Uma das coisas boas de se fazer num domingo a tarde aqui em Minas, é visitar amigos e parentes para colocar a conversa em dia. Visitar ou receber visitas. Não importa onde seja o encontro, se foi marcado ou de improviso. O valor está no fato de podermos desfrutar da companhia de pessoas queridas e aí, vale até um carinho para o estomãgo!
Cafezinho com pão de queijo, cafezin com biscoito, café com broa ... Vale qualquer coisa, porque em regra geral a hospitalidade mineira requer uma mesa farta, com sabores variados, para agradar a todos que em torno dela se assentarem.
O tradicional pão de queijo, não pode faltar. E vem sempre acompanhado de um bom cafezinho!
É uma das receitas de maior sucesso por aqui, que já se espalhou até pelo exterior. Mas, o bom mineiro sabe que o preparo numa cozinha da terrinha, tem lá os seus segredos, que deixa a desejar em outros lugares e na culinária industrial.
Não há uma data ou lugar exato onde essa iguaria teria sido criada, mas sabe-se que no século XIX devido a carestia da farinha de trigo e a péssima qualidade daquela que aqui chagava para a fabricação dos pães, as cozinheiras começaram a substituir a farinha pelo polvilho ou fubá e pode ter sido esse o momento da criação da receita original. O certo é que, a partir dos anos 50-60 do século XX, o pão de queijo tornou-se popular nos centros urbanos. Provalvemente acompanhou as famílias que participaram do enorme êxodo rural naquela época.
Existem várias receitas de pão de queijo, por isso não carece de postar uma aqui. Digo apenas que o principal ingrediente não é o queijo e muito menos o polvilho. É o amor que está no coração das mãos que o amassam!