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domingo, 23 de março de 2014

Marolo, araticum ou bruto?



Tanto faz! São nomes populares para o fruto de uma árvore típica do cerrado ( Annona Crassiflora ) que chega a medir até 8 metros de altura por 4 de copa. Caracteriza-se por ter o tronco retorcido, casca grossa e fissuras, com raízes muito profundas para alcançar o lençol freático.
O araticum tem  aparência grosseira, é cheio de escamas, de cor nos tons entre o amarelo e o marrom, formato globular e quando maduro começa a se abrir dos pólos para o centro exalando um aroma que se identifica ao longe.



Não necessita ser cultivado, salvo para garantir a preservação da espécie um tanto quanto ameaçada pela devastação humana. Nasce nos campos de cerrado e a sua colheita é natural... cai do pé e é coletado pelos apreciadores e principalmente pelos vendedores de beira de estrada.
O marolo possui uma farta polpa que varia de coloração do branco ao laranja. O gosto é adocicado. Como inconveniente trás apenas um enorme número de sementes em seus favos, que se analisados pelo lado bom, impõem uma degustação lenta e muito mais saborosa. O fruto pode chegar a pesar até 4,5 kg.



É uma fruta comestível, que pode ser usada para fazer doces, geleias, sorvetes ... 
O araticum é nativo no centro e sul de Minas Gerais, em Goiás, no Mato Grosso e na Bahia. O que não impede sua existência em outras regiões do Brasil. Há cidades mineiras que fazem  festa para comemorar a produção local, incentivando a produção de receitas típicas, como é o caso de Paraguaçu.



Serve para matar a fome! Segundo Guimarães Rosa, no seu Grande sertão: veredas, " Assim que a matolagem desmereceu em acabar, mesmo fome não curtimos, por um bem: se caçou boi. A mais, ainda tinha araticum maduro no cerrado."  

   

sábado, 14 de maio de 2011

O azeite de Maria da Fé


Imagem divulgação da Epamig,  farolcomunitario


A pequena cidade de Maria da Fé, no sul de Minas, distante 431 km de Belo Horizonte e famosa por apresentar as mais baixas temperaturas do estado no inverno, largou na frente com a primeira produção nacional de azeite de oliva. É o que afirma Cristina Romanelli em seu artigo " Azeite para dar e vender " publicado na  56ª edição da  Revista de História da Biblioteca Nacional .
O azeite está sendo produzido em caráter experimental numa fazenda  da Epamig ( empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais).
As oliveiras de Maria da Fé atraem anualmente milhares de turistas à cidade, mas na realidade não são novidade no Brasil. Há indícios de que na época colonial os portugueses trouxeram mudas para cultivar e foram impedidos pelo governo português de fazer o cultivo na colônia para obrigar os colonos a importarem o azeite e as azeitonas de Portugal.
Em Maria da Fé a versão oficial é de que a oliveira teria sido introduzida nas primeiras décadas do século XX em praças e fazendas como planta ornamental. Atualmente a cidade possui cerca de 300 hectares de área plantada, mas em sabor o azeite ainda não é igualado ao fabricado no mediterrâneo, embora já tenha sido aprovado no paladar europeu. O maior produtor da região é o português Joaquim de Oliveira. Será uma forma contemporânea de se descobrir o Brasil?

terça-feira, 15 de março de 2011

Orquídeas Vale Verde

Em Betim, aqui na região metropolitana de Belo Horizonte  funciona a Fazenda Vale Verde, um espaço cultural e ecológico, onde pode-se aprender muitas lições sobre meio ambiente. 
De tudo que vi por lá, o que mais me encantou foi o orquidário, que tem é lógico, o seu lado comercial, mas nada que impeça a nós apreciadores das belas flores de orquídeas, de desfrutar de momentos deslumbrantes diante de tantas raridades. Por isso, a minha postagem de hoje leva até vocês um pouquinho dessas delicadas flores que um dia desses pude fotografar por lá.   




quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Morre em Araxá aos 200 anos a Árvore dos Enforcados



