente do resultado, que povo alegre e amistoso são os argelinos! País de seleção sem muitas chances, mas de milhares de torcedores que apostaram também na vantagem de conhecer um país tão caloroso como é o Brasil. Já os belgas, com sua torcida reduzida, não deixaram por menos a sua bravura e acreditaram até o fim.
Fato interessante nesse jogo foi a presença de um moçambicano que torcia pela Argélia e vibrava gritando o nome de seu país. 
Perguntei a ele: Por que veio para Copa se o seu país está fora da competição?
Ele me respondeu: Sim, Moçambique não foi classificado, mas eu vim torcer pela África. Vou aos jogos de países africanos e quando forem eliminados fico torcendo pela Ásia, América, para alguém que derrube a Europa.
Nada respondi, pois compreendi sua mensagem política, econômica, social e etc.
Hoje temos "los hermanos ", gente alegre até demais, que não se deixam abater por estar no país rival. Que invadem as ruas, causam problemas (já previstos),  tomam toda a cerveja e comem todo o churrasco que lhes aparece a frente.
Goleada? Não tiveram. Graças aos nossos amigos iranianos. Sim, porque os brasileiros que estiveram no Mineirão hoje, engrossaram a discreta torcida do irão... 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Perdendo a visão de um velho ponto de referência


Sempre passo pela avenida Assis Chateaubriand no bairro Floresta. É uma das minhas preferidas na cidade. Pelo casario antigo que é da primeira metade do século XX, embora uma boa dúzia deles já tenham cedido lugar para enormes arranhas-céu. 
Hoje, passei sem pressa e pude registrar o que desde 2012 ali se instalou como promessa de melhoria para as crianças da região. Mas que se encontra mesmo é enrolado... Falo da obra de construção do anexo da Escola Estadual Barão de Macaúbas, a primeira que existiu no bairro, é de 1922 e seu prédio antigo também está sendo restaurado para entrar em contraste com o resultado dessa gaiola de concreto que pode-se ver na foto.
Além da demora na obra, prevista para ser entregue esse mês (rsrsrsrs), me incomoda muito o estrago visual que ela já está causando. Vejam que por detrás da construção existe uma linda igreja, uma das mais antigas da cidade, que pelo jeito não poderá ser vista por quem passar pela avenida após a conclusão do prédio e de uma quadra coberta.
Perde-se ali a visão de mais um ponto de referencia num espaço que:  dá-lhe histórias para contar... 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Placa de inauguração




O chafariz que se apóia na parede que sustenta a escadaria do prédio que hoje abriga o Museu da inconfidência em Ouro Preto ( outrora prédio da casa de Câmara e Cadeia ) já não desempenha o papel de abastecer d'água os moradores e viajantes que dele se valiam. Está lá... Para não dizer abandonado ou esquecido, prefiro acreditar que servindo de peça decorativa para aquele museu a céu aberto que é a Praça Tiradentes. Não jorra mais água.
Ao visitante mais atento, não será difícil perceber a placa oval que informa com todo o rigor , dados relevantes sobre a sua existência: nascido no 2º Império, em homenagem ao imperador, e não fugindo às regras políticas, destacando o nome do seu benfeitor...
Fico pensando que, as placas de inauguração deveriam ter a função exclusiva de eternizar a data da construção e os executores da obra, mas infelizmente há muito vêem servindo de fonte de promoção para políticos, mesmo que na história sejam lembrados apenas quando alguém lê o nome numa placa por simples curiosidade e, segundos depois se esquece...


