segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Furquim


cidades históricas de Minas Gerais


Furquim no século XVII foi um arraial de mineração do ouro nos arredores da Vila do Carmo, hoje cidade de Mariana, município do qual faz parte como distrito. Fica na região central de Minas Gerais, especificamente na área denominada de quadrilátero ferrífero ou zona metalúrgica.O nome do lugar é uma homenagem ao bandeirante paulista  Antônio Furquim da Luz, o descobridor das minas da região em 1704 e fundador do arraial do qual foi expulso pela rebeldia de forasteiros portugueses, ataques de índios, surto de doenças e fome.


É um vilarejo típico do interior. Não possui bons hotéis, restaurantes e outros confortos que o visitante mais exigente possa necessitar. O interessante de se conhecer no lugar é mesmo o estado quase pitoresco e pacato da vida que ali se pode levar.


conheça Minas Gerais


Para quem quiser fazer uma visita rápida de carro, a partir da cidade de Mariana são em torno de 28 km e partindo da capital mineira, Belo Horizonte, algo em torno de 150 km. Transporte público com horários marcados e reduzidos se consegue a partir de Mariana, mas não dá para garantir um bate e volta. Se necessitar de pouso somente encontrará duas pousadas muito simples. Normalmente nesses lugares os moradores abrem suas casas para a gente de fora que lhes parecer de confiança.

Na área central conservam-se ainda as características tipicas das povoações do século XVIII, com uma rua principal estreita e comprida, calçadas de  alvenaria em pedra  e casarões coloniais. O que se mistura à modernidade de ruas asfaltadas, tirando nesse caso, o ar bucólico e empoeirado.


Distrito de Mariana


Sobressai no conjunto a igreja matriz, de devoção ao Bom Jesus do Monte, erguida entre 1745 e início do século XIX. E uma capela dedicada a nossa Senhora do Carmo, também do século XVIII, sem a construção original completa devido a  um incêndio em  1999.


Matriz do Bom Jesus


Outros pontos interessantes do lugar são o prédio da antiga estação ferroviária datado de 1926, que funciona como centro  cultural.


Estação ferroviária


A usina hidrelétrica construída para gerar energia para a Alcan -Alumínio do Brasil,   casarões coloniais, os passos da via sacra e o cruzeiro patriarcal.



As atrações naturais são as águas dos ribeirões do Carmo e Gualaxo com suas cachoeiras. 



Há festas  tradicionais  realizadas como em todo vilarejo de origem católica aqui em Minas. 

O comércio de especiarias do local tem por base o artesanato de pedra-sabão, madeira e couro, doces em compota e cachaça.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Olaria


Quando  criança, lembro-me bem de uma olaria  em ruínas que existia de frente à casa de minha avó, no interior, numa rua empoeirada e com mais mato do que casas ao redor. Eu e meus primos brincávamos lá naquele prédio quase abandonado.

Olaria é o local onde se fabricam tijolos, telhas e manilhas de barro. Eram muito promissoras quando os tijolos de concreto ainda não existiam. Hoje, os pequenos tijolos de barro como esses da foto, são uma raridade...

Essa, eu fotografei numa estrada rural no município de Esmeraldas/MG. Fiz questão de parar  e registrar, pela sua raridade e o estilo rústico da construção!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Sou grata por tantas coisas que ...





Nesse inicio de ano me reporto para as curvas que venci na estrada da vida. Algumas tão acentuadas que muitas vezes pensei que iria parar num precipício. Contudo sobrevivi e guardo para sempre todos os aprendizados que consegui extrair. Sou grata pela força e coragem que recebi de Deus para  me manter firme.

Uma coisa que me deixou muito feliz nas últimas semanas foi ter voltado a blogar, mesmo que ainda devagar. Gosto de interagir pela blogosfera e divulgar as coisinhas daqui de Minas Gerais. Para quem não me conhece, sou uma aprendiz de blogueira que gosta de falar das coisas da terra onde sempre viveu.

Enfim, esse post meio atrasado, vem celebrar a minha participação nesse projeto maravilhoso proposto pela Elaine .


domingo, 8 de janeiro de 2017

Estrada Real

 Estrada Real - trecho Diamantina- pavimentação com pedras feito por escravos.

 Estrada Real - trecho Diamantina - nos trechos acidentados para evitar deslizamentos e facilitar o escoamento da água de chuva, contruiam  escadas reforçadas com pedras.

Os caminhos do ouro, atual  Estrada Real, foram abertos nos séculos XVII-XVIII para facilitar a circulação das riquezas minerais e mercadorias que transitavam entre Minas Gerais  e o litoral do Rio de Janeiro, de onde partiam para Portugal os navios carregados de ouro e por onde entravam todos os bens materiais importados pelos ricos mineradores. 

A grande movimentação na estrada fez nascer ao longo do seu percurso inúmeras vilas, povoados e cidades. Atualmente  162 municípios  em Minas Gerais, 8 no Rio de Janeiro e 7 em São Paulo que compoem o trajeto turístico que nasceu da união de três caminhos surgidos em momentos diferentes.

