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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O tacho mineiro


O tacho mineiro é de cobre, mineral que vem sendo trabalhado e utilizado pelo homem desde de 9000 a.C.
Apesar de que em 2007 a Vigilância Sanitária do Estado de Minas Gerais proibiu o uso do tacho de cobre na fabricação de doces industriais e caseiros, ele não foi abandonado porquê, é pura tradição!
Em Minas eles estão por toda parte. Os viajantes que estão a caminho de Ouro Preto, ao passarem pelo distrito de Cachoeira do Campo já notam a presença desses famosos tachos de cobre disputando a atenção com as panelas de pedra sabão.
Esse recipiente circular, profundo e com asas firmes são encontrados nas cozinhas dos quatro cantos de Minas desde a época colonial, quando experientes escravas cozinheiras neles preparavam as gostosuras que iriam compor a mesa de seus senhores com doces e frituras. Os tachos são ótimos para frituras.
Na minha mineirisse, afirmo no mineirês: êta trem bão! Raspa de doce no tacho que saiu quentinho do fogão... 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Palma Barroca


Artesanato típico da cidade de  Sabará, de tradição portuguesa, trazido para o Brasil na época do Império.
É feito de folhas de cobre e banhado a ouro ou prata. Usado para enfeitar altares, oratórios e igrejas.
Atualmente são poucas as mulheres que além de saberem o ofício, dedicam-se a essa tradição. Por ser raro, é um dos artesanatos mais caros aqui em Minas Gerais.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Carnaval em Diamantina

  (Foto: Eugenio Moraes/HOJE EM  DIA)  encontrada AQUI  
Um Carnaval com tradição, animação e fama até do outro lado do Atlântico. 
Sem dúvida, a folia fica mais animada se estamos num espaço aconchegante e cheio de memórias. A histórica Diamantina  de fato só faz conservar sua vocação musical, dançante, nascida ainda no tempo do Império. 
Em seu livro " Minha vida de Menina ", que já comentei AQUI, a adolescente Helena Morley, que escreveu sobre o Carnaval em Diamantina no ano de 1895, afirma: "... Penso que o Carnaval é sempre o mesmo, mas todo ano eu acho aquele melhor do que o outro.
O que deu maior animação ao Carnaval este ano foi a presença de Seu Luís de Resende. Ele trouxe do Rio muita fantasia e enfeites bonitos que nunca tivemos aqui.
Quando passa o Carnaval, fico achando muito grosseiro o nosso brinquedo, pensando na sorte que a gente tem de não se machucar muito, e faço tenção de me corrigir. No ano seguinte sou das mais influentes e repito a mesma coisa.
Poderá haver nada mais estupido do que jogar um homem vestido no tanque do chafariz? Deve ser horrível porque eles se machucam e as roupas encolhem. Por isso é que sempre saem brigas.
Precisamos deixar brinquedos tão grosseiros. O limão de entrudo já é bem divertido e não devemos passar dele, a não ser para coisa mais civilizada. Só me aborreço no Carnaval à noite, quando as primas todas vão ver o baile no teatro e eu não vou. Não sei quando chegará o dia de mamãe e meu pai consentirem que eu vá ao baile de máscaras."
Apesar da multidão na foto acima, os noticiários apontam uma queda no número de foliões em Diamantina nesse Carnaval.
Talvez a redução em 2013 se deve ao fato do desajuste nos preços dos hotéis, bares e restaurantes da cidade, que há muito praticam um preço exorbitante nos períodos de maior procura pelo turismo na cidade, principalmente no Carnaval. Há de se pensar numa nova postura urgente pelo poder público local junto aos empresários do setor de turismo, pois, passar o Carnaval em Diamantina hoje, é mais caro do que ir para Salvador, Rio de Janeiro e outros mega espaços consagrados. Para o mineiro pobre torna-se torna-se quase impraticável, para a classe média uma despesa a ser evitada e para os que tem dinheiro os interesses acabam em outros destinos. Portanto, entendo que é grande o risco do esvaziamento nos próximos carnavais, o que para os moradores nem sempre é de tudo ruim...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Tem na casa de mineiro

Desde os tempos coloniais eles estão entre nós. Os primeiros vieram com os bandeirantes e eram usados para as orações diárias e no improviso de altares. 
A tradição portuguesa de se ter oratórios nas salas e quartos criou raízes aqui em Minas e é muito forte até hoje, embora boa parte da população já não seja Católica.
Em todas as cidades que possuem museus, é quase certo de se encontrar algum como relíquia ali exposto. Temos até museus especializados em oratórios, como é o caso do Museu do Oratório, em Ouro Preto.   



