Conforme mostrei AQUI , essa igreja, que é a segunda mais antiga e imponente da cidade de Belo Horizonte, passou por uma reforma que trouxe à mostra sua pintura original após décadas submersa em várias camadas de cores variadas utilizadas por seus administradores nas pinturas de simples manutenção do prédio.
Fico feliz por ver o trabalho de restauração quase concluído. Mais que um monumento, temos aqui uma obra social de base redentorista, pois no casario ao fundo do templo religioso funcionam várias ações sociais voltadas para o bem estar material e espiritual dos belorizontinos.
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| Igreja de São José - Belo Horizonte /MG |
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segunda-feira, 10 de julho de 2017
Igreja de São José
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Restauração da Igreja de São José em Belo Horizonte
Ponto de referencia no centro da capital mineira, a Igreja de São José cuja a pedra fundamental data de 1902, foi erguida no topo de um morro hoje quase despercebido devido ao disfarce na forma de uma bela escadaria que estende do adro principal até o encontro coma avenida Afonso Pena.
Ah, se essa escada falasse! Quantas coisas iria contar? Orações, protestos, Carnaval, abrigo de pedintes e tudo mais que a avenida mãe pode sediar. Quem não tem algo para contar sobre o que viu quando passou pela igreja de São José? Quantos encontros marcados? E os atalhos no quarteirão percorrendo seus jardins? Há mais de cem anos é lugar privilegiado de religiosidade, cultura, manifestações e encontros na cidade de Belo Horizonte. É muita história...
O templo religioso, que hoje é também um monumento turístico, passa por uma reforma. A parte interna está restaurada, enquanto a parte externa passa por um minucioso trabalho de recuperação da pintura original. Trabalho sem previsão do termino.
Então, como passei lá pelos jardins da São José, quis registrar aqui o pouco do que vi do trabalho que está sendo feito.
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| A parte colorida é a pintura original recuperada. Há anos uma pintura de cor única encobria a arte original. |
O projeto arquitetônico do templo foi
elaborado por Edgard Nascentes Coelho, e as obras foram dirigidas pelo irmão
redentorista holandês Gregório Mulders. A Igreja de São José adotou o plano
basilical, o interior do templo possui iluminação moderada, proveniente da sequência de
vitrais coloridos. Foi
construída em estilo neomanuelino e
considerada um dos mais notáveis monumentos construídos na capital.
A
ornamentação pictórica da igreja foi executada pelo pintor alemão Guilherme
Schumacher, entre 1911 e 1912. O forro da nave central, retrata a vida de São José.
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| Teto da parte central da igreja, |
A matriz tem 60 metros de comprimento e 19 de largura, construída com fortes influências holandesas. A decoração do
interior abriga os capitéis das belas colunas no estilo coríntio, o grandioso
presbitério e um órgão de tubos fabricado em 1927.
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| Aspecto interno com o altar-mor ao fundo. |
domingo, 24 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
A encantadora igreja barroca de Nossa Senhora do Ó, em Sabará.
Nossa Senhora da Esperança, Nossa Senhora da Expectação do Parto ou Nossa Senhora do Ó?
A invocação vem de uma tradição dos visigodos na Espanha. A partir do ano 656, foi instituída a Festa da Expectação do Parto, celebrada nos dias que precedem o nascimento de Jesus. Como em cada dia eram repetidas as sete antífonas do Antigo Testamento, que iniciam com um Ó aspirado, o povo começou a chamar aquela celebração de “Festa do Ó” e a imagem invocada de “Nossa Senhora do Ó”.
Foi em torno dessa devoção que os devotos levantaram no velho arraial que deu origem à cidade de Sabará uma das mais encantadoras igrejas barrocas de Minas Gerais.
Segundo Lúcia Machado de Almeida, em seu livro “ Passeio a Sabará”, um documento existente no arquivo do Museu do Ouro, o livro de notas do ano de 1720, do tabelião da Vila Real de Sabará, esclarece a data da construção sendo 1719, tendo como patrono um rico minerador e senhor de escravos Lucas Ribeiro de Almeida, e como construtor Manoel da Mota Torres.
A riqueza na decoração interior contrasta-se com a simplicidade exterior. O historiador Sylvio de Vasconcellos citou que “a capela é o próprio ouro das Minas, por fora cascalho rude; por dentro o mais valioso metal. Por fora posta em modéstias; por dentro esplendendo em belezas"
Construída de taipa e pau-a-pique, madeira de cedro na nave e ornamentação em ouro, a igrejinha recebeu uma forte influencia oriental no uso de cores como o vermelho, o azul e o dourado.
Laminados a ouro e em alto relevo existem vinhas, pelicanos e belas talhas nas colunas salomônicas.
Lindos painéis com motivos chineses e passagens bíblicas contando a vida de cristo completam a ornamentação nas paredes laterais e no forro do teto.