O Caminho Velho foi aberto pelos  bandeirantes que em busca de riquezas em Minas Gerais, partiam de São Paulo até atingir a Serra da Mantiqueira, hoje  é o trecho mais antigo e liga Paraty a Ouro Preto. 

O Caminho Novo, do Rio de Janeiro a Ouro Preto, foi construído a pedido da Coroa por volta de 1700, não só para encurtar a distância entre Minas e o litoral do Rio, mas principalmente para facilitar a fiscalização do trânsito de riquezas . 

A Rota dos Diamantes, de Ouro Preto a Diamantina, foi construída no século XVIII para atender às necessidades da Coroa de se ter um caminho que possibilitasse um rápido escoamento dos diamantes até a metrópole. É o trecho que mais conserva o aspecto original e as tradições do interior de Minas, já que o progresso pouco andou por lá nas últimas décadas.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A magia do Natal



Quando criança colocava o sapatinho na janela acreditando que Papai Noel ia deixar junto a ele pra mim, um presente de Natal! Como era bom acordar e abrir os pacotes coloridos envolvendo pequenos brinquedos que me deixavam fascinada pela quantidade. Criança gosta mais de quantidade do que qualidade.
O tempo foi passando e os pacotes aos poucos também diminuíam. Não sei bem se pela falta de dinheiro ou pelo valor daquilo que ao Papai Noel eu pedia. Por outro lado surgia a admiração pelos presépios que minha mãe ia me apresentando nas igrejas e nas casas de parentes e amigos. Quando em cidades do interior, vinha no pacote a Folia de Reis. Ah! Como eu tinha medo dos mascarados...
Tinhamos também um presépio em casa. Frequentando o Catecismo passei a entender o seu significado e me veio a responsabilidade de montar as peças a cada Natal. Coisa que faço até hoje.
Nesse tempo descobri também que Papai Noel é apenas uma fantasia criada pelo homem para vender presentes de Natal. Aprendi então que se alguém merece presente,é o menino Jesus, porque é Dele o aniversário!
Como cristã, acredito que o presente que Jesus gostaria de ganhar é  união,  paz e amor entre os homens. Então, quando me vejo refletindo sobre o Natal, penso que o momento é mágico, mas de nada valerá nossa empolgação se não trabalharmos os 365 dias do ano por um mundo melhor. Afinal, Deus nos deu a vida para sermos felizes sempre e devemos fazer de cada dia vivido um verdadeiro Natal.
Que a paz esteja com vocês meus amigos e que tenhamos sempre uma "noite feliz".


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Pimenta biquinho no jardim da mamãe


Se tem uma coisa que não gosto é pimenta. Já tentei comer de várias formas, mas não agradam o meu paladar. A única excessão é a pimenta biquinho. Experimentei há uns oito anos atrás quando fui almoçar com  uma tia. Ela me ofereceu a conserva de um modo tão carinhoso que ficou difícil recusar. Gostei, porque essa não arde e nem tem cheiro forte.

Da mesa fomos para a horta, onde conheci o pé de pimenta biquinho. Por ter gostado do sabor e achado a planta muito bonitinha, trouxe mudas e sementes. Por um tempo cultivei num vaso aqui na janela do apê. Daqui minha mãe levou mudas e agora ela cultiva para nós em seu jardim.

Esse pezinho é bem novo e já está carregadinho de pimentas, prontas para serem postas em conserva!

domingo, 13 de novembro de 2016

A montanha, o minério e a curva do trem

Trecho da ferrovia entre Ouro Preto e Mariana em Minas Gerais.

Para nós mineiros, falar em trem é falar de qualquer coisa. O trem aqui não é só a máquina que transita pelas ferrovias. É tudo ... " me dá aquele trem aqui ", " leva esse trem daqui ", " olha aquele trem ali" e assim na linguagem popular vamos nos entendendo até que apareça alguém de fora procurando o tal do "trem".

Os passeios turísticos em ferrovias são comuns aqui na região. Hoje venho destacar aqui o trecho Ouro Preto-Mariana, construído em 1883 e restaurado em 2006 pela companhia Vale do Rio Doce que também faz o gerenciamento das ferrovias e dos passeios, por ser uma das empresas que há décadas exploram minérios em Minas Gerais e, tentando nos fazer acreditar que promovendo esses investimentos culturais de alguma forma nos recompensam pelas perdas no extrativismo mineral.

O passeio de trem tem duração de aproximadamente 40 minutos e o percurso com quatro estações - Ouro Preto, Vitorino Dias, Passagem de Mariana e Mariana - é quase todo em altitudes à beira de ribanceiras, como mostra a foto acima. 

Encravada em meio ao paredão de minério, a ferrovia tem por companhia a vegetação de cerrado. Nessa curva o turista só percebe o abismo depois que o trem por ele já passou... Registrar o medo ou susto é de praxe !!!