sexta-feira, 3 de abril de 2020

Meu 18º dia de isolamento social em BH



Hoje não vou falar do meu cotidiano no isolamento social. Quero aproveitar esse momento de desaceleração para refletir um pouco sobre os blogs.

Houve um tempo em que éramos muitos a postar coisas, lugares, textos ... Haviam presentinhos virtuais (selinhos), decoração da página, conquista de seguidores, conquista de amizades, encontros reais para ver quem já conhecíamos no virtual.

O tempo foi passando e outras redes sociais foi nos espalhando. Vez ou outra vemos um ali ou acolá e a memória dos blogs nos vem a mente. Eita, tempo bom!

Lembrei-me também da nossa amiga Tina, blogueira que faleceu por complicações do H1N1. Que Deus a tenha!

Observando a minha lista de blogs vi que nessas últimas semanas muitos visitaram seus blogs. Sim! Visitaram seus blogs, porque na verdade a maioria de nós viramos visitantes em nossos próprios blogs.

Saudades do movimento dos blogs!

E você, o que tem feito nos últimos meses ou anos?

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Meu 17º dia de isolmento social em BH





Dois dias sem postar ... hoje tive que ir às compras no quarteirão.

Fui ao supermercado na primeira hora pós abertura. Quando entrei o movimento era pequeno, mas aos poucos foram chegando outros, inclusive idosos. Entre um corredor e outro o receio das pessoas é visível, mas na ânsia de fazer uma compra rápida muitos acabam se aproximando dos outros pela falta de paciência em esperar a sua vez de pegar os produtos nas prateleiras.

Notei duas mudanças interessantes. Uma barreira de acrílico para proteção dos funcionários dos caixas e a marcação mais distante para a ordem nas filas. O complicado é que mesmo com todos os cuidados há um mundo de coisas e pessoas que as tocam. Quando você escolhe muitos já tocaram também o produto.

Cada qual com sua opinião. A moça que me atendeu no caixa me perguntou pela mamãe. Eu disse que está isolada e ela afirmou que a dela também está na mesma situação. Comentamos sobre a pandemia e ela entre várias coisas me disse algo que não sei se está errada ... "a vida é agora, temos que continuar fazendo tudo que for necessário, temos que viver". 

Os noticiários  deixei um pouco de lado, porque na verdade não há  muita novidade além do que já sabemos. O que me preocupa no momento são alguns dos prefeitos das cidades da região metropolitana liberando o comércio. Lagoa Santa e Sete Lagoas fizeram isso ontem. O problema é que a circulação de pessoas entre essas cidades e Belo Horizonte é grande. Se o vírus espalhar por lá, vamos sentir aqui.

As cidades da região metropolitana em sua maioria não possuem rede pública de saúde funcionando sequer para atendimento básico. Na maioria das cidades mineiras a saúde funciona como no tempo do coronelismo. Os doentes são transportados pela prefeitura para consultas e internações na Capital. O que  deve valer muitos votos na visão do povo! A área hospitalar fica repleta de microônibus e ambulâncias que chegam de manhã e retornam no final do dia.

Talvez o erro seja termos tantos pequenos municípios. E alguns sem condições de sobrevivência financeira. Nessa pandemia, cidades como Betim que está recebendo amparo da Fiat, são raras.
Que Deus guie os nossos passos! Dias difíceis ainda teremos com certeza.


segunda-feira, 30 de março de 2020

Meu 14º dia de isolamento social em Belo Horizonte


Hoje reiniciei minhas aulas de dança flamenca e castanholas por via online. Claro que não é lá grandes coisas, mas deu para matar a saudade de dançar e tocar em grupo. Amanhã se Deus quiser retorno com as aulas de dança cigana. Fazer coisas que gostamos nesse momento tão árido é um privilégio.

Percebi que hoje passaram mais carros aqui na rua e o estacionamento do supermercado, que uso como termômetro para avaliar o quanto as pessoas estão saindo por aqui, infelizmente estava cheio. Talvez por ser final de mês, não sei ... Gente de todas as idades e a maioria sem máscara, até porque aqui não se encontra para comprar em lugar nenhum.

Me chamou a atenção notícias de algumas mortes em grupos de whatsapp que participo. É o que a gente já imaginava. Caixão lacrado e atestado de óbito sem constar morte por COVID19, mas por doenças que caracterizam os sintomas. Saindo da regra o caso de um senhor residente em Sabará, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, ele faleceu de infarto e a família afirma que o motivo maior foi a ansiedade vivida por estar em isolamento social. Aff! Morre com coronavírus e também por medo dele ...

Os jornais locais também trouxeram uma notícia ruim ... Os pontos turísticos como a Lagoa Pampulha, Praça da Liberdade e outros espaços abertos ficaram lotados ontem. Efeito da carreata pelo fim do isolamento? Talvez ... O triste é que a maioria das pessoas são igual São Tomé, só acreditam vendo. Nesse caso pegando o vírus mesmo, né!?

