A partir do descobrimento do ouro o estado de Minas Gerais foi povoado de forma rápida e desordenada. Mesmo com toda a riqueza que o ouro pelo menos simbolicamente proporcionava, viver nessas terras distantes do litoral e sem estradas abertas que ligassem a região aos centros de abastecimento de bens de consumo, sobretudo alimentos, não era fácil.
Em meio ás dificuldades de sobrevivencia muitos foram encontrados mortos com os bolsos cheios de ouro e nem uma espiga de milho no estomago. Surge a figura dos tropeiros. Homens que enfrentavam os obstáculos da topografia montanhosa para trazer mantimentos e toda a sorte de produtos possíveis para abastecer os mineradores.
No século XIX, a fim de organizar melhor o comércio dos tropeiros na cidade de Diamantina, foi construído um mercado , hoje chamado de mercado municipal, mas que na linguagem popular não deixou de ser o mercado dos tropeiros. Lugar onde se fazia o comércio e os tropeiros e suas tropas descansavam e reabasteciam para a viagem de volta.
Atualmente, aos sábados lá é realizado um comércio de produtos da agricultura familiar da região, de artesanato e comidas típicas. Ás sextas o espaço é ocupado por seresteiros e casais que gostam de dançar uma boa música tradicional, tudo regado a comidas tipicas e bebidas.
O prédio é amplo e bem preservado. Do lado externo há uma grande praça com calçamento de paralelepípedo e alguns postes de madeira onde os tropeiros antigos amarravam seus cavalos.
Afinal, quem nunca visitou ou pelo menos ouviu falar em mercado ou mercados? São tantos e de utilidade variada dependendo da época e lugar. Em comum, a reunião de pessoas em torno daquilo que as deixam felizes. Seja um artesanato, uma comida, um bate papo ...
Os mercados são excelentes centros de preservação da memória das cidades!








