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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

As sacadas na Casa do Barão de Pontal em Mariana

Detalhe da renda esculpida em pedra-sabão.

Como é encantador andar pela rua Direita no centro histórico de Mariana e poder admirar os casarões coloniais que ocupam toda a extensão da via!
No universo de detalhes que compõem a magia estética que enobrece as construções, me chama a atenção as grades das sacadas, que não só enfeitam e facilitam a circulação do ar, mas também facilitam os alhares curiosos de seus moradores para a vida que transita no lugar. Isso por séculos... e séculos!
As sacadas são 99,9% confeccionadas em madeira ou ferro. Mas na rua Direita, no século XVIII, o talvez "exótico"  Barão de Pontal, o português Manuel Inácio de Melo e Souza, decidiu que as grades de suas sacadas seriam feitas em pedra-sabão.
O Barão viveu entre 1771 a 1859, foi presidente da província de Minas Gerais de 1831 a 1833, tendo ocupado também os cargos de juiz-de-fora em Goiás, deputado em MG e senador.

Faixa da casa do Barão de Pontal


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Personagens típicos de um tempo que já se foi

Nas minhas andanças pelo interior de Minas, novamente passei por Diamantina e lógico, lancei um novo olhar para coisas e lugares que já sabia existir, mas que dificilmente poderei dizer que conheço com propriedade.
Mais uma vez no Museu do Diamante e ... me senti atraída pelas fotos antigas. Como estão permitindo aos turistas fotografar o acervo, resolvi trazer para esse espaço fotos das fotos do famoso Assis Horta, fotógrafo do IPHAN no século XX. 


 Jacinto vendedor de bananas.

Boca Mole, tipo muito humilde e simpático, segundo descrição de moradores antigos.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A casa de Fernão Dias, na Quinta do Sumidouro


No Arraial do Sumidouro, Fernão Dias Paes e sua bandeira manteve o cultivo roças e a criação de pequenos animais para abastecer suas tropas durante quatro anos. Neste local, onde hoje se localizam se distritos de Fidalgo e Quinta do Sumidouro, ainda podem ser encontrados edificações do período bandeirista e colonial, com destaque para a “Casa Fernão Dias” e a Capela Nossa Senhora do Rosário, ambas tombadas pelo IEPHA.
Na verdade, a casa que todos conhecem como "a casa de Fernão Dias" não pertenceu a ele, foi construída bem depois de sua presença no local. Era uma casa de comércio à beira do caminho, onde também morava o proprietário do negócio e certamente com espaço para o pouso aos viajantes mais ilustres.
Segundo documentos do Arquivo Público Mineiro, os bandeirantes paulistas chegaram a Pedro Leopoldo seguindo as ordens de Fernão Dias Paes, provavelmente no dia 13 de março de 1673. Este havia enviado na vanguarda de sua bandeira uma expedição chefiada por Matias Cardoso a quem cabia plantar roças de milho e mandioca e reunir animais como porcos e galinhas, em toda extensão do percurso até o Serro Frio.
Em 21 de junho de 1674, Fernão Dias atravessa o Vale do Paraíba, a Serra da Mantiqueira e percorre incansavelmente os locais para pouso, em busca de ouro e pedras preciosas. Estes locais assinalados como pouso formaram posteriormente povoações, a saber: Ibituruna, Paraopeba (Betim), Sumidouro, Roça Grande (em Sabará), Itacambira, Itamarandiba, Esmeraldas, Mato das Pedrarias e Serro do Frio.
Quando chegou a Sabará, Fernão Dias procurou ainda por três meses prata e esmeraldas. Como não encontrou nada, voltou para o Sumidouro onde fundou um arraial e ficou a espera do auxílio solicitado à sua esposa, D. Maria Rodrigues Garcia Betim. Fernão Dias  veio a falecer, provavelmente de febre amarela ou febre palustre como era chamada, por volta de 1681.
Atualmente a "casa de Fernão Dias" funciona como sede do Parque Estadual do Sumidouro, pode ser visitada e em seu interior existe uma exposição de painéis que contam a história do bandeirismo paulista em MG. É de lá também que saem os grupos de visitantes para as trilhas arqueológicas.  É um lugar agradável, mas que precisa de investimentos locais na infraestrutura de apoio ao turismo, principalmente com abertura de restaurantes e lanchonetes. Vale a pena visitar!

