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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Rua Direita

Rua Direita na cidade de Santa Luzia-MG. Vista de alguns sobrados  dos séculos XVIII e XIX que resistiram ao tempo e à falta de investimentos na preservação. Ao fundo a igreja de N S do Rosário.
Qual o verdadeiro significado da palavra "Direita" quando usada para dar nome às ruas durante o Brasil colônia?
Pergunta um tanto quanto difícil de responder. Procurei informações em livros, na internet e com pessoas entendidas nessas antiguidades. Nenhuma resposta me convenceu, mas todas tem fundamento.Do que não deletei sobre a pesquisa que fiz, arrisco a opinar que acima de qualquer significado para o nome, essas ruas estavam presentes em todos as vilas e cidades até o século XIX, o que nos leva a crer na necessidade de reafirmação constante do que nelas havia e na importância de se ter esse espaço no contexto urbano.Alguns afirmam que a origem do nome está no fato dessas ruas serem totalmente planas e planejadas. Concordar com tal colocação é arriscado, tendo em vista que algumas delas são mais ingrimes e tortuosas do que outras que receberam outros nomes.Aqui em Minas, a maioria levava direto aos símbolos do poder colonizador: câmara, cadeia e pelourinho e não raramente à igreja matriz.Do pouco que analisei, posso afirmar que nessas ruas, em cada vila ou cidade, habitavam pessoas abastadas e funcionava um prospero comércio. Uma rua que segregava? Tal como relata Helena Morley em seu livro " Minha Vida de Menina", onde ela descreve sobre o privilégio de se morar na rua Direita em Diamantina no século XIX.Atualmente algumas ruas "Direita" mudaram de nome, como em Sabará, onde passou a se chamar rua Dom Pedro II e, em Ouro Preto Rua do Ouvidor. Estou convencida de que era a rua mais importante dos centros urbanos coloniais no Brasil.E você, conhece a  rua Direita na cidade onde mora? 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Um jornal diferente


Imagem Daqui

Um meio de comunicação alternativo na cidade de São João Del Rei.Com a proposta  de informar à população são-joanense o que acontece no município por um método artesanal, simples e econômico, um mural.
Seu idealizador foi João Lobosque Neto, Fiscal da Receita Estadual, mais conhecido como Joanino Lobosque que, por sua vez, teve inspiração na figura de Dona Adelina Corroti, que na segunda década do século XX tinha por hábito pregar nos postes, mensagens, recados e notícias diversas que causaram grande interesse por parte da população.
A coleta de dados acontecia quando, em exercício da sua profissão, Lobosque percorria toda a cidade, observando assim, os fatos do cotidiano das pessoas. Este informativo não obedecia a uma periodicidade de acordo com a incidência dos acontecimentos locais.
Desde 1952, o jornal era manuscrito e, sempre que acontecia “um furo”, Lobosque ou algum colaborador percorria os principais pontos da cidade tocando uma sirene, o que ocasionava um grande aglomerado de pessoas em torno do poste para se inteirarem dos fatos ali afixados.
Em 1958, o “Jornal do Poste” foi registrado em cartório.Com grande popularidade, o informativo contava com oito páginas e passou a ser fixado em murais distribuídos em pontos estratégicos da cidade. Sua produção também mereceu novas adequações. O que antes era manuscrito, passou a ser datilografado. As manchetes continuaram manuscritas, porém ganharam destaque com o uso de pincéis atômicos nas cores verde, vermelha e azul.
A grande procura por parte da população chamou a atenção não apenas de Lobosque como também dos comerciantes que viram neste veículo uma oportunidade para a divulgação de seus serviços e produtos.Deste modo, o jornal passou a se auto-sustentar com a venda de anúncios publicitários.
Joanino Lobosque contava a ajuda de colaboradores que, além de enviar notícias, o ajudavam na confecção e na distribuição dos jornais nos quinze placares existentes na época . Além de assuntos políticos e jurídicos, o jornal noticiava crimes, casamentos, agenda paroquial, intrigas das mais diversas naturezas, separações, falecimentos, nascimentos, enfim, todo tipo de acontecimento social.
Joanino Lobosque passava horas antenado nos noticiários nacionais e internacionais. Seu grande companheiro era um rádio que, durante a madrugada, disponibilizava um grande volume de informações que poderiam ser de interesse da população são-joanense, como é o caso do noticiário do “Repórter Esso”.
Com a morte do seu fundador em 1985, José Firmino Monteiro, antigo colaborador e “braço direito” do jornal, adquiriu os direitos da família de Lobosque e dá continuidade ao “Jornal do Poste”.
Em 1991, após a morte de José Firmino Monteiro, seu filho, Cláudio José Monteiro, com apenas dezoito anos de idade, continuou com a tradição do “Jornal do Poste”. Com a nova administração, o jornal sofreu algumas alterações. Cláudio optou por uma postura mais moderada e  a partir do ano de 2000 informatizou o jornal.