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| amareloouro |
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Patrimônio imaterial: o dobre dos sinos em Minas Gerais
| sino da igreja de N. S. do Ó |
Capazes de transmitir aos moradores informações precisas como as horas, os horários de missa, os nascimentos e falecimentos, tipos de celebração que serão realizadas e por quem - se por um padre (três badaladas), pelo bispo diocesano (sete) ou arcebispo (nove) -, os sinos das igrejas têm importante papel nas cidades históricas mineiras.
Suas formas e pesos variaram ao longo do tempo, sendo os primeiros de chapa de ferro ou cobre. A partir do século XVIII, iniciou-se a fundição dos sinos em bronze e uma liga de cobre e estanho, adicionando também uma dosagem de ouro ou prata e outros metais, para aperfeiçoar a sonoridade. Atualmente existem no mundo seis fábricas de sinos artesanais. Em Uberaba está a segunda maior do Brasil, a Fundição Artística Sinos Uberaba (Fasu).
Em Minas Gerais, 170 municípios tiveram seus sinos produzidos ou restaurados em Uberaba. Este é o caso da Paróquia Nossa Senhora da Conceição (Sabará).
Na linguagem dos sinos, muitos toques foram criados pelos próprios sineiros e a tradição foi sendo passada de pai para filho. Em São João del Rei, a 180 quilômetros de Belo Horizonte, a linguagem dos sinos possui as seguintes modalidades de toque: dobre simples (quando o sino cai pelo lado em que está encostado o badalo, ocasionando uma só pancada em cada movimento); dobre duplo (quando o sino cai pelo lado contrário em que está encostado o badalo, ocasionando duas pancadas em cada movimento); e repiques (quando o movimento é feito somente pelo bater do badalo, com o sino parado).
FONTE:
iepha.mg.gov.br
FONTE:
iepha.mg.gov.br
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Igreja de Sant'ana do Arraial Velho - Sabará
Diogo de Vasconcelos, ilustre historiador do século XIX, visitou a igreja de Sant'ana em 1893, e afirmou ter encontrado na portada uma inscrição com a data de 1747. No adro um sino com a inscrição de 1759.
O que nos leva a acreditar que a construção desse templo data do século XVIII.
Como o Arraial Velho tem sua origem ligada à exploração do ouro por Manual de Borba Gato, às margens do Rio das Velhas, que corre bem ao lado da igreja, podemos acreditar também antes da construção datada de 1747, houve no local uma primitiva capela bandeirante.
O templo possui apenas um retábulo, com talha no estilo D. João V. Seu interior é desprovido de decorações luxuosas tal como era comum em MG no século XVIII.
Cercado por um muro de pedras, é um dos poucos que possui um mata-burros na entrada do seu adro.
| Sineira no adro da igreja e detalhe da fachada na porta principal. |
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Santuário do Senhor do Bonfim
Situado na cidade Bonfim, há 90 km de Belo Horizonte, o Santuário do Senhor do Bonfim foi erguido no século XIX e há dois século atrai anualmente centenas de romeiros durante os dias de realização do jubileu. a cidade de Bonfim tem suas origens ligadas à exploração do ouro no século XVIII, como aliás, quase todas as localidades mineiras.
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| Aspecto do interior da igreja. |
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| Altar lateral direito. |
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| Altar lateral esquerdo. |
terça-feira, 10 de maio de 2011
O Mosteiro de Macaúbas
Quem percorre a rodovia MG-020, no trecho entre Santa Luzia e Jaboticatubas, não deixará de notar numa pequena elevação às margens do asfalto e bem defronte ao rio das Velhas, o imponente sobrado branco com dezenas de janelas azuis cercado por um verde de árvores antigas a testemunhar os olhares de curiosos viajantes que há séculos percorrem aquela estrada.
É o Mosteiro de Macaúbas. Recanto de ímpar beleza arquitetônica colonial, singularidade religiosa e ideal para um descanso espiritual. E incrível, bem pertinho de Belo Horizonte.
A história do lugar traduz muito da memória cultural e religiosa aqui implantada pelos portugueses.
O mosteiro foi construído com o esforço e boa vontade de Félixa Costa, religioso e grande devoto da Imaculada Conceição.
Segundo relatos Félix " disse ter visto, durante a sua viagem para Minas Gerais, às margens do Rio das Velhas, um monge, vestindo hábito branco, com escapulário e manto azul e um chapéu caído nas costas. Porém, tal visão, de súbito desapareceu. Foi este o ponto de partida para a fundação do Recolhimento de Macaúbas."
O Bispo Dom Frei Francisco de São Jerônimo, depois de ter ouvido a narração da aparição afirmou-lhe que o hábito era o da Ordem da Imaculada Conceição. Em 08 de maio de 1712, o Bispo benzeu-lhe um hábito, deu-lhe licença para usá-lo e também permissão para angariar esmolas para a construção de uma Ermida sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição.
