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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Sabará: tricentenária igrejinha de Nossa Senhora do Ó

Igreja de N S do Ó.


Informações oficiais sobre a igreja.

Casa no largo da igreja de N S do Ó - antigo conjunto habitacional de trabalhadores da extinta Cia Belgo Mineira.



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Placa de inauguração




O chafariz que se apóia na parede que sustenta a escadaria do prédio que hoje abriga o Museu da inconfidência em Ouro Preto ( outrora prédio da casa de Câmara e Cadeia ) já não desempenha o papel de abastecer d'água os moradores e viajantes que dele se valiam. Está lá... Para não dizer abandonado ou esquecido, prefiro acreditar que servindo de peça decorativa para aquele museu a céu aberto que é a Praça Tiradentes. Não jorra mais água.
Ao visitante mais atento, não será difícil perceber a placa oval que informa com todo o rigor , dados relevantes sobre a sua existência: nascido no 2º Império, em homenagem ao imperador, e não fugindo às regras políticas, destacando o nome do seu benfeitor...
Fico pensando que, as placas de inauguração deveriam ter a função exclusiva de eternizar a data da construção e os executores da obra, mas infelizmente há muito vêem servindo de fonte de promoção para políticos, mesmo que na história sejam lembrados apenas quando alguém lê o nome numa placa por simples curiosidade e, segundos depois se esquece...


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Curvas de Niemeyer em Belo Horizonte

Os meios de comunicação anunciaram a morte do grande mestre da arquitetura contemporânea. 
Um homem que deixa marcas em forma de curvas, por onde sua criatividade passou. 
Sonhos, conquistas, realizações de uma vida plena, longa e ativa. Um ser que nos deixa  com a tranquilidade de alguém que viveu intensamente a família, o trabalho, a construção de um novo espaço social. Um homem que teve vida longa, amor, solidariedade, competência, sabedoria, fama e por aí vai... 
E como ele disse " um vida simples " , ao meu ver normal, como deveria ser para milhões de pessoas que entendem ser,  essa simplicidade, uma coisa anormal, e não um direito de todos.
Que Deus receba Niemeyer nas curvas de seu templo! 

Edifício Niemeyer, Praça da Liberdade, construído em 1954
Igreja São Francisco de Assis, obra de Niemeyer e Portinare

domingo, 5 de agosto de 2012

Serro é assim... um patrimônio do sertão.


Rua direita, vista do alto da capela de Santa Rita, com destaque na foto para a escadaria e o casarão onde funciona a prefeitura.


Seguimos para o Serro. Antes passamos por um vilarejo chamado Três Barras e ali, por outra ponte sobre o rio Jequitinhonha, ainda um filete.
Antiga Vila do Príncipe do Serro Frio, a cidade no seu espaço físico, é na verdade um penhasco encravado na Serra do Espinhaço. Suas casas no centro histórico estão dispostas em poucas ruas, a maioria com um calçamento bem antigo e irregular que somadas aos morros e ruelas, becos e travessas, dificultam a circulação dos carros contemporâneos. São praticamente três ruas que se estendem na encosta, uma sobreposta à outra com boa extensão, e as demais seguem o declive do morro e são estreitas e pouco extensas.

Calçamento antigo original.


A maioria das casas ainda estão conservadas. Muitas são usadas como estabelecimentos comerciais ou repartições públicas. Vi muitos comércios antigos, mas a modernidade já está transformando o lugar. É possível ver pessoas exibindo coisas e hábitos urbanos com facilidade.
Infelizmente não pude visitar os museus nem as igrejas. Estavam fechados. Segundo me informaram no posto de atendimento aos turistas, o motivo era a reorganização dos espaços nos museus, pois haviam terminado na véspera uma gravação cinematográfica. E quanto às igrejas, eu teria que seguir o ritmo da cidade... Enfim fiquei apenas com a visão externa da cidade, que já fez valer a pena o passeio.