fonte: pesquisa google - diversos

sábado, 9 de junho de 2012

Não julgue pela aparência


Da última vez que estive em Diamantina, passando pelo Beco da Tecla ( nº12), me chamou a atenção uma loja no que seria um porão (?) de um dos sobrados daquela descida para a praça do Mercado dos Tropeiros.
Despertei para os tecidos empilhados na porta, o que me sugeria ser uma loja de tecidos ou armarinho especializado em artigos para costura. Coisa já meio escassa aqui na Capital e que ao meu ver mereceu um registro para a posteridade. Não tive curiosidade de adentrar o estabelecimento para averiguar o que havia em seu interior. Parei, fotografei e segui observando outras curiosidades do beco.
Hoje, fui avisada de que uma emissora de TV estava reprisando um programa sobre a cidade de Diamantina e corri para assistir.Tamanha foi a minha surpresa ao ver o apresentador adentrando o estabelecimento que julguei ser, uma simples loja de tecidos! Imaginem que na verdade o local é uma alfaiataria, a " Alfaiataria do Jonas", famosa e tradicional aos habitantes da cidade. Tanto pelo trabalho do alfaiate, quanto pela transformação que ali dentro acontece quando ao final do expediente se fecham as portas.
De acordo com a entrevista dada ao trilhas-do-sabor (http://www.facebook.com/trilhasdosabor/info)       o local se transforma num (bar) cantinho de confraternização entre o Jonas e seus amigos, regada ao que ele chama de "suco de cana" e tira gostos variados. 
Lição aprendida: não julgue pela aparência.   

domingo, 4 de setembro de 2011

1921 - Afinal, todo dia é dia de aprender!

Clique na foto e veja com nitidez a inscrição 1921 no alto da fachada.

Hoje estou aqui para comentar uma foto que tirei quando visitei a cidade de Bonfim-MG em agosto deste ano.
Ao fotografar o sobrado da imagem acima, me chamou  atenção a beleza e harmonia das cores. Claro que eu percebi a inscrição 1921, que todos sabemos ser a data da construção do imóvel, o que é comum de se observar em várias as casas construídas aqui em MG nas primeiras décadas do século XX.
Em BH existem várias, e qualquer hora dessas vou fotografá-las para mostrar aqui no blog, pois elas possuem  fachadas belíssimas.
Há alguns dias, veio-me a curiosidade de saber, quais os motivos que levavam as pessoas a colocarem o ano da construção na parte mais visível da fachada das casas? Pensei até em fazer uma postagem explicando sobre essas razões, mas até o momento não obtive sucesso nas minhas buscas.
Então, decidi postar a foto e contar sobre a minha curiosidade.
Se alguém que passar por aqui e souber me informar sobre o assunto, vou ficar muito agradecida e aliviada! A ignorância me incomoda muito ... Afinal, todo dia é dia de aprender!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Como se obrava em Minas Gerais no século XVIII?

Dizem que Luís XVI, da França, despachava sentado em cadeira íntima no formato de trono, então imaginem quantos segredos foram confabulados nesse ...

