quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Blogagem coletiva "Delicadezas de Deus"


Normalmente não costumo postar blogagem coletiva nesse espaço, mas essa é um caso E-S-P-E-C-I-A-L !



Eis-me aqui, uma convidada com certo atraso para a festa. Cheguei no final. Vim correndo para trazer os meus votos de felicidades, paz, amor e muito sucesso! Sim, sucesso!!! São cinco anos de delicadezas à base do amor de Deus e, portanto, nem dá para pensar em outra coisa que não seja o sucesso com as bençãos do Criador.
As delicadezas de Deus estão em toda parte. A nossa presença aqui nessa postagem, da que escreve e dos leitores, é uma delicadeza Dele.
 Parabéns a você Rosélia, pelo empenho, sabedoria e dedicação ao BLOG ! Que muitos outros aniversários possam ser comemorados e que eu consiga estar novamente junto aos seus convidados!
Abraços fraternos.








quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Quem conhece jatobá nem sempre gosta...

Foto de frutos do jatobazeiro existente de frente à capela de Santana no Arraial Velho, Sabará.

O jatobá é uma fruta típica do cerrado, portanto, de Minas Gerais, embora seja encontrada em quase todo o Brasil. 
O jatobazeiro é uma árvore de médio porte da família das leguminosas. O fruto de sabor e aparência mística é produzido de julho a dezembro. Para os indígenas o jatobá é uma fruta com poderes de equilíbrio mental e algumas tribos fazem o uso da fruta antes de realizar suas meditações.
O fruto tem uma casaca muito dura, de cor escura e por dentro possui sementes envoltas numa polpa que se apresenta em forma de farinha com coloração amarelo claro.
Há quem não o aprecie pelo gosto "de pó" e pelo cheiro forte, mas sem dúvida é um fruto exótico!

 fonte:   nutricaoemfoco

sábado, 21 de junho de 2014

Na terra de Minas, a Copa 2014.


Mineirão no jogo Bélgica X Argélia

Olá pessoas queridas que sempre me prestigiam com uma visita! Sei que ando um tanto quanto sumida. Não, não há problemas além da falta de inspiração.
Bom, Copa é motivo de confraternização e alegria, portanto venho aqui falar de coisas boas, do lado positivo do evento que tem a nossa cidade como um dos palcos.
A principio confesso que estive muito resistente à ideia de ficar ou não por aqui durante esse período. Quis correr do movimento que na verdade imaginava que seria uma bagunça. Com o tempo fui me convencendo de que deveria ficar e enfrentar o desafio de habitar uma cidade em festa. E que festa!
De repente chegou a  hora. Delegações e torcedores começaram a chegar... Os colombianos com suas camisas amarelas, engrossaram a mensagem nas ruas de que a Copa é no Brasil. E começa a abertura, o jogo, as emoções, e o desejo de estar lá no meio da torcida vibrando pelo meu time ou simplesmente compartilhando com outros povos a alegria de ser brasileira!
E assim, o que era temido passou a ser querido. Tive a oportunidade de estar no estádio no jogo da Bélgica X Argélia. Independente do resultado, que povo alegre e amistoso são os argelinos! País de seleção sem muitas chances, mas de milhares de torcedores que apostaram também na vantagem de conhecer um país tão caloroso como é o Brasil. Já os belgas, com sua torcida reduzida, não deixaram por menos a sua bravura e acreditaram até o fim.
Fato interessante nesse jogo foi a presença de um moçambicano que torcia pela Argélia e vibrava gritando o nome de seu país. 
Perguntei a ele: Por que veio para Copa se o seu país está fora da competição?
Ele me respondeu: Sim, Moçambique não foi classificado, mas eu vim torcer pela África. Vou aos jogos de países africanos e quando forem eliminados fico torcendo pela Ásia, América, para alguém que derrube a Europa.
Nada respondi, pois compreendi sua mensagem política, econômica, social e etc.
Hoje temos "los hermanos ", gente alegre até demais, que não se deixam abater por estar no país rival. Que invadem as ruas, causam problemas (já previstos),  tomam toda a cerveja e comem todo o churrasco que lhes aparece a frente.
Goleada? Não tiveram. Graças aos nossos amigos iranianos. Sim, porque os brasileiros que estiveram no Mineirão hoje, engrossaram a discreta torcida do irão... 

domingo, 23 de março de 2014

Marolo, araticum ou bruto?