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MINEIROS EM ROMARIA

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Tapetes coloridos para a procissão da ressurreição em Diamantina

Amanhece.
É domingo da ressurreição. Dia de manhã festiva na cidade ... O turista desavisado, ao sair  pelas ruas, fica admirado, diante de tamanha obra de arte.  



E o tapete colorido vai sendo admirado e fotografado, enquanto indica o caminho para o largo principal da cidade.


No largo da igreja matriz tudo, arrumado para a festa. Festa católica nos rituais, mas pela beleza a todos atrai 


E entrando na igreja, basta subir à sacada do coro, para de lá admirar de novo o cenário. 


O belo medalhão com o Cristo ressuscitado, nascido das mãos abençoadas de um artista, que por trás de tamanha beleza se oculta.


E descendo a rua direita, aos poucos o povo vai chegando.
  

Para acompanhar os tapetes, dos casarões coloniais, esvoaçantes colchas coloridas parecem querer cair das janelas.


E já enfeitada, a igreja quieta, o início da missa espera.


E ao termino das orações, sai o cortejo com o Santíssimo.


A multidão acompanha , por fé no Cristo e admiração ao cenário.


E das janelas enfeitadas, quem já não consegue seguir os passos da multidão, fica olhando a procissão, recordando com saudades o quanto era bonita no passado.

domingo, 18 de março de 2012

Feriado religioso: crença, turismo e outros...

Recebi por email e resolvi compartilhar.


Um feriado de muitas tradições religiosas aqui em Minas Gerais. Um tanto quanto modificado no ritmo das celebrações e principalmente na duração dos "dias de guarda", ou seja, de oração e penitência, pois há décadas atrás o feriado se compunha da 4ª feira santa ao domingo de páscoa, mas atualmente se limita à 6ª feira santa porque o comércio e a indústria não podem parar...
Se procurarmos, hoje não é difícil encontrar bares ( e até outros comércios) que além de abrirem na 6ª feira santa, nem sequer abaixam suas portas quando passam as procissões. Dizem que isso é  "liberdade religiosa", eu prefiro chamar de falta de respeito. Liberdade religiosa é também saber respeitar as tradições e manifestações de crenças diferentes da nossa, não é mesmo?
De qualquer forma, é uma época de grande procura pelas cidades do interior do estado. Quem mora na Capital quer participar das tradições familiares de sua terra natal. Quem não conhece as cidades históricas, quer aproveitar a chance para conhecer os monumentos e as centenárias tradições culturais e religiosas dessas localidades. Enfim, cada um vai ao encontro do seu objeto. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Pravê a bandapassá, e retreta ...

 Ontem foi dia de banda! Na Praça da Liberdade, aconteceu o



Participaram do evento, dentre outras bandas a


Corporação Musical Nova Estação, de Cambuquira

Sociedade Musical união XV de Novembro, de Mariana.



Corporação Musical União de Machado, Machado.

Banda da Guarda Municipal de Belo Horizonte.

Instrumentos que atraíram a atenção do público.

Sociedade Musical Carlos Gomes, de Belo Horizonte.

Banda Municipal, Uberlândia

Banda Racional em Belo Horizonte



A Banda Carlos Gomes fundada em 1896 por funcionários que trabalharam na construção de Belo Horizonte, tocou na inauguração da cidade e se renova a cada geração. A  Banda da Guarda Municipal é a mais nova da capital mineira.
Do interior, bandas tradicionais de várias cidades fundadas no século XVIII e outras mais recentes. Não importa a origem. O que interessa é a presença alegre de cada uma num cantinho da cidade que se transborda em cultura a cada evento ali realizado.
Eu adoro bandas!!! E as de ontem tocaram de tudo. Do Hino Nacional a Beatles, passando por clássicos nacionais e internacionais.
Primeiro houve o desfile. Algumas trouxeram até balizas e porta bandeiras, lembrando-nos às quase extintas fanfarras escolares dos anos 60-70.
Notei que o gosto pela tradição das bandas de músicas aumenta a cada ano, e vem sendo apropriadado por um público de bom nível cultural. Certamente virará moda e posteriormente o público jovem acabará se rendendo a esse estilo cultural.
Foi anunciada a criação de uma escola para a formação de maestros/maestrinas para bandas de músicas aqui em Belo Horizonte. Achei uma ótima iniciativa!!!

domingo, 31 de julho de 2011

Igarapé Bem Temperado


Neste final de semana a cidade de Igarapé, na região metropolitana de Belo Horizonte, realizou o VII  festival gastronômico " Igarapé Bem temperado". Estive lá para conferir e claro, não poderia deixar de registrar aqui, essa agradável manifestação cultural.