Para quem pensa que as antigas e quase extintas "casinhas" que ficavam no fundo dos quintais e eram construídas por cima de uma fossa, foram as instalações sanitárias mais usadas pela nobreza européia no Brasil colônia, eis aqui uma amostra do luxo que se encontrava nas mansões mineiras entre os séculos XVIII e XIX.
O sanitário da imagem encontra-se na Casa dos Contos em Ouro Preto, local onde morava o enviado do rei de Portugal para arrecadar os impostos reias. Portanto, trata-se de um sanitário de luxo, feito de pedra sabão, num canto da sala cujo o piso também é o teto da senzala por onde os dejetos tinham vazão se escoando pelo córrego que passa ao lado da casa.  
Observem que o sanitário tem lugar para duas pessoas, digo, dois homens, pois as mulheres usavam os penicos e cadeiras higiênicas que ficavam nos quartos. Gente, isso era para os ricos, os pobre se viravam como a natureza permitisse. Para limpar, os ricos usavam toalhinhas de cambraia, lavadas e engomadas pelas escravas. Os pobres e a classe intermediária usavam o sabugo de milho. Se quisessem suavidade tinham que cozinhar o sabugo antes de usá-lo.
Em dias de festa e nos lugares mais públicos, como por exemplo, no palácio imperial ou na casa de um nobre barão ... haviam algumas cadeiras higiênicas espalhadas por detrás das cortinas e em caso de emergência podiam ser usadas pelas mulheres também.
Em reuniões importantes, o ritual era o seguinte: a pessoa necessitada se dirigia ao anfitrião e ele anunciava a todos que o sujeito iria se ausentar por alguns minutos para ... obrar! É pouco ou querem mais!?

O formato do assento foi projetado para a anatomia do corpo masculino.

domingo, 21 de agosto de 2011

Pela estrada a fora, rumo a Teixeiras ...

Numa estrada rural temos a oportunidade de ver raras belezas. É só observar e não esquecer de apertar o clique  da máquina para eternizar esses momentos. Foi pela estrada a fora, lá pelas bandas de Taquaraçu nas divisas com Jaboticatubas, que essas cenas foram registradas ... 

Qued'água limpa e gelada, bem à beira da estrada.


De tudo um pouco ...

Nossa velha conhecida, a palmeira macaúbas, sendo regada por um curso d'água em cascata.

Por baixo do mata burro, corre água bem fresquinha em meio ás lajes de pedra.

Só falta uma casinha branca com varanda, para ver o sol nascer!

Por falta de placas indicativas ninguém fica perdido.
 
Em plena temporada de seca, ela brota e escorre ...

Sinal da presença cristã.


domingo, 24 de julho de 2011

Cheguei na hora, mas perdi o trem!



Trem da Vale rumo a Mariana.
 
Pico do Itacolomi.

É isso mesmo!!! Sexta-feira, férias, tempo bom e temperatura agradável. Levantei-me cedo e segui rumo à Ouro Preto levando comigo uma criança anciosa para fazer a viagem turistica  no Trem da Vale, que parte para Mariana às 10 horas. Tudo muito tranquilo, fora a neblina que atrasa um pouco a viagem nesta época do ano, um passageiro que embarcou no meio do caminho com sacos de laranjas lentamente acomodados no bagageiro do ônibus, dois turistas estrangeiros que falavam  um portunhol a toda altura no celular, um senhor com três crianças querendo ir ao banheiro a cada minuto e um casal de idosos tentando se esconder do vento vindo de uma janela que dois rapazes faziam questão de manter aberta. Enfim, fatos comuns de se presenciar quando embarcamos para uma viagem em transporte público.  
De Belo Horizonte a Ouro Preto são 98 km, o que normalmente se percorre em torno de uma hora e meia, exceto nos meses mais frios porque a neblina torna o percurso perigoso em alguns trechos e neste ano está ainda pior devido ao aumento do número de veículos que buscam ali um desvio rumo ao leste do estado devido aos transtornos causados pela queda da ponte sobre o Rio das Velhas, na rodovia que liga Minas Gerais ao Espirito Santo.
Desembarcamos em Ouro Preto às 9:15. Como já conheço bem a cidade, busquei um atalho até a estação ferroviária, mas atalho não quer dizer moleza ... Os morros e descidas acentuadas não há como se evitar por ali e o jeito foi colocar força na sola do sapato e acelerar.
Ao chegar na estação percebi um grande movimento de carros. Confesso que senti um mal presentimento. Entendo que os desavisados, por não conhecerem as condições do espaço geográfico da cidade, pensam que há facilidade de estacionamento por todos os cantos e assim formam uma confusão ... Em Ouro Preto o melhor é deixar o carro estacionado na entrada da cidade e caminhar para conhecer os monumentos. Mas aquele movimento indicava que a procura pelo passeio naquele horário estava grande...
Dito e feito! Além do movimento externo havia uma enorme fila para a compra de bilhetes para o trem. E nessa hora foi que descobri como é que mineiro consegue perder o trem! Pela primeira vez não consegui comprar o bilhete, e o pior ... Só havia bilhetes para a partida das 15:30. Tudo bem que ficar em Ouro Preto esperando a hora de embarcar no trem não é um castigo, tem muito o que se fazer ali, mas eu tinha planos de registrar tanta coisa em Mariana durante o tempo que teria de esperar para retornar no trem das 14 hs ! Fiquei desapontada. E a criança com carinha de choro...
Daí veio então a arte do improviso. Com uma criança impaciente para viajar pela primeira vez no trem, morros por todos os caminhos que nos levam às relíquias coloniais e cinco horas de tempo livre pela frente, decidi não me estressar. Criança gosta de espaço ao ar livre, por isso optei por passear nas praças, feiras, ruas e lado externo das igrejas setecentistas. Aproveitei para observar as construções que há muito já conheço,  mas que sempre tem algo novo a revelar. E assim o tempo passou. Almoçamos uma comidinha bem mineira e retornamos para a estação ferroviária, desta vez para embarcar no trem. A viagem foi ótima, mas essa eu conto na próxima postagem!