O Bispo Dom Frei Francisco de São Jerônimo, depois de ter ouvido a narração da aparição afirmou-lhe que o hábito era o da Ordem da Imaculada Conceição. Em 08 de maio de 1712, o Bispo benzeu-lhe um hábito, deu-lhe licença para usá-lo e também permissão para angariar esmolas para a construção de uma Ermida sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição.
Em 01 de janeiro de 1716, o Padre Lourenço Valadares, Vigário de Roça Grande, benze o Santuário e, no dia seguinte, entram para o Recolhimento doze jovens, sete das quais eram irmãs e sobrinhas do Fundador. As Recolhidas passaram a observar certas normas de vida religiosa, como Adoração ao Santíssimo Sacramento e Ofício Divino no Coro. E o Recolhimento logo se expande com a admissão de novas Recolhidas.
Saiba mais no mosteiromacaubas
quinta-feira, 3 de março de 2011
Depredação? Falta de informação? Ou crime contra o patrimônio histórico?
Difícil acertar um palpite dessa natureza, mas a verdade é que o pároco da matriz da cidade de Divino, na zona da mata mineira, há 250 km de Belo Horizonte, mandou arrancar o piso original da igreja construída no ano de 1944 em estilo neogótico.
Segundo a reportagem publicada hoje no caderno Gerais, página 28, do Jornal Estado de Minas " na madrugada do dia 21/02, entre as 4 e 5 horas, o titular da pároquia ... teria mandado um grupo de trabalhadores quebrar e arrancar os ladrilhos hidráulicos do templo católico", para substituí-lo por um piso de granito (bem moderno).
Aos moradores restou apenas a chance de guardar pedaços do piso como lembrança da igreja onde muitos se casaram, foram batizados, etc. A igreja está ligada à história da cidade que se desenvolveu no seu entorno.
Infelizmente, casos assim são mais comuns do que podemos imaginar. Por essas e outras é que a maior parte do patrimônio artístico e histórico religioso vem desaparecendo ao longo dos anos. Lembrei-me do caso da igreja de Santa Rita, em Sabára, que foi demolida para a construção de uma praça no local. E era uma relíquia do século XVIII! Só que esta história eu conto em outra postagem ...
Para assistir ao vídeo de uma emissora que noticiou o fato, clique no link abaixo.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Uma voltinha na orla da Lagoa da Pampulha
Gente!!! Um dos lugares que gosto de frequentar ao ar livre nessa cidade é a orla da lagoa da Pampulha. Então, hoje deixo aqui mais algumas fotos recentes de lá para vocês apreciarem.
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| Esculturas feitas em plantas da calçada. |
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| Igreja São Francisco de Assis, obra de Niemeyer e Portinare |
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| Mirante. |
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| Parque Mangueiras e sua enorme roda gigante. |
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| Igrejinha vista do mirante. |
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Detalhes que nem sempre ficam na memória
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| http://nsconceicao-sabara.blogspot.com/ |
Ofício da Igreja Grande
Nossa Senhora da Conceição
Da Vila Real do Sabará,
Tem o seu trono na Igreja Grande,
Que, à beira-rio vai carregando
em seus ombros de taipa os séculos do ouro.
Suas naves abrem-se em arcadas,
Nichos escuros guardam seus Santos.
No chão de tábuas dormem os mortos,
Nas torres ficam os sinos roucos.
Nossa Senhora da Conceição
Da Vila Real do Sabará!
Mora a saudade na Igreja Grande
Toda escorrida de negrumes,
Mas à Senhora em seu altar
Eu vou pedir: - Rogai por nós ...
Os mortos não voltam mais e os vivos ocupados
Estão fundindo o ferro das montanhas,
E enferrujando as almas.
Outros venderam as suas alfaias,
Quase furtaram o Anjo Custódio;
Dizendo que era do Paraguai ...
Ficou sozinha Nossa Senhora,
Ficou sozinha no seu altar ...
Os sinos roucos estão calados,
Com mêdo de alguém que os vá tirar ...
Agora os vivos não vêm rezar,
Procuram imagens para furtar ...
Nossa Senhora da Conceição
Da Vila Real do Sabará,
Existe ainda quem te estremeça
De vivo amor do coração,
Na vila Real do Sabará.
( Augusto de Lima Júnior, 1966 )
Hoje, folheando o livro Noções de Cultura Mineira, de Wagner Ribeiro, publicado em 1966 pela editora FTD, que ganhei de mãos que confiam nos meus cuidados de preservação, deparei-me com o belo poema acima na página 231 e achei adequado transcrevê-lo aqui no blog.
Trata-se de uma reflexão sobre as notórias mudanças de comportamento já observadas naquela época para a relação homem-religião. O autor exalta o que representou o templo católico nos anos da riqueza aurífera e descreve os valores modificados, a ganância e depredação do patrimônio religioso.
Felizmente, após várias campanhas e investimentos em segurança a partir dos anos 90, a depredação material e o roubo vem diminuindo nas igrejas históricas mineiras.
A imagem de Nossa Senhora da Conceição é do século XVIII, tendo sido a igreja construída entre 1701 a 1710.
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