Guisados, quitandas e doces que nos remetem ao cotidiano rural mineiro, ao tempo de infância na casa de nossas avós.


O cenário foi a praça da  matriz ... no coração da pequena cidade.



E as atrizes, senhoras bastante conhecidas na comunidade por seus dotes culinários, verdadeiras mãos de fadas a regerem seus fornos de barro, fogões a lenha, panelas, tachos, tabuleiros ...


Essas "mestras da culinária", conseguem transformar ingredientes simples que elas cultivam no quintal de suas casas, em verdadeiros manjares! Receitas repassadas há gerações como prendas domésticas às moças casadouras ...


Desde 2005 o festival vem sendo realizado, resgatando não só a memória da culinária local, mas também novos adeptos à arte de cozinhar. Sim, cozinhar é uma arte! E hoje, uma arte que vem sendo apropriada pelo comércio e pelo turismo, com incentivo da mídia. Daí, por inúmeras vezes essas mulheres simples são solicitadas pelos meios de comunicação a dar receitas e entrevistas.

Assista    http://www.youtube.com/watch?v=iIjzSE6TEY8
Tamanha eficiência leva até alguns famosos chefs a buscarem inspiração nessas sábias receitas do bem temperar.     

Chef  Eduardo Avelar em uma das oficinas no festival.

Ps: As fotos 1, 3 ,4,7 e 8 foram copiadas de  igarape  e as outras foram tiradas por mim.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Os tapetes de Corpus christi em Sabará

Tapete da rua Dom Pedro II.

Estive em Sabará na solenidade de comemoração do dia de Corpus Christi, registrei um pouco do vi e faço essa postagem para compartilhar com todos que pelo tema se interessarem.

SIMBOLISMO, RELIGIOSIDADE E ARTE.

Assim posso definir o envolvimento que há muitas gerações une todos os anos a população sabarense na noite que antecede o dia de Corpus Christi. Crianças, adultos e idosos preparam à noite os maravilhosos tapetes por onde irá passar na manhã do dia seguinte a procissão com o Santíssimo Sacramento, que em Sabará, uma cidade do século XVIII, conserva ainda boa parte do simbolismo religioso trazido pelos portugueses, não dispensando elegância e beleza na decoração das ruas e das casas por onde passa o cortejo.

Detalhe do tapete na praça Tangará. 
Detalhe da rua Dom Pedro II. 
Tapete de fretente ao prédio da prefeitura.

O ritual completo é composto de uma missa na praça da igreja de N. S. do Rosário onde se reúnem devotos e curiosos em torno do evento. Após a missa, dá-se início à procissão que tem um longo itinerário até a  matriz de N. S. da Conceição, onde há uma benção final e o Santíssimo fica exposto para orações até o final do dia quando com uma outra missa encerram-se as celebrações.  Durante o percurso da procissão há três paradas para bençãos.

Benção final na igreja N S Conceição.

Local da 2ª benção no percurso.

Na procissão vão à frente e enfileirados todos os membros da irmandade do Santíssimo Sacramento   vestidos com uma capa vermelha, seguidos pelos ministros da Eucaristia com roupas brancas e alguns devotos ou membros de outras irmandades. Eles não podem pisar sobre o tapete.
No meio da procissão, antecedidos por duas meninas vestidas de anjo, seguem os padres com o Santíssimo, os guardiãs e a banda tocando durante todo o percurso músicas religiosas tradicionais. A partir desse ponto vem a multidão de fiéis que já tem permissão para pisar no tapete sobre o qual  o Santíssimo passou.

Início da procissão, vista da sacada do sobrado  Padre correia, foto do site do jornal Estado de Minas.
Essa foto tam bém do site do jornal EM, mostra o ponto no qual o povo já pode caminhar sobre o tapete.