Casario da rua Cláudio Manoel.
 
Praça Tiradentes com o prédio do Museu da Inconfidêcia e o monumento em homenagem ao centenário da morte de Tiradentes.

Fachadas de casario colonial.

Sobrado onde residiu o inconfidente e poeta Tomás Antonio Gonzaga.


sábado, 9 de abril de 2011

As capivaras da Lagoa da Pampulha


Capivaras

Em Belo Horizonte, quem passa pela orla da Lagoa da Pampulha, se estiver atento, não terá dificuldade para visualizar grupos  de capivaras andando por suas margens. Principalmente, no canal próximo ao  Parque Ecológico. Elas já fazem parte da paisagem da cidade naquela região. Vivem livres e são respeitadas pela população que frequenta o lugar.
A capivara é o maior roedor herbívoro do mundo. Habita áreas próximas aos rios e lagos na América do Sul e Central. Seu peso pode chegar até 80 kg, suas atividades são pela manhã e ao anoitecer. É um animal pastor e utiliza a água como refugio de seus predadores, dormindo com o corpo submerso e apenas o focinho fora d'água.
Sobrevive muito bem em ambientes poluídos, pois não depende da água para alimentar-se.
No Brasil, a caça é proibida por lei, embora muitos gostem de utilizar sua pele para fabricar objetos, o óleo extraído de sua gordura para fins medicinais, e a carne que é muito semelhante à carne suína, para comer. 

 



domingo, 3 de abril de 2011

Cientistas Mineiros


Na semana passada, fui convidada a visitar uma exposição de banners e fiz questão de registrar algumas partes para poder divulgar nesse espaço. Trata-se de algo que eu nunca havia me interessado em saber e, de certa forma também não me recordo de ter visto alguma divulgação sobre esse assunto.
São os cientistas nascidos em nossa terra, Minas Gerais, ou como é o caso de Peter Lund, que viraram mineiros de coração. Eles abriram o caminho para as novas gerações.
Não consegui registrar todo o conteúdo dos banners, mas já considero essa postagem um ponto de partida para quem se interessar em saber mais sobre o assunto. Começo com as mulheres. Click na imagem e  conseguirá ler ... 





Amanhã vou postar os homens. Não deixe de voltar para conhecê-los.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Folhinha para 1904, mas se precisar tem para 2011!

Essa relíquia está exposta no Museu Casa de JK , em Diamantina. 