Capela de Santa Rita vista da rua direita. 

A capela de Santa Rita é uma atração na cidade, não só pela beleza externa de sua fachada poligonal com uma torre central, mas também pela famosa escadaria composta de 50 degraus que leva os devotos a subirem rezando o terço até o topo do morro onde se encontra.
Foi construída a partir de 1745.

Capela de Santa Rita

Descida da Capela de Santa Rita.

A igreja de Nossa Senhora do Carmo foi construída entre 1768 e 1781. Do lado externo existe uma escadaria que dá acesso ao adro e sugere ali um ar de nobreza estética. 

Igreja de N S do Carmo


A maior igreja na cidade é a de Nossa Senhora da Conceição, construída entre 1776 e 1872. Sua fachada é simples e o destaque se dá pela imponência na altura do templo. Possui uma pequena escadaria em pedra sabão.
De um modo geral, as igrejas na cidade do Serro são bem simples na fachada externa, um estilo rococó sem muita preocupação com a exuberância e ostentação, tal como existe em outras cidades históricas mineiras. 

Igreja matriz de N S da Conceição

Presente de Deus ...


Vista da parte baixa, com  a igreja de N Senhor do Matosinhos, do lado direito o casão do Museu Teófilo Otoni e à esquerda o espaço verde do Museu e Casa do Barão.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O rastro de cada um



Tenho dificuldades para definir meus rastros psicológicos neste momento. É um misto de indignação, tristeza, pena, uma vontade de poder dar um stop para o carnaval que reúne multidões nos apertados centros históricos,  um querer estender a mão solidária para orientar melhor a juventude...  
Milhares de "foliões" tomaram posse das ladeiras de Ouro Preto durante o Carnaval. Sempre foi assim. Há décadas o Carnaval da cidade é considerado um dos melhores do país. Se não pela tradição cultural, pela divulgação na mídia e no universo virtual. Assistimos a cada ano a multiplicação desses foliões que se misturam à população local.
Há quem se limite simplesmente à diversão, mas outros tantos com pretensões diversas ao cair na na folia perdem a noção dos limites adquiridos no berço e ou no banco da escola. Esquecem de coisas simples como o respeito à diversidade cultural e aos monumentos históricos. Assim, nos dias de folia vão subindo e descendo ladeira sem se preocuparem com a qualidade dos rastros que irão deixar. E a depredação vai acontecendo ... algumas permanecem ocultas, outras por si se escandalizam, como é o caso da cruz da Ponte da Barra.
É difícil perceber o que representa uma cruz antiga esculpida em pedra na estrutura de uma ponte do século XIX no imaginário de mentes tão diversas. Há quem passe por ela e observe, há quem passe e não a veja, há quem a entenda como um símbolo de fé e outros que a valorize como um objeto qualquer...
Fácil é compreender a falta de informação para a necessidade de preservação do patrimônio público e cultural. Na certa, o impulso rumo ao eu posso, eu faço, eu me destaco .... 
Quanto à cruz, um monumento construído por volta de 1806 e tombado desde 1950, pela utilidade pública ao longo desses mais de 200 anos, merece justiça!
Vamos ver se ela virá ...

REPORTAGEM SOBRE O ASSUNTO
http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2012/02/iphan-vai-propor-acao-contra-turistas-que-quebraram-cruz-em-ouro-preto.html


VISITE E DEIXE O SEU COMENTÁRIO :

http://odiariodeanabelajb.blogspot.com/2012/02/hoje-estou-pensando-com-os-meus-botoes.html

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Como o moderno se apropria cada vez mais dos espaços antigos!