Após uma longa batalha de especialistas pela sobrevida da árvore mais famosa de Araxá, ela foi dada como morta por causas naturais.
A então conhecida Árvore dos Enforcados, é na verdade um pé de "pau de óleo" com idade aproximada de 200 anos. No século XIX teria sido utilizada como suporte no enforcamento de dois escravos e a partir daí nasceram algumas lendas em torno desse fato que a deixou famosa.
Muitos dizem que ela chorava, outros afirmam que o balançar de suas folhas com o vento era fantasmagórico. O certo é que sua fama lhe rendeu o título de patrimônio histórico, garantindo uma vida longa e plena. Para uma árvore desse porte, morrer de velhice é um fato raro!
Essa árvore foi tão famosa que até gerou polêmicas na Câmara Municipal de Araxá, quando um vereador propôs a mudança de seu nome para Árvore da Libertação e o povo da cidade não aceitou.
Tive a oportunidade de conhecê-la há alguns anos atrás, mas não tenho fotos. Agora somente a informação, as lembranças e as fotos dos outros ...
Do alto do morro onde observou a cidade crescer, se ela tivesse um diário quanta  coisa teria para contar! Quantos namoros debaixo de sua sombra? Pequeniques? fofoquices? E por que não dizer, maldades humanas, como por exemplo o ato que lhe rendeu a fama ...   

domingo, 19 de dezembro de 2010

Uma visita inesperada

Há muito desisti de cultivar orquídeas. É bastante trabalhoso para o dia a dia corrido que enfrento. Por serem sensíveis elas exigem bastante cuidados e acima de tudo um espaço adequado para o cultivo, o que infelizmente não tenho aqui no apê. Dos vasos que eu tive, fiquei apenas com esse da foto, que há três anos não me alegrava com suas belas e perfumadas flores. Estas chegaram fora de época e inesperadamente. O vaso estava numa janela, quase que abandonado. De repente, ao limpá-la, percebi os botões prontos para abrirem, então eu trouxe a planta de volta para dentro da área de serviço, evitando que a chuva  maltrate suas flores. Orquídeas não suportam muita água.  

domingo, 5 de dezembro de 2010

Os jardins de Inhotim

















Situado em Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (MG), Inhotim caracteriza-se por oferecer um grande conjunto de obras de arte, expostas a céu aberto ou em galerias temporárias e permanentes, situadas em um Jardim Botânico, de rara beleza. O paisagismo teve a influência inicial de Roberto Burle Marx (1909-1994) e em toda a área são encontradas espécies vegetais raras, dispostas de forma estética, em terreno que conta com cinco lagos e reserva de mata preservada.
O Instituto Inhotim, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIP, além desses espaços de fruição estética e de entretenimento - que lhe garantem um lugar singular entre outras instituições do gênero - desenvolve também pesquisas na área ambiental, ações educativas e um significativo programa de inclusão e cidadania para a população do seu entorno. 
O acervo artístico abriga mais de 500 obras de artistas de renome nacional e internacional, como Adriana Varejão, Helio Oiticica, Cildo Meireles, Chris Burden, Matthew Barney, Doug Aitken, Janet Cardiff, entre outros. O Inhotim se diferencia de outros museus por oferecer ao artista condições para a realização de obras que apenas em seu parque poderiam ser construídas.
Em uma área de 97 hectares, o Jardim Botânico conta com diversas coleções botânicas entre as quais se destacam a de Aráceas, uma coleção de orquídeas da espécie Vanda, com 350 indivíduos de diferentes espécies e, ainda, uma das maiores coleções de palmeiras do mundo com mais de 1.400 espécies. Pesquisas e projetos botânicos e paisagísticos são desenvolvidos em parceria com órgãos governamentais e privados.

Fonte:

sábado, 4 de dezembro de 2010

Banana engorda e faz crescer!


Cacho de banana maçã.


Pessoal! Fui verificar uma capina que havia encomendado para a limpeza de um terreno baldio e me surpreendi com a enorme touceira de banana com cachos prontos para serem cortados ... Havia até um ninho de passarinho entre as pencas de um dos cachos! Observem o lado esquerdo do cacho na foto acima.

Afinal, banana é bom pra quê?

