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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Guimarães Rosa: encanto imortal



Guimarães Rosa ficou imortalizado em sua obra. Como ele mesmo disse " as pessoas não morrem, ficam encantadas". Mineiro de Cordisburgo, faleceu em 19 de novembro de 1967, deixando 12 livros escritos, dentre eles o famoso romance Grande Sertão: Veredas.
O ar sertanista, deixado em sua obra, é um reflexo também de suas próprias vivências. Até os nove anos, viveu uma vida rural, na pequena cidade onde nasceu. Convivia com bois e plantações, colecionava borboletas e formigas . Já adulto, médico formado, tinha o hábito de cavalgar pelo sertão para atender pacientes carentes que viviam em fazendas distantes. Nessas andanças conheceu Manuelzão, que se tornou um dos seus mais conhecidos personagens.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Helena Morley, Minha Vida de Menina


Foto de Helena Morley existente na edição abaixo.



Hoje quero sugerir a todos vocês leitores dessa postagem, que aventurem-se nas páginas do livro Minha Vida de Menina, de Helena Morley. 
Seu nome de batismo é Alice Dayrell Caldeira Brant. Nasceu em Diamantina no dia 28 de agosto de 1880 e faleceu no Rio de Janeiro em 22 de junho de 1970.
Minha vida de Menina, foi publicado pela primeira vez em 1942, embora tenha sido escrito entre os anos de 1893 e 1895. Tamanho o sucesso da obra, foi traduzido para o inglês,  francês, italiano e editado também em Portugal. Sendo a única obra escrita e publicada por Helena Morley.
Na realidade, o livro trata-se de um diário onde a autora registrou parte de seu cotidiano de menina provinciana nos fins do século XIX. São textos encantadores que a cada página nos revela a vida simples e pacata dos moradores da cidade de Diamantina num momento em que a atividade mineradora estava bastante decadente. Os conflitos sociais, a religiosidade, as disparidades econômicas, os relacionamentos familiares, o cotidiano infanto-juvenil, as tradições, o amor, o modismo e muito mais ...
Por ter ascendência inglesa, a autora revela a rede de ligações e intrigas entre os imigrantes europeus e a população local.
Segundo relatos da autora no prefácio de sua primeira edição, ela  tinha o hábito de escrever o que sucedia com ela no cotidiano. Vários cadernos foram escritos, principalmente porque era uma exigência do seu professor de português que os alunos fizessem uma composição (redação) diária com tema à escolha.
Esses cadernos foram guardados e esquecidos, reaparecendo em meio a uma mudança. E assim foram lidos para suas netas, no intuito de que elas ficassem sabendo como fora a sua vida de menina pobre no interior.
Fascinado com os textos, seu marido teve a iniciativa de transformá-los num livro,  para a surpresa de todos, com grande aceitação do público em todos os tempos.
Para os interessados em saber da história e dos costumes mineiros no século XIX é uma boa fonte de consulta.            
Após á leitura do livro é recomendável também o depoimento de alguém que conviveu com a autora já em idade avançada.

E, claro! Assistir ao filme Vida de Menina, inspirado nos relatos do diário de Helena Morley.