Se não fossem os poucos gestos favoráveis à preservação dos espaços outrora erguidos pelo homem, diria que essa apropriação é natural.
Mas hoje, quis imaginar essa rua da histórica São João Del Rei, que por obra da minha falha na memoria o nome esqueci, sem as dezenas de necessárias tralhas modernas poluindo minha visão.
Começo pelas placas de sinalização do transito, passo pelos toldos e placas nas portas das lojas, vejo as pichações, um arranha-céu desajeitado impedindo a visão do horizonte, a iluminação externa dos casarões, os automóveis e motos estacionados, a linha amarela que demarca a pista, e termino, com a minha artificial contribuição digital ... 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Casa Borba Gato ou Casa de Borba Gato?

Quem visita o centro histórico de Sabará pode ser surpreendido por um morador ou mesmo por um guia local pouco informado, com a notícia de que o centenário sobrado na ladeira da rua Borba Gato ( antiga rua da Cadeia )  foi  residência do bandeirante paulista que teria explorado o ouro às margens do rio das Velhas num local não muito distante dali.
Na verdade, não se sabe exatamente como o sobrado adquiriu esse nome popular, mas a sua construção data de um período posterior à permanência de Borba Gato naquela região. O bandeirante embora tenha falecido em 1717, retirou-se de Sabará alguns em anos anteriores perseguido pela Coroa portuguesa.
As características da construção do sobrado são dos primeiros decênios do século XVIII, não tendo sidos
encontrados até hoje documentos que comprovem sobre a construção e a posse original do sobrado.
Percebe-se que era uma residência senhorial, de dois pavimentos, tendo no primeiro um piso de seixos rolados. A construção como um todo é barro e madeira.
No local, hoje funciona o arquivo do Museu do Ouro, bastante frequentado por pesquisadores e estudantes de história.

sábado, 24 de setembro de 2011

Mariana: um pelourinho e seus mistérios ...


São muitos os mistérios que despertam a curiosidade humana quando se vê frente a frente com um pelourinho. Alguns, já sabendo de sua antiga serventia, desprezam-no. Outros passam um bom tempo admirando e tentando decifrá-lo... O certo é que eles são raros aqui em Minas Gerais e quando se tem a chance passar por um, o impulso é de fotografar ... o monumento ou a pessoa(as) e o monumento. É do  tipo de relíquia que ninguém quer perder um flash ou um click!!!

Um  pelourinho não nos trás boas recordações, pois é um dos maiores simbolos da opressão sob os seres humanos durante centenas de anos. Ao contrário do que muitos brasileiros pensam, os pelourinhos não serviam apenas para castigar publicamente os escravos. Servia também para punir criminosos (evidentemente pobres) e praticantes de heresias graves. Era comum em Portugal e por isso aqui foi introduzido pelos colonizadores.

Sendo o simbolo do poder de Portugal  nas vilas mineiras do século XVIII, sua localização era o centro da praça principal da vila, junto à Câmara Municipal, Cadeia e quando possível alguma igreja. Dada a sua importância naquele tempo, nos transcende para o imaginário das mentes injustiçadas e indefesas que foram certamente martirizadas no seu entorno. E  de alguma pouca, mas correta justiça que nele tenha sido aplicada. Das longas horas de agonia dos castigados e dos espectadores que nada podiam fazer para atenuar as cenas de horrores expostas naquele espaço. Imagino que muitas atitudes de rebeldia também, contra a opressão portuguesa, foram praticadas em meio    aos rituais que reuniam a população diante do pelourinho. Mais tristeza do que alegria, e no meio de tudo arrisco em apontar até algumas cenas de amores, mesmo que em despedida...

O pelourinho de Mariana, foi reconstruído em  1970, no mesmo local onde em 1750 foi erguido o original, por José Moreira Matos, no auge da exploração do ouro. Esse retirado em 1871, quando foram abolidos os castigos físicos de escravos em praça pública.

Não é 100% original, mas bem próximo ao do século XVIII. Tem ao alto um globo que simboliza as conquistas portuguesas através das grandes navegações ( poder e domínio), no braço esquerdo a balança representa a Justiça e no direito a espada representa a condenação, ao centro o brasão português.
E no nosso entendimento, o  quanto custou essa representação à população a ele submetida!