É um ritual repetido e respeitado na cidade. Observei durante o percurso a dedicação dos moradores na ornamentação das casas. Janelas enfeitadas com colchas de renda de crochê, toalhas bordadas, flores,  palmas douradas e tudo que pudesse abrilhantar a frente da casa. As cores mais usadas foram o branco e o vermelho. Outro detalhe que me chamou a atenção foi o fato da casa ficar totalmente aberta, como se fosse um convite para a entrada do poder de Deus. Os mais velhos nas janelas com lágrimas nos olhos e os mais novos no passeio da casa esperando a hora de se juntarem à multidão.

Ornamentação na janela do sobrado Padre Correia.

Ornamentação com palmas douradas.

Local da 1ª benção.

É uma tradição católica, mas pelo valor cultural e oportunidade de expressão da arte popular, atrai com certeza observadores de outros segmentos religiosos. Afinal, não é todo dia e nem em qualquer lugar que se pode observar a beleza dos tapetes feitos por mãos humildes e com materiais  tão simples, mas que revelam metros de pura criatividade e beleza. Neste ano os sabarenses usaram serragem, saibro e pó xadrez de cores variadas. As figuras básicas foram flores, cálice, uvas, hóstias, cordeiros e traços geométricos.

Tapete da rua Comendador Viana.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Uma lição de vida, com as Meninas de Sinhá!

Hoje eu trouxe para vocês, queridos leitores e seguidores desse cantinho, uma história de amor ao próximo, de respeito às tradições, de lembranças de uma vida simples e nem sempre feliz na infância de um grupo de mulheres de uma das comunidades carentes de BH. Assistam ao vídeo com paciência e atenção, para somente depois dizer-me se valeu a pena esses poucos minutos diante da tela ...





http://www.youtube.com/watch?v=OaCPWBSXvVU

quinta-feira, 24 de março de 2011

Folhinha para 1904, mas se precisar tem para 2011!

Essa relíquia está exposta no Museu Casa de JK , em Diamantina. 

Ela é do ano de 1904, tem  propagandas comerciais, informa os santos de cada dia de todos os meses do ano, lembra feriados nacionais, datas para pagar impostos e  outras informações úteis para a época.
Assim como os atuais calendários, que hoje trazem no máximo os dias e meses do ano e às vezes as fases da lua; as folhinhas do final do século XIX e início do século XX, traziam até a previsão do tempo. Como eram feitas? Não se sabe ao certo, mas com certeza davam muito certo. Algumas ainda estão em circulação, embora sejam difíceis de serem encontradas, como é o caso da Folhinha de Mariana, que no interior ainda pode ser encontrada colada na parede da sala das casas mais simples ou atrás de alguma porta nas casas de gente dita mais moderna.
A mais famosa das folhinhas mineiras é a Folhinha Eclesiástica de Mariana, editada há 141 anos pela Arquidiocese De Mariana. Nela pode encontrar vários tipos de informações, como os dias dos meses do ano e correspondência ao santo venerado naquela data, fases da lua, épocas de plantio para vários cultivos, feriados, etc. Assista ao vídeo no link abaixo e entenda um pouco mais.

domingo, 20 de março de 2011

Festa de São José, em São José do Almeida

São José do Almeida fica há 72 km de Belo Horizonte às margens da rodovia MG-10. É um distrito do município de Jaboticatubas, região habitada desde meados do século XVIII.
Segundo a tradição oral, o Almeida teria sido um dos primeiros moradores do lugar, onde foi construída a pequena igrejinha em devoção a São José, aparentemente centenária.
A festa em devoção ao santo, é uma tradição herdada dos colonizadores portugueses. Acontece anualmente e, é composta pela novena com missa matinal às cinco da manhã,  encerrando-se essa no dia 19/03. A grande festa com procissão, fogos, leilões, bençãos e barraquinhas fica para o primeiro domingo após  o dia do santo (exceto quando esse cai no domingo).
Sendo uma comunidade de agricultores, o domingo é o dia em que todos das localidades vizinhas podem ali estar. Trata-se de uma festividade muito simples, tal como a população local, mas envolvida pela fervorosa crença dos devotos.    
Igrejinha de São José do Almeida.

Interior da igreja.


Devotos em procissão com a imagem São José.

Feira de artigos variados: o lado profano da festa!