Observando as fotos abaixo, fica claro como a arquitetura é simples, mas nem por isso a casa perde a elegância herdada da época de sua construção.

A casa de Fernão Dias vista de frente.
Visão lateral da casa.

Aspecto interno.
O forro da casa, no modelo original.
Detalhes da construção numa parede interna. 
Aspecto interno da sala com visão para a rua. 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Morre Maria Stella Libânio, uma das guardiãs da memória da tradicional cozinha mineira


Foto do Portal o Tempo
Ontem Minas Gerais perdeu uma pessoa que não conheci pessoalmente, mas que me curvo à sua simpatia e aos vastos conhecimentos que acumulou ao longo de seus 94 anos de existência a cerca da culinária mineira.
Certa vez, assisti a um programa  de televisão no qual o apresentador entrevistou algumas guardiãs da memória da tradicional cozinha mineira e lá estava ela, em casa, muito simpática e pronta a falar de suas receitas e experiências na cozinha.
Dona de uma coleção de cadernos antigos de receitas, algumas anotadas no tempo do império por suas antepassadas avós e bisavós, afirmou conservar todos com muito carinho, mas também usá-los com frequência, apenas adaptando as medidas e ingredientes quando necessário. Lembro-me que fiquei encantada diante da TV. Como vocês já sabem, eu valorizo muito a preservação da memória da cultura
de um povo. É triste a notícia, mas por outro lado uma pessoa que viveu tanto e nos deixou bons frutos  em sua passagem pela vida, merece os nossos aplausos! Que Deus em sua infinita bondade dê paz e conforto à sua alma!
No link abaixo está a notícia veículada ontem no jornal de maior circulação no estado.  


Uma pequena biografia que encontrei no Wikipédia:

Maria Stella Libanio Christo (Belo Horizonte, 1918 - 19 de junho de 2011) foi uma  culinarista e escritora brasileira. Seu primeiro livro, Fogão de Lenha, despertou muito interesse, correspondido pela autora com vários outros, versando, em geral, sobre culinária e, particularmente, a cozinha mineira.
É mãe do escritor e religioso domiciano Frei Beto.
Seus livros publicados:
  • Fogão de lenha
  • Quentes e frios
  • Minas de fogo e fogão
  • Cozinha popular
Foto de Martins fontes editores 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Cientistas Mineiros - Parte II

Conforme prometido, hoje vou postar parte dos banners com informações sobre alguns dos homens mineiros que se deslancharam no campo da ciência, nos presenteando com um vasto legado cultural.


Espero que tenham gostado!












domingo, 3 de abril de 2011

Cientistas Mineiros


Na semana passada, fui convidada a visitar uma exposição de banners e fiz questão de registrar algumas partes para poder divulgar nesse espaço. Trata-se de algo que eu nunca havia me interessado em saber e, de certa forma também não me recordo de ter visto alguma divulgação sobre esse assunto.
São os cientistas nascidos em nossa terra, Minas Gerais, ou como é o caso de Peter Lund, que viraram mineiros de coração. Eles abriram o caminho para as novas gerações.
Não consegui registrar todo o conteúdo dos banners, mas já considero essa postagem um ponto de partida para quem se interessar em saber mais sobre o assunto. Começo com as mulheres. Click na imagem e  conseguirá ler ... 





Amanhã vou postar os homens. Não deixe de voltar para conhecê-los.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Juquinha da Serra ou das Flores?

