sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

As águas-marinhas de Marambaia

Blogagem coletiva Sábado Azul. Em destaque uma das riquezas minerais de Minas Gerais, abundante no pequeno distrito de Marambaia, no nordeste do estado.


pedra lapidada


gema



 A água-marinha é uma pedra do grupo mineral do berilo. Era considerada a pedra da sorte (talismã) de todas as pessoas que viviam do mar. Seu nome deriva do latim, significando água do mar, devido à semelhança de sua cor com esta. Suas cores vão desde um azul bem claro, azul esverdeado, azul celeste, até um azul escuro profundo. Normalmente, quanto mais azul e escura a pedra, mais valiosa esta será.
O Brasil é hoje o principal e mais importante país produtor de águas-marinhas, onde estas são encontradas principalmente em Minas Gerais .
Pessoas fãs de jóias grandes têm na água-marinha uma excelente opção : pedras grandes são relativamente comuns de serem encontradas. A maior de todas as águas-marinhas encontradas no Brasil, foi em Marambaia (Minas Gerais) no ano de 1920, e tinha 48,5 cm de comprimento, 42 cm de diâmetro e pesava nada mais nada menos do que 109 quilos!

 Jóias da rainha elizabeth II, feitas com águas-marinhas brasileiras e recebidas de presente do governo brasileiro. Saiba mais em http://www.anapassos.art.br/blog/gema-do-mes-agua-marinha/



Martha Rocha
O artigo "Saudades dos olhos da miss" publicado na  Revista Globo Rural, edição 264, em outubro de 2007, relata: "Lembra de Martha Rocha? De seu sorriso? Do rosto? Dos olhos azuis de nossa eterna miss? Os mais novos, talvez não, mas os mais velhos... Martha provocou comoção nacional em 1954 ao perder o título de Miss Universo por duas polegadas a mais nos quadris. Em 1957, o garimpeiro Tibúrcio José do Santos fez um achado extraordinário ao cavucar a terra em Marambaia, distrito de Teófilo Otoni, considerada a “capital mundial das pedras preciosas”, situada a 450 quilômetros de Belo Horizonte. Ele topou com uma água-marinha de 35 quilos (175 mil quilates), azulada – um azul tendendo para o verde, da cor dos olhos da miss . Justamente uma água-marinha, gema da família dos berilos, tida como a pedra do amor e da felicidade, protetora das sereias – o historiador romano Plínio colocava-a dentro d’água, na praia, para checar sua pureza. Se “desaparecesse” na mão, confundindo-se com a água do mar, então era verdadeira. Batizada Martarrocha, é a mais famosa das gemas coradas brasileiras – gema corada é o nome que a indústria de jóias, bijuterias, folhados e artefatos de pedras dá às pedras preciosas em geral, especialmente as coloridas. Desde então, foram encontradas água-marinhas de maior tamanho mas nenhuma tão bonita (tão perfeita) quanto ela.
Passados tantos anos, Martha continua linda. Mora em Volta Redonda, RJ, e dedica parte do dia à pintura – dizem que seus azuis são incomparáveis. A água-marinha que levou seu nome foi vendida, revendida e mais tarde cortada em várias pedras menores. Para Tibúrcio, porém, a coisa ficou feia. Aos 83 anos, pobre, adoentado, passa o dia inteiro na cama, aos cuidados dos filhos – teve 12, quatro dos quais “particulares”, ou seja, nascidos fora do casamento oficial. Ele não lembra em nada o garimpeiro forte e sacudido dos tempos de glória. Na ocasião, apareceu em jornais e revistas de todo o país, dando entrevistas ou mostrando a pedra. Ficou famoso, mas não chegou a bamburrar. Metade do dinheiro obtido com a venda foi rateado entre os sócios Irineu de Oliveira e Lindolfo Capivara, fornecedor da quicaia – conjunto de ferramentas indispensáveis, tais como lebanca (espécie de alavanca), picareta, enxada, bateias, peneiras, cacumbu (um tipo de machado) e calumbés (gamelas cônicas, na quais o cascalho que vai ser lavado nas catas de ouro ou diamante é conduzido). Da outra metade, 20%, pelo menos, ficaram com o fazendeiro Antônio Galvão, dono da terra. Do que lhe coube ao final da partilha (cerca de 200 mil contos – um dinheirão, na época), Tibúrcio gastou quase tudo em terras, carro e farras. Hoje, restam-lhe somente um sítio improdutivo em Novo Oriente de Minas e 48 hectares em São Juliano, onde outros filhos tentam ganhar a vida com roça e gado." Leia mais em:

12 comentários:

  1. OI Anabela
    Belíssima postagem, adorei este texto sobre as pedras azuis, as lindas águas-marinhas.
    Parabéns pelas informações tão preciosas.
    Bjos

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  2. Olá, querida Anabela
    Os seus posts azuis de sábado têm sido um talismã para nós... assim o sinto e agradeço... contiuo afirmando que é cultural e informativo... Bom demais!!!
    Pretendo que o meu seja assim com o aprimoramento e vc me inspira...
    Aliás, já havia me preparado para que eles fossem "azuis" antes da iniciativa da amiga Tina... e irão sê-lo mais ainda(não só na cor)... estou programando...
    Bjs azuis

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  3. Oi querida!
    Tem um convite muito especial pra vc lá no blog!
    To te esperando!
    Bjs

    Eu quero uma casa no campo!
    http://emconstrucaoml.blogspot.com/

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  4. Que maravilhaaa!!!
    que sábado mais azul e lindo!!!!
    que o seu final de semana seja bem azul
    bjs
    Tina (SONHAR E REALIZAR)

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  5. Além de todas as maravilhas que publicas neste fundo verde, conseguiste agora salpicar este cantinho com uns deliciosos tons de azul.
    Continuação do óptimo fim de semana azul e prometo que futuramente estarei mais atenta aos teus posts.

    Saudações forninhenses
    Paula (O NOVO BLOG DOS FORNINHENSES)

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  6. Uau! Eu amei o seu post! Muito bom, parabéns!
    Bjo, bjo!
    She

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  7. Olá Anabela
    Desculpe-me não ter respondido antes, mas assim que o computador foi acertado (novo), tivemos um problema no moden que liga a internet (ele queimou), aí já estávamos apertados com a compra de todo o equipamento novo e tivemos que esperar para trocar o nosso moden, e agora comecei a trabalhar ficou mais complicado o meu tempo na internet, e sempre que puder vou continuar postando e visitando os blogs amigos.
    Amei sua postagem, linda!
    E tenho mais coisinhas para postar, assim que conseguir as fotos vou partilhar com vocês.
    Um abraço, Mara.

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  8. Lindíssima postagem, Anabela !

    Os olhos azuis da Marta Rocha e a beleza estonteante das jóias da rainha, encheram nossos olhos de brilho e luz !

    Gosto muito das nossas pedras, e a água-marinha é uma das mais bonitas.

    Obrigada por tantas informações importantes!

    Beijo

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  9. Uma linda história, com final triste é verdade, mas é como acabam a maioria das histórias dos garimpeitos. Bjs

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  10. Gosto sempre muito de vir cá aprender algo sobre o Brasil, mais propriamente de Minas, mas hpje este texto me encantou; a pedra é linda de morrer assim como a Martha Rocha; lembro de se falar muito dela quando aí morei. Obrigada pelas excelemtes lições de história e espero que tenhas uma otima semana. Beijinhos
    Emília

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  11. Olá Anabela

    Abriste mais uma "janela" sobre o Brasil.
    Fiquei maravilhada.
    As águas- marinhas são LINDAS!

    As camélias são todas naturais.

    Bjs.

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  12. Conheço bem a beleza dessas pedras, ao contrário da miss com olhos da mesma cor.
    No garimpo nunca é o garimpeiro quem mais ganha, e mesmo quando ganha quase nunca consegue gozar a vida com regra e sem excessos.
    Abraço do Zé

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