Ela é do ano de 1904, tem  propagandas comerciais, informa os santos de cada dia de todos os meses do ano, lembra feriados nacionais, datas para pagar impostos e  outras informações úteis para a época.
Assim como os atuais calendários, que hoje trazem no máximo os dias e meses do ano e às vezes as fases da lua; as folhinhas do final do século XIX e início do século XX, traziam até a previsão do tempo. Como eram feitas? Não se sabe ao certo, mas com certeza davam muito certo. Algumas ainda estão em circulação, embora sejam difíceis de serem encontradas, como é o caso da Folhinha de Mariana, que no interior ainda pode ser encontrada colada na parede da sala das casas mais simples ou atrás de alguma porta nas casas de gente dita mais moderna.
A mais famosa das folhinhas mineiras é a Folhinha Eclesiástica de Mariana, editada há 141 anos pela Arquidiocese De Mariana. Nela pode encontrar vários tipos de informações, como os dias dos meses do ano e correspondência ao santo venerado naquela data, fases da lua, épocas de plantio para vários cultivos, feriados, etc. Assista ao vídeo no link abaixo e entenda um pouco mais.

terça-feira, 1 de março de 2011

Voltando ao tempo de criança!!!



Pessoal!!! Estive em São João Del Rei e Tiradentes nesse final de semana. Claro que fiz o delicioso passeio de Maria Fumaça, completando com uma rápida voltinha de charrete. Bom demais!!! Não sei porque, mas mineiro adooooora trem ... rsrsrsrs
Durante o passeio, não é que apareceu uma vendedora de delícias antigas! E olha só o que tinha no tabuleiro: PIRULITOS PUXA-PUXA. Huuuuummm!!! Voltei ao tempo de criança. Na minha memória e, na dos meus irmãos que também estavam comigo, veio a lembrança das manhãs de domingo, quando nossa mãe nos acordava bem cedinho para irmos à primeira missa do dia. Lá em casa toda família tinha que assistir à celebração juntos. Nós íamos um tanto quanto sonolentos e de certa forma impulsionados pela expectativa do "prêmio" que receberíamos após a missa. Nada a memos do que alguns desses deliciosos pirulitos, vendidos na feira de domingo que ficava há um quarteirão da igreja que frequentávamos.
Lembro-me que a banca onde podíamos comprá-los era logo a primeira  que encontrávamos ao entrar na rua transversal vindo no sentido igreja-feira. Era de um simpático casal que vendia verduras e legumes verdes, do tipo jiló, abóbora, pimentão, chuchu e outros. Quem fazia os pirulitos era a dona da banca e, depois da missa ela os vendia rapidinho para a garotada. Ah! Como era bom passar pela feira, comprar frutas, verduras, carnes, doces e queijos. A feira não tinha mais do que dois quarteirões de extensão, mas para mim, com os sentidos de uma criança, ela parecia enorme! Saudades de um tempo que não volta mais. Uma saudade gostosa, de pura felicidade!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Os bichinhos do Zito

Já postei tantas coisas, lugares e pessoas aqui nesse cantinho que até  perdi a conta. Há um tempo atrás, disse para o Zito que eu  queria fotografar os bichinhos de estimação dele para mostrar aqui. E não é que ele os fotografou e me mandou por email! Agora , olha eles aí!
O Zito nasceu no interior e mora em BH há muitos anos, mas não perdeu o vinculo com a vida rural. Seu hobby é passar o final de semana cuidando dos porquinhos e das galinhas poedeiras. Não se cansa de levantar antes do sol nascer com um sorriso no rosto, pronto para pegar a estrada que o leva até esses bichinhos.  






sábado, 22 de janeiro de 2011

Manoel das Moças

Foto da estatueta existente no Museu Histórico Abílio Barreto, em BH.
Um tipo popular de Belo Horizonte

Muito surdo, mesureiro, fazedor de reverências para as moças. Muita gente supunha que Manoel ganhara o apelido, complemento de seu nome, Manoel das Moças, por estar sempre a desmanchar-se em piruetas, rindo idiotamente diante das jovens. Engano, Manoel morou em Ouro Preto e tinha duas sobrinhas. Foi acusado de as haver infelicitado. Esteve preso e foi a júri. Absolveram-no. A culpa do crime cabia porém às estudantes e não a ele. As famílias o apontavam na rua: " Lá vai o Seo Manoel das Moças. O Manoel do tal caso das moças" ... E assim nasceu o apelido.
Foi uma das transplantações da velha para a nova capital. Ele veio com as sobrinhas, aliás bonitas e que fizeram sucesso, há mais de 40 anos, nas rodas boêmias da cidade. Eram chamadas "as peixe-elétrico". Não sabemos a razão desse nome de guerra, mas é facilmente conjecturável ...