Não sei porque o ser humano continua em pleno século XXI acreditando que o pior vai acontecer só com os outros. Daí esse monte de gente que poderia estar em casa, colocando o pescoço à prova. Outra coisa sem sentido é desacreditar na ciência em função de disputas políticas. Como somos pequenos e inconsequentes! 

domingo, 29 de março de 2020

Meu 13º dia de isolamento social em Belo Horizonte



A visão que tive do movimento aqui na rua visto pela janela lateral, me revelou a diminuição do movimento de pedestres hoje. Também o estacionamento do supermercado estava mais vazio. Por ser domingo não era para ser assim, mas imagino que os avisos dados pelo carro de som da prefeitura, que ontem circulou por toda a região, surtiu algum efeito.

Muitos estão querendo o fim do isolamento, mas um número maior ainda é a favor da continuidade. Fora o sensacionalismo da mídia e das redes sociais, temos que admitir que a situação não é das melhores para nenhum país. Se é castigo de Deus, obra malígna ou a terceira guerra mundial, eu não sei dizer... Apenas entendo que com tantas mortes e desespero do poder público, temos que fazer a nossa parte e ficarmos em casa.

Os prejuízos econômicos, para além daquilo que é essencial à sobrevivência humana, deveriam ser contabilizados e lamentados no final da pandemia. Quem é capaz de afirmar que está livre de ser uma vítima? Quem levará seus bens materiais em caso de morte? Haja visto o ocorrido em países com mortes em massa, onde nem ritual fúnubre com a família pode ser feito.

Nessa linha de pensamento, convido a todos para repensarem suas atitudes em vida. Se precisar desapegar, aproveite o tempo e faça uma faxina nos armários deixando o que realmente é necessário para você. Percebem como nesse isolamento a gente consegue sobreviver com poucas coisas? 

Façam também uma faxina no coração, na alma ... Jogue fora as mágoas, os ressentimentos e flexibilize o seu ego. Sabe aquela briga de egos que gerou aquele desentendimento ...? Dê o primeiro passo, mesmo que se considere o dono da situação. Lave a sua alma com energias positivas e emane amor. Afinal, amor a gente leva na alma e deixa semeado entre os que ficam ...

E vocês, o que pensam sobre isso?

sábado, 28 de março de 2020

Meu 12º dia isolamento social em Belo Horizonte


Eis que completo hoje o 12º dia de isolamento social ou quarentena voluntária. Quarentena é uma palavra que nos remete a 40, um número exato. Isolamento significa distância e não nos acusa um tempo determinado. Por isso, preferido usar o termo isolamento social para esse tempo de incertezas.

Há alguns dias pensei em escrever as minhas memórias do cotidiano desse momento conturbado pelo qual o mundo está passando. O espaço de convivência real é pequeno, um apartamento num bairro não distante do centro de Belo Horizonte, numa avenida movimentada a qual receberia nos séculos passados o nome de rua do comércio, porque de tudo um pouco se tem por aqui.

Da janela lateral vejo o movimento no quarteirão, no estacionamento de um supermercado, na farmácia, no festfood e na padaria. Muitas pessoas fora de casa. Alguns fazendo caminhada, outros indo às compras ou na direção do quarteirão dos bancos, e assim vai ...

Me preocupo por estar vendo muitos idosos entrando e saindo do supermercado. Alguns sozinhos, outros em família ... Nas várias vezes, em horários variados, que cheguei para ver a vista da janela, os vejo nessa situação de vulnerabilidade. 

Hoje tive que atravessar a avenida e ir até a farmácia. Havia seis dias que eu não saia de casa. A sensação é de impotência. Não deveria, mas é o que senti. Entrei e logo me deparei com a fila escalonada numa distância de dois metros. Fora a distância de um metro entre o cliente  e o funcionário do balcão ou do caixa. Para completar o "terror" necessário, estava tudo isolado com faixa amarela.

Me chamou atenção a farmacêutica estar usando máscara igual aos outros funcionários, porém sobreposta por uma de acrílico. Pensei, procedimentos necessários ... Até eu passar no caixa e ver que apesar de todo o aparato, a máquina do cartão estava envolta em plástico e todos tocavam e não havia álcool gel para higienizar as mãos depois. Necessário? Sei lá ... Nessa hora o cérebro viaja!

Aproveitei que já estava exposta e entrei no supermercado onde encontrei uma conhecida. Ela disse que no prédio dela há caso suspeito de COVID19. Preocupante ... Mas o pulo que o repositor de mercadorias deu para trás quando ouviu a fala dela, foi por demais engraçado.

E vocês, como estão percebendo o isolamento social?

#ficaemcasa #todoscontraocoronavirus

segunda-feira, 23 de março de 2020

Ficar em casa é a melhor prevenção ...

Confiamos que tudo vai se resolver logo, mas só Deus pode nos dar uma resposta. Vamos pedir peoteção divina nessa hora de grande insegurança e ansiedade.                 

Praça da Assembléia em Belo Horizonte. Antes da quarentena voluntária ...
       
#ficaemcasa