Foto de  fredecoturismo
José Patrício, morador da região do alto da Serra do Cipó, faleceu em 1983 e foi imortalizado numa bela estátua esculpida no alto da serra em 1987.
Conhecido por todos que moravam ou passam com frequência pelo lugar, atendia pela alcunha de "Juquinha da Serra ou Juquinha das Flores", apelido que ganhou pelo hábito de ficar na estrada parando os viajantes para entregar-lhes flores de sempre-viva que colhia pelos campos abundantes daquele sertão.
Juquinha entregava flores e pedia em troca alimentos, roupas e objetos de pouco valor. Foi sem dúvida uma figura folclórica em pleno século XX.
Hoje, os que passam por aquele caminho, não tem mais o Juquinha para oferecer-lhes flores, mas podem parar e tirar uma bela foto ao lado de sua estátua que passa vinte e quatro horas por dia  contemplando a bela paisagem do cerrado a se perder no horizonte.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Manoel das Moças

Foto da estatueta existente no Museu Histórico Abílio Barreto, em BH.
Um tipo popular de Belo Horizonte

Muito surdo, mesureiro, fazedor de reverências para as moças. Muita gente supunha que Manoel ganhara o apelido, complemento de seu nome, Manoel das Moças, por estar sempre a desmanchar-se em piruetas, rindo idiotamente diante das jovens. Engano, Manoel morou em Ouro Preto e tinha duas sobrinhas. Foi acusado de as haver infelicitado. Esteve preso e foi a júri. Absolveram-no. A culpa do crime cabia porém às estudantes e não a ele. As famílias o apontavam na rua: " Lá vai o Seo Manoel das Moças. O Manoel do tal caso das moças" ... E assim nasceu o apelido.
Foi uma das transplantações da velha para a nova capital. Ele veio com as sobrinhas, aliás bonitas e que fizeram sucesso, há mais de 40 anos, nas rodas boêmias da cidade. Eram chamadas "as peixe-elétrico". Não sabemos a razão desse nome de guerra, mas é facilmente conjecturável ...

Trecho da crônica de Moacyr Andrade, publicada em o " Diário da Tarde", em 25/09/1952.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Guimarães Rosa: encanto imortal



Guimarães Rosa ficou imortalizado em sua obra. Como ele mesmo disse " as pessoas não morrem, ficam encantadas". Mineiro de Cordisburgo, faleceu em 19 de novembro de 1967, deixando 12 livros escritos, dentre eles o famoso romance Grande Sertão: Veredas.
O ar sertanista, deixado em sua obra, é um reflexo também de suas próprias vivências. Até os nove anos, viveu uma vida rural, na pequena cidade onde nasceu. Convivia com bois e plantações, colecionava borboletas e formigas . Já adulto, médico formado, tinha o hábito de cavalgar pelo sertão para atender pacientes carentes que viviam em fazendas distantes. Nessas andanças conheceu Manuelzão, que se tornou um dos seus mais conhecidos personagens.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Quem conheceu Sinhá Olímpia?

Pessoal, tenho visitado vários blogs, só não estou conseguindo postar comentários, sempre dá erro de página. Portanto, parece que ando sumida, mas não é nada disso.  





 Só a conheço de nome, fotografias e pelos casos que se pode ouvir sobre sua pessoa nas palavras de antigos moradores de Ouro Preto, cidade onde andou pelas ruas em seus tempos de maior euroforia.
Olímpia angélica de Almeida Cotta, nasceu em 31 de agosto de 1889 no distrito de Santa Rita Durão, Mariana-MG, cidade vizinha a Ouro Preto. Teve 15 irmãos e seus pais eram fazendeiros abastados da região.
Com seu estilo despojado, colorido e sempre muito elegante de se vestir, era uma mulher alegre e divertida. Dizia-se noiva de dom Pedro II e tinha amigos imaginários, todos  eles personagens da história de Minas e já falecidos e sua época.
De fato, tinha problemas psicológicos que segundo contam, tiveram origem em paixão proibida pelo pai, que não permitiu o seu casamento com um rapaz que era pobre. Ela teria sido vitima de um feitiço da futura sogra, que em resposta à não permissão para o casamento enviou para ela uns abacates enfeitiçados que a fizeram perder a razão de viver serenamente.
O fato teria ocorrido em 1918, e a partir daí ela mudou seu jeito de viver. De deprimida e calada passou a agir como louca e andarilha. Foi morar em Ouro Preto e desfrutava de toda a movimentação da cidade, sendo bem aceita por todos. Contava e inventava histórias.
No seu visual não faltava um chapéu enfeitado com flores de papel colorido, um cajado, broches, e outros badulaques. Sempre com um cigarrinho na mão e a velha frase “ lá vai Ouro Preto embora, todos bebem e ninguém chora ...”.