Trecho da crônica de Moacyr Andrade, publicada em o " Diário da Tarde", em 25/09/1952.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Morre em Araxá aos 200 anos a Árvore dos Enforcados



Após uma longa batalha de especialistas pela sobrevida da árvore mais famosa de Araxá, ela foi dada como morta por causas naturais.
A então conhecida Árvore dos Enforcados, é na verdade um pé de "pau de óleo" com idade aproximada de 200 anos. No século XIX teria sido utilizada como suporte no enforcamento de dois escravos e a partir daí nasceram algumas lendas em torno desse fato que a deixou famosa.
Muitos dizem que ela chorava, outros afirmam que o balançar de suas folhas com o vento era fantasmagórico. O certo é que sua fama lhe rendeu o título de patrimônio histórico, garantindo uma vida longa e plena. Para uma árvore desse porte, morrer de velhice é um fato raro!
Essa árvore foi tão famosa que até gerou polêmicas na Câmara Municipal de Araxá, quando um vereador propôs a mudança de seu nome para Árvore da Libertação e o povo da cidade não aceitou.
Tive a oportunidade de conhecê-la há alguns anos atrás, mas não tenho fotos. Agora somente a informação, as lembranças e as fotos dos outros ...
Do alto do morro onde observou a cidade crescer, se ela tivesse um diário quanta  coisa teria para contar! Quantos namoros debaixo de sua sombra? Pequeniques? fofoquices? E por que não dizer, maldades humanas, como por exemplo o ato que lhe rendeu a fama ...   

sábado, 4 de dezembro de 2010

Banana engorda e faz crescer!


Cacho de banana maçã.


Pessoal! Fui verificar uma capina que havia encomendado para a limpeza de um terreno baldio e me surpreendi com a enorme touceira de banana com cachos prontos para serem cortados ... Havia até um ninho de passarinho entre as pencas de um dos cachos! Observem o lado esquerdo do cacho na foto acima.

Afinal, banana é bom pra quê?

Contém vitaminas B e C, neutraliza a ação de ácidos no organismo, ajudam na regularização do sistema nervoso e aparelho digestivo, dá resistência aos vasos sanguíneos, evita a fragilidade dos ossos e dentes, age contra infecções e ajuda a cicatrizar ferimentos.
Por ser de fácil digestão, é recomendada às crianças e aos que sofrem de distúrbios digestivos, porque suaviza o trato intestinal. Como tem ação reguladora, é indicada para combater a diarréia.
Em casos de queimaduras, inflamações, inchaço, feridas, chagas e nevralgia, basta usar sua casca fresca e em boas condições e aplicá-las sobre a parte afetada. A casca deve ser presa ao ferimento sem contudo apertá-lo. A casca da banana deve ser renovada a cada 2 ou 3 horas.
Para consumo imediato, a banana deve ser amarela, com pequenas manchas marrons, firmes e sem rachaduras ou sinais verdes.          .
Em temperatura ambiente a banana madura se conserva por 5 dias.
Cem gramas de banana-maçã contém 100 calorias.
Informações retiradas do site:

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O que é um muxurabiê?


by http://www.feriasbrasil.com.br/

Hoje falo sobre um pedacinho de Minas que para alguns será visto como uma curiosidade e para outros uma descoberta. Falo do muxurabiê ou muxurabi, que é um balcão mourisco trazido pelos portugueses no período colonial e que protege toda a altura da janela por treliça de madeira através da qual se pode ver sem ser visto.  
Era muito usado pelas mulheres afim de facilitá-las a observação do movimento da rua sem serem vistas. Vale lembrar que naquele tempo a mulher branca, principalmente as portuguesas e suas descendentes eram privadas do convívio social até mesmo com alguns parentes.
Esse nosso lindo muxurabiê fica na cidade de Diamantina e é um dos poucos que resistiram ao tempo. O prédio que outrora fora residência, hoje funciona como sede da biblioteca pública da cidade.