segunda-feira, 11 de junho de 2012

Praça Sete, centro de Belo Horizonte,12 /10/1977.

Um incêndio destruiu o prédio onde funcionava a livraria "REX", a mais famosa (e conceituada?) da cidade.
Não houve vítimas. O trabalho do Corpo de Bombeiros pôs fim às chamas que atraiu uma multidão apavorada com aquela cena pouco comum numa cidade que ainda se firmava como um grande centro urbano.

Fonte: http://www.bombeiros.mg.gov.br/component/content/article/11320.html. 
Anos depois ... Veja o que existe no lugar! Um prédio moderno com vidros escuros onde funciona a sede um grande banco.
E o Pirulito, quem nem ali estava, voltou a ocupar o seu lugar. Já falei sobre ele aqui:  http://anabelajardim.blogspot.com.br/2010/10/o-mais-famoso-monumento-de-bh.html

 google imagens atribuída a Bernardo Gouvea

5 comentários:

  1. Deve ser o menor obelisco do mundo! Por isso, o apelido de pirulito é bastante apropriado. É bom que seja assim, pois, em Minas, nenhum outro monumento pode superar a grandiosidade e o significado daquele que se encontra no centro da Praça Tiradentes, em Ouro Preto. “Aqui em poste de ignomínia foi exposta sua cabeça” Belo Horizonte precisa respirar mais Ouro Preto!

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  2. O pirulito é apenas símbolo da cidade. Não compete com outros obeliscos, mas tem sido escolhido nas últimas décadas como ponto de encontro para grandes manifestações e protestos populares, o que o aproxima de um marco democrático, simbólico é claro!
    Não é "BH que precisa respirar mais Ouro Preto" e sim, Minas Gerais precisa avaliar melhor o significado do que foi a tentativa de um movimento de elite denominado de Inconfidência Mineira. Tiradentes é apenas um herói bem adequado aos interesses da República, distante do que deveria ser um verdadeiro democrata, ou líder popular.

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  3. Linda e saudosa Belô.
    Este pirulito ja viajou por Belô, mas ai é seu lugar perfeito.
    Saudade baixou agora.
    Na minha epoca estudantil o ponto de manifestação era a escadaria da Igreja São José, na epoca das bandeiras vermelhas, acho que tenho foto lá.
    Um carinhoso abraço amiga.
    Bjo.

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  4. Obrigada por mais esta lição de história de um país que adorava conhecer.

    Beijos.

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  5. O grande cabeça da Inconfidência foi, sem dúvida, Cláudio Manuel da Costa, que foi encontrado morto, em circunstâncias misteriosas na Casa dos Contos, para onde foi levado preso, logo após a infame denúncia de Joaquim Silvério dos Reis.
    Por um lado, penso que a transferência da capital de Minas para Belo Horizonte, a partir da proclamação da República, apesar de todas as dificuldades, acabou favorecendo a conservação, sobretudo, arquitetônica de Ouro Preto, o que por si já se trata de um fato fenomenal. O casario de Sabará, por exemplo, que assim como Villa Rica foi fundada em 1711 e foi um dos maiores núcleos urbanos do ciclo do ouro, pela proximidade com BH e outros fatores mais, praticamente, não resistiu a um modelo de modernidade que cometeu o equívoco de suprimir elementos da tradição, da cultura e da identidade mineira por qualquer novidade efêmera que se apresentasse. Hoje, em Sabará restam preservadas apenas algumas igrejas esparsas e o quarteirão da prefeitura.
    Por outro lado, a transferência da capital para BH, sem o cuidado de se manter um elo cultural com Ouro Preto foi um atentado cruel contra mineiridade, em todos os seus aspectos. Belo Horizonte, além de ser uma cidade sem memória, parece estar muito mais submetida aos ditames culturais do Rio e de São Paulo, do que de Minas, propriamente dita, e, por se tratar da capital do estado, isso vai se alastrando interior adentro de uma forma assustadora.
    A título exemplificativo, veja como hoje, dentro do cenário cultural nacional, que é imposto pelo eixo Rio-São Paulo, o mineiro é estereotipado como caipira, matuto, roceiro e etc. Claro que toda civilização que se presa tem a sua cultura do campo, de produção de víveres e etc. Em Minas - não há como negar - cultivamos uma forte cultura agrícola-pastoril que se inicia a partir da terrível fome ocorrida em 1700, passando pela tradição da chamada Região da Curralaria, ao longo das margens do Rio São Francisco, onde o gado era criado para abastecer de carne as Minas de Ouro, chegando até o Sertão da Farinha Podre (atual Triangulo Mineiro), onde muitos mineiros se instalaram em fazendas de subsistência, após o declínio da mineração aurífera. No entanto, a origem do mineiro é, essencialmente, urbana. E o próprio mineiro parece ter se esquecido disso, passando a acreditar que é um caipira. O mineiro é, originalmente, poeta, músico, ator, escultor, pintor, compositor, ourives, professor, advogado, médico, engenheiro, arquiteto, militar, funcionário dos reais serviços, artífice dos mais variados ofícios (pedreiro, carpinteiro, telhadeiro, tropeiro, cozinheiro, costureiro, quitandeiro e etc).
    Belo Horizonte, por ser a atual capital de Minas, deve se aproximar mais de Ouro Preto, porque é lá que está nossa origem. E não podemos jamais esquecer o que somos, sob pena de deixarmos de sermos mineiros. Ouro Preto deve deixar de ser vista apenas sob o enfoque turístico e ser resgatada, sob o ponto de vista cultural, pois ela é única e guarda por detrás de sua magnífica arquitetura o supra-sumo da cultura nacional, seja nos costumes, na culinária, nas artes, na miscigenação, na política e em tudo mais que ainda existe lá, há mais de trezentos anos.

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