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Rua Direita

Rua Direita na cidade de Santa Luzia-MG. Vista de alguns sobrados  dos séculos XVIII e XIX que resistiram ao tempo e à falta de investimentos na preservação. Ao fundo a igreja de N S do Rosário.
Qual o verdadeiro significado da palavra "Direita" quando usada para dar nome às ruas durante o Brasil colônia?
Pergunta um tanto quanto difícil de responder. Procurei informações em livros, na internet e com pessoas entendidas nessas antiguidades. Nenhuma resposta me convenceu, mas todas tem fundamento.Do que não deletei sobre a pesquisa que fiz, arrisco a opinar que acima de qualquer significado para o nome, essas ruas estavam presentes em todos as vilas e cidades até o século XIX, o que nos leva a crer na necessidade de reafirmação constante do que nelas havia e na importância de se ter esse espaço no contexto urbano.Alguns afirmam que a origem do nome está no fato dessas ruas serem totalmente planas e planejadas. Concordar com tal colocação é arriscado, tendo em vista que algumas delas são mais ingrimes e tortuosas do que outras que receberam outros nomes.Aqui em Minas, a maioria levava direto aos símbolos do poder colonizador: câmara, cadeia e pelourinho e não raramente à igreja matriz.Do pouco que analisei, posso afirmar que nessas ruas, em cada vila ou cidade, habitavam pessoas abastadas e funcionava um prospero comércio. Uma rua que segregava? Tal como relata Helena Morley em seu livro " Minha Vida de Menina", onde ela descreve sobre o privilégio de se morar na rua Direita em Diamantina no século XIX.Atualmente algumas ruas "Direita" mudaram de nome, como em Sabará, onde passou a se chamar rua Dom Pedro II e, em Ouro Preto Rua do Ouvidor. Estou convencida de que era a rua mais importante dos centros urbanos coloniais no Brasil.E você, conhece a  rua Direita na cidade onde mora? 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O rastro de cada um



Tenho dificuldades para definir meus rastros psicológicos neste momento. É um misto de indignação, tristeza, pena, uma vontade de poder dar um stop para o carnaval que reúne multidões nos apertados centros históricos,  um querer estender a mão solidária para orientar melhor a juventude...  
Milhares de "foliões" tomaram posse das ladeiras de Ouro Preto durante o Carnaval. Sempre foi assim. Há décadas o Carnaval da cidade é considerado um dos melhores do país. Se não pela tradição cultural, pela divulgação na mídia e no universo virtual. Assistimos a cada ano a multiplicação desses foliões que se misturam à população local.
Há quem se limite simplesmente à diversão, mas outros tantos com pretensões diversas ao cair na na folia perdem a noção dos limites adquiridos no berço e ou no banco da escola. Esquecem de coisas simples como o respeito à diversidade cultural e aos monumentos históricos. Assim, nos dias de folia vão subindo e descendo ladeira sem se preocuparem com a qualidade dos rastros que irão deixar. E a depredação vai acontecendo ... algumas permanecem ocultas, outras por si se escandalizam, como é o caso da cruz da Ponte da Barra.
É difícil perceber o que representa uma cruz antiga esculpida em pedra na estrutura de uma ponte do século XIX no imaginário de mentes tão diversas. Há quem passe por ela e observe, há quem passe e não a veja, há quem a entenda como um símbolo de fé e outros que a valorize como um objeto qualquer...
Fácil é compreender a falta de informação para a necessidade de preservação do patrimônio público e cultural. Na certa, o impulso rumo ao eu posso, eu faço, eu me destaco .... 
Quanto à cruz, um monumento construído por volta de 1806 e tombado desde 1950, pela utilidade pública ao longo desses mais de 200 anos, merece justiça!
Vamos ver se ela virá ...

REPORTAGEM SOBRE O ASSUNTO
http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2012/02/iphan-vai-propor-acao-contra-turistas-que-quebraram-cruz-em-ouro-preto.html


VISITE E DEIXE O SEU COMENTÁRIO :

http://odiariodeanabelajb.blogspot.com/2012/02/hoje-estou-pensando-com-os-meus-botoes.html

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Como o moderno se apropria cada vez mais dos espaços antigos!


Se não fossem os poucos gestos favoráveis à preservação dos espaços outrora erguidos pelo homem, diria que essa apropriação é natural.
Mas hoje, quis imaginar essa rua da histórica São João Del Rei, que por obra da minha falha na memoria o nome esqueci, sem as dezenas de necessárias tralhas modernas poluindo minha visão.
Começo pelas placas de sinalização do transito, passo pelos toldos e placas nas portas das lojas, vejo as pichações, um arranha-céu desajeitado impedindo a visão do horizonte, a iluminação externa dos casarões, os automóveis e motos estacionados, a linha amarela que demarca a pista, e termino, com a minha artificial contribuição digital ... 

quinta-feira, 10 de março de 2011

Imagens que cortam o meu coração mineiro ...

