Mostrando postagens com marcador Lendas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lendas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de março de 2011

Juquinha da Serra ou das Flores?

Foto de  fredecoturismo
José Patrício, morador da região do alto da Serra do Cipó, faleceu em 1983 e foi imortalizado numa bela estátua esculpida no alto da serra em 1987.
Conhecido por todos que moravam ou passam com frequência pelo lugar, atendia pela alcunha de "Juquinha da Serra ou Juquinha das Flores", apelido que ganhou pelo hábito de ficar na estrada parando os viajantes para entregar-lhes flores de sempre-viva que colhia pelos campos abundantes daquele sertão.
Juquinha entregava flores e pedia em troca alimentos, roupas e objetos de pouco valor. Foi sem dúvida uma figura folclórica em pleno século XX.
Hoje, os que passam por aquele caminho, não tem mais o Juquinha para oferecer-lhes flores, mas podem parar e tirar uma bela foto ao lado de sua estátua que passa vinte e quatro horas por dia  contemplando a bela paisagem do cerrado a se perder no horizonte.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Quem conheceu Sinhá Olímpia?

Pessoal, tenho visitado vários blogs, só não estou conseguindo postar comentários, sempre dá erro de página. Portanto, parece que ando sumida, mas não é nada disso.  





 Só a conheço de nome, fotografias e pelos casos que se pode ouvir sobre sua pessoa nas palavras de antigos moradores de Ouro Preto, cidade onde andou pelas ruas em seus tempos de maior euroforia.
Olímpia angélica de Almeida Cotta, nasceu em 31 de agosto de 1889 no distrito de Santa Rita Durão, Mariana-MG, cidade vizinha a Ouro Preto. Teve 15 irmãos e seus pais eram fazendeiros abastados da região.
Com seu estilo despojado, colorido e sempre muito elegante de se vestir, era uma mulher alegre e divertida. Dizia-se noiva de dom Pedro II e tinha amigos imaginários, todos  eles personagens da história de Minas e já falecidos e sua época.
De fato, tinha problemas psicológicos que segundo contam, tiveram origem em paixão proibida pelo pai, que não permitiu o seu casamento com um rapaz que era pobre. Ela teria sido vitima de um feitiço da futura sogra, que em resposta à não permissão para o casamento enviou para ela uns abacates enfeitiçados que a fizeram perder a razão de viver serenamente.
O fato teria ocorrido em 1918, e a partir daí ela mudou seu jeito de viver. De deprimida e calada passou a agir como louca e andarilha. Foi morar em Ouro Preto e desfrutava de toda a movimentação da cidade, sendo bem aceita por todos. Contava e inventava histórias.
No seu visual não faltava um chapéu enfeitado com flores de papel colorido, um cajado, broches, e outros badulaques. Sempre com um cigarrinho na mão e a velha frase “ lá vai Ouro Preto embora, todos bebem e ninguém chora ...”.




sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A magia do Kaquende

Fonte::  http://www.sabara.mg.gov.br/

No século XVIII, para facilitar o abastecimento de água nos centros urbanos, as câmaras municipais construíam chafarizes em locais onde haviam minas d'água. Em regra geral os escravos carregavam água para o consumo nas casas de seus senhores, as roupas eram lavadas nos chafarizes que tinha um espaço reservado para as lavadeiras e esse era um momento de convívio social entre as escravas e mulheres livres e pobres, que dividiam o mesmo espaço.  A água que escorria nas bicas dos chafarizes também matava a sede de animais, principalmente dos cavalos, que também tinham seu espaço demarcado. Os chafarizes tiveram um papel muito importante para aquela sociedade e seus descendentes, pois alguns até hoje estão em pleno uso.
É o caso do Chafariz do Kaquende, em Sabará, há 22 km  de Belo Horizonte. Eu já bebi daquela água potável várias vezes e talvez por isso goste tanto de ir Sabará. Tenho até pensado em me mudar para lá. só falta conseguir comprar uma daquelas casas bem antigas do centro histórico. Nem vou precisar de uma namoradeira para enfeitar minha janela, pois eu é que vou passar as horas vendo o tempo passar (rsrsrs). 
O kaquende foi construído em 1757 por João Duarte e José de Souza. Além de matar a sede de todos que por ali passam, esconde muitas histórias. Dizem que no século XVIII, nas noites de sexta-feira dele saía um diabo louco por saias, que atravessava as ruas e seguia para o Rio das Velhas, mergulhava nas águas e desaprecia. Mas ... se encontrasse uma dama ou donzela pelo caminho ... as tornava mães de lobisomens, vampiros e mulas-sem cabeça!
E não duvide da supertição que envolve  o kaquende. Quam bebe daquelas águas sempre volta a Sabará!
Há mais de dois séculos dali jorra água pura sem parar. Não há torneiras como em tantos outros. É água corrente, pura, cristalina, direto da fonte. Muita gente ali estancou a sua sede . Escravos, senhores, tropeiros, poetas, crianças, conspiradores, cobradores de impostos, militares, turistas, estudantes, políticos e assim vai ... Dizem que até Dom Pedro I que esteve em Sabará por duas vezes, ousou se permitir um gole . Afinal, são 253 anos de encantamento e magia jorrando sem parar!