Contém vitaminas B e C, neutraliza a ação de ácidos no organismo, ajudam na regularização do sistema nervoso e aparelho digestivo, dá resistência aos vasos sanguíneos, evita a fragilidade dos ossos e dentes, age contra infecções e ajuda a cicatrizar ferimentos.
Por ser de fácil digestão, é recomendada às crianças e aos que sofrem de distúrbios digestivos, porque suaviza o trato intestinal. Como tem ação reguladora, é indicada para combater a diarréia.
Em casos de queimaduras, inflamações, inchaço, feridas, chagas e nevralgia, basta usar sua casca fresca e em boas condições e aplicá-las sobre a parte afetada. A casca deve ser presa ao ferimento sem contudo apertá-lo. A casca da banana deve ser renovada a cada 2 ou 3 horas.
Para consumo imediato, a banana deve ser amarela, com pequenas manchas marrons, firmes e sem rachaduras ou sinais verdes.          .
Em temperatura ambiente a banana madura se conserva por 5 dias.
Cem gramas de banana-maçã contém 100 calorias.
Informações retiradas do site:

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Lazer e Conhecimento


Há alguns dias mostrei para vocês os pés de sapucaias que ficam no largo de entrada do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG. Hoje mostro um pouco do que há no interior dessa área verde, a terceira maior da cidade de Belo Horizonte.
No início do século XX a região pertencia à fazenda Boa Vista, propriedade da família Guimarães. Com o crescimento da cidade, inaugurada em 1897, o governo do estado comprou a área que posteriormente foi transformada num horto florestal, para o cultivo de espécies variadas da flora brasileira e internacional. Daí, a variedade de plantas muitas vezes desconhecidas pela população, como é o caso da cortiça ( muito abundante em Portugal), uma árvore que só vim a conhecer depois de visitar e caminhar várias vezes pelas trilhas na mata. Além das espécies vegetais podemos observar por lá muitos pássaros, jabutis, macacos, cutias e outros animais de pequeno porte. O espaço abriga ainda viveiros de plantas, museu arqueológico, museu de minerologia, laboratórios,arquivos e uma surpresa que não posso dizer porque merece um post especial.     


Esse é gigante e lindo!

Tronco da camurça.


Macaco- prego, em cima do telhado da cantina à espera da sobra do lanche dos visitantes.



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Macaco velho não enfia a mão na cumbuca ...

O atual Museu de História Natural e Jardim Botãnico da  UFMG  aqui em BH, abriga uma série de belezas naturais que encantam e surpreendem seus visitantes. Do largo que abriga o portão de entrada ao interior do espaço e suas dependências, há muito o que se descobrir e admirar... Como as antigas sapucáis, nessa estação repletas de flores, frutos e folhas cor de rosas e violetas.

O fruto da sapucáia é denominado de cumbuca e abriga em seu interior deliciosas castanhas.

Quando as castanhas ficam maduras a cumbuca cai e se abre soltando-as. Verdes elas ficam presas no fundo da  cumbuca por uma substancia que se tocada gruda as mãos.
 
Pés de sapucáia
 

Largo na entrada do Jardim Botãnico

Galhos que formam a copa da sapucáia com alguns frutos.



terça-feira, 2 de novembro de 2010

Um pé de lobeira



A fruta do lobo ainda verde.

Flor e frutos da lobeira.



O pé de lobeira.
 
A lobeira, fruta do lobo ou maça do cerrado é uma planta em vias de extinção devido a crença no meio rural de que trata-se de uma espécie venenosa e por ser muito atrativa para o gado quando seus frutos estão maduros, os fazendeiros preferem arrancar os pés, tornando-a muito rara nos dias de hoje.
O nome lobeira deriva do fato do lobo guará alimentar-se de seus frutos que contém substancias necessárias ao funcionamento de seu organismo. 
Esse raro exemplar em plena área urbana, fica num terreno baldio no caminho que faço para chegar ao local onde trabalho. Venho acompanhando o crescimento da árvore e sua frutificação há alguns anos. São  pequenos detalhes nas entrelinhas dessa imensidão urbana!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Frutas na calçada

As  frutas.

Um pé de quê, não sei dizer o nome, mas tem um gostinho bom de quero mais. Há muitos anos essa e
outras frutificam nas ruas aqui do bairro onde moro e faz a alegria da criançada no caminho da escola. Sua semente germina muito fácil e a reprodução se inicia em no máximo quatro anos. Já plantei muitas e distribui para amigos que tem quintal ou sitio, mas tenho que confessar que nunca soube o nome e a origem dessa frutinha.



A planta.