TIRADENTES, belíssima cidade com arquitetura e história ligada ao século XVIII. Andando pelas ruas, me deparo com um casarão em ruínas em plena Rua Direita.


Um casarão de esquina, com amplo quintal. Quando parei e virei a esquina para fotografar num ângulo mais adequado .... Partiu meu coração a cena que vi e mostro aqui para vocês.





Poucos minutos antes dessa cena, já havia notado o abandono de partes da cidade. O corrego que corre atrás da rua onde ficam elegantes restaurantes de frente para o Largo das Forras cheirava mal e estava repleto de lixo no fundo. Para completar a paisagem agressiva, em um dos quintais dos citados restaurantes, bem próximo a essa imundice, pessoas lavavam  louças e  panelas.  Logo pensei: estabelecimento bonito, comida cara e higiene ... Nem quis dar a volta e olhar o nome do dito cuja.
Enfim, esse blog não podia deixar de publicar aquilo que entemos ser o caminho para o fim do que resta do nosso patrimônio, da nossa memória. 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

CHUVA: necessidade ou castigo?


Céu escuro, vento, barulho de trovões. Raios ... Mais um temporal ameaça cair. São as "chuvas de verão" que também podem vir mansinhas, hibernadas e causando lentos transtornos.
A chuva é uma necessidade natural no meio ambiente. Homens, animais e plantas dependem dela para sobreviver. A lavoura agradece ao solo molhado, mas se encharcado ela agoniza. Os animais agradecem pelo mato verdinho, pela água farta para beberem e se deleitarem em banhos, mas se for grande a vasão eles se afogam. O homem usufrui dos frutos gerados pela fauna e flora, pela umidade no ar que respira, pela abundância de nascentes que trazem o seu lazer e sustento, mas se a chuva  destroí o seu espaço de sobrevivência, ele passa necessidades.
A chuva harmoniza a vida! O grande problema é que o homem com seu extinto egocêntrico mexeu demais no espaço natural e não considerou que estava limitando o espaço necessário aos ciclos  naturais de circulação da água no planeta. Passeios, asfalto, concreto por todo lado. Lixo nos córregos e rios ... E assim a natureza que não comporta limites aos seus ciclos, acaba passando por cima na forma de enchentes que arrasam cidades, vilas, ruas ...
É preciso deixar de apontar a chuva como um castigo e enxergá-lo como um fator natural e necessário à vida, assumindo que o ser humano é quem invade o espaço das águas a ser percorrido encosta abaixo, rumo aos cursos d'água. 

sábado, 1 de janeiro de 2011

DILMA: a vontade do povo é soberana !?

Foto de Ueslei Marcelino/ Reuters, site folha.uol

Que venha a presidente ( ou presidenta? ) Dilma e ocupe o seu lugar. Assuma a administração desse país continental com a  mesma dedicação que uma mulher comum assume a administração de seu lar. Não importa o tamanho do espaço. Com a dedicação e  a astucia feminina, o importante é que tudo funcione e caminhe sem embaraços   beneficiando a todos. Afinal, é a nossa primeira mulher no poder maior. Ah! Quantos torceram o nariz para esse fato? Fato sim. É real e legitimado pelo povo, conforme ficou claro nas urnas, nesse tempo em que o voto de cabresto já não é mais eficiente.
Não quero aqui tomar partido de nenhum segmento político, mas esse blog não pode ignorar um fato histórico tão marcante, principalmente porque registramos constantemente a memória de Minas e Dilma é  mineira de Belo Horizonte, como eu.
Quero desejar-lhe um feliz mandato. Que ela consiga cumprir pelo menos parte de suas promessas do discurso de posse, para que assim não decepcione os seus eleitores e surpreenda os seus opositores.
Que ela consiga manter o espírito político dos brasileiros tantas vezes elevado pelo seu antecessor, que se não fez tanto quanto muitos esperavam, pelo Brasil,  manteve acesa a chama da esperança na construção de um país melhor para os menos favorecidos. Taí o grande legado de Lula.
Parabéns Dilma! Resta-nos aguardar o que o futuro nos reserva.
Para quem quiser ler o discurso de Dilma ( ou ter uma cópia para cobrar-lhe as promessas não cumpridas) é só acessar o link abaixo:

sábado, 20 de novembro de 2010

Os negros em Minas Gerais

Foto copiada da Revista História.

Com a descoberta do ouro no final do século XVII, os portugueses ansiosos por extrair o metal, trouxeram milhares de africanos para a região então chamada Minas do Ouro. Durante dezenas de anos aqui chegavam pelas mãos dos ricos mineradores, milhares de homens, mulheres e crianças vindos dos mais variados lugares da África.
Por meio de trabalho forçado eles produziram toda a riqueza jamais conquistada por Portugal até aquele momento. Muito sangue, dor, lágrimas e vidas inocentes foi o preço da extração da riqueza mineral.
Os que resistiram à escravidão deram muito trabalho às autoridades portuguesas e aos seus senhores, mas a maioria por questões óbvias não conseguiram se afastar do cativeiro e ao longo de suas vidas foram construindo riquezas e moldando o espaço geográfico que hoje habitamos.
É difícil andar pelas cidades mineiras e não se deparar com a presença dos descendentes desses nossos heróis anônimos. Sua cultura está presente em nossa música, na religiosidade, na arte , na culinária, na língua e numa infinidade de coisas que torna-se difícil citá-las aqui.
Quem caminha pelas cidades surgidas com o ciclo do ouro, observando bem, poderá ter uma idéia da força de trabalho desse povo guerreiro subindo e descendo ladeiras com o ouro e toda sorte de mercadorias de seus senhores. Dos braços de onde saiu toda a força para erguer gigantescas igrejas e casarões para os brancos portugueses e ou sua prole mestiça. Sim, mestiços. Pois foi grande o número de filhos que os brancos portugueses tiveram com suas escravas e a cor da pele quando vinha mais clara trazia também algumas regalias.
Veio a abolição. O Que mudou? Quais as permanências? É fato que para se dizer se uma pessoa é negra no Brasil, os olhares populares se apoiam em dois traços marcantes: o cabelo crespo e a pele escura.
Na realidade, o descendente de negro que tem a pele escura e o cabelo dito"bom" passa como moreno, como descendente de índio, mas quase nunca é visto como um negro. Da mesma forma o que tem cabelos crespos e pele clara passa como moreno ou até branco. Daí, podemos concluir que muitos negros não sabem que são negros ou não se acham negros.
Com a divulgação das campanhas de combate à discriminação e ao racismo, nas últimas décadas os jovens tem assumido com mais frequência e sem tantos preconceitos sua identidade cultural e racial, mas ainda temos muito a mudar. Basta lembrar que a maior parte da população pobre no Brasil é negra. E é esta parcela que vive excluída dos melhores salários, do acesso a uma boa educação, saúde, moradia e assim vamos caminhando ...
Mais do que comemorar, nesse dia nacional da consciência negra, precisamos refletir sobre o que podemos fazer para mudar esse retrato.  Minas Gerais hoje, possui mais de 50% da sua população constituída por negros.    


Escravas da Mina de Morro Velho, final do século XIX.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Da janela, vejo a noite chegando ...

 Uma coisa boa do horário brasileiro de verão é podermos chegar em casa antes do sol dar boa noite. Hoje, estive com o tempo mais livre e pude observar aqui da janela do apê, como é linda a entrada solene da noite nesses dias quentes e sem chuva! Especialmente, quando a lua está na sua fase de "lua cheia"!!!
É o que eu digo sempre: mesmo morando em um grande centro urbano pode-se desfrutar das maravilhosas obras da natureza que Deus nos concedeu.