Tanto faz! São nomes populares para o fruto de uma árvore típica do cerrado ( Annona Crassiflora ) que chega a medir até 8 metros de altura por 4 de copa. Caracteriza-se por ter o tronco retorcido, casca grossa e fissuras, com raízes muito profundas para alcançar o lençol freático.
O araticum tem  aparência grosseira, é cheio de escamas, de cor nos tons entre o amarelo e o marrom, formato globular e quando maduro começa a se abrir dos pólos para o centro exalando um aroma que se identifica ao longe.



Não necessita ser cultivado, salvo para garantir a preservação da espécie um tanto quanto ameaçada pela devastação humana. Nasce nos campos de cerrado e a sua colheita é natural... cai do pé e é coletado pelos apreciadores e principalmente pelos vendedores de beira de estrada.
O marolo possui uma farta polpa que varia de coloração do branco ao laranja. O gosto é adocicado. Como inconveniente trás apenas um enorme número de sementes em seus favos, que se analisados pelo lado bom, impõem uma degustação lenta e muito mais saborosa. O fruto pode chegar a pesar até 4,5 kg.



É uma fruta comestível, que pode ser usada para fazer doces, geleias, sorvetes ... 
O araticum é nativo no centro e sul de Minas Gerais, em Goiás, no Mato Grosso e na Bahia. O que não impede sua existência em outras regiões do Brasil. Há cidades mineiras que fazem  festa para comemorar a produção local, incentivando a produção de receitas típicas, como é o caso de Paraguaçu.



Serve para matar a fome! Segundo Guimarães Rosa, no seu Grande sertão: veredas, " Assim que a matolagem desmereceu em acabar, mesmo fome não curtimos, por um bem: se caçou boi. A mais, ainda tinha araticum maduro no cerrado."  

   

sexta-feira, 14 de março de 2014

Cartão-postal: uma forma de compartilhar imagens e notícias



Diferente, por ser enviado sem envelope, o cartão-postal surgiu no Império Austro-Húngaro em 1869 e pelo seu encanto foi facilmente difundido por toda a Europa ainda no século XIX.
O sucesso se deu por ser uma inovadora forma de compartilhar imagens e notícias. O cartão ilustra o cotidiano e o desenvolvimento das cidades. Portanto, a imagem nele retratada  é fonte de informação sobre o presente e o passado do lugar em evidência e,  com o passar dos anos  se torna um testemunho do seu tempo.
É inegável o seu valor histórico enquanto documento que registra  o espaço geográfico e suas transformações.
Há de se falar também do valor sentimental exposto na mensagem daquele que o envia,  compartilhando o lugar onde certamente desfruta de momentos agradáveis. Desconheço a existência de alguma mensagem negativa enviada através de um cartão-postal. 
Belo Horizonte é uma cidade jovem, mas as imagens postais daqui nos mostram o quanto os espaços foram modificados nas últimas décadas.

Lagoa da Pampulha - BH nos anos 50-60.

Vejamos o caso da orla da lagoa da Pampulha pela imagem desse cartão postal dos anos 50-60 do século XX. Não existe ainda a avenida Otacílio Negrão de Lima, as casas de frente para a lagoa ainda não haviam tomado conta do espaço usado para os jardins e a água não era poluída favorecendo passeios de barcos. Transito pesado? Inexistente.

Floristas na  rua Rio de Janeiro/Praça Sete - BH

A praça "Sete" no centro da cidade, quarteirão da rua Rio de Janeiro, usado pelas floristas artesãs. Hoje está totalmente modificado, sem a maioria das árvores e sem as floristas... Observe que até os trajes usados pelas pessoas são de um tempo distante, tanto nos modelos quanto nas cores. São os anos 70!

 Vista aérea da praça da Liberdade, década de 70/80 - BH 

A praça da Liberdade no bairro Funcionários. Notem que no entorno da praça não há edifícios gigantescos. Hoje? As casas foram demolidas e cederam lugar a um mar de prédios. E o pior, a maioria das casas eram da época da fundação da cidade. O nome do bairro já anuncia: Funcionários! As moradias foram construídas para os funcionários do Governo quando a Capital foi transferida de Ouro Preto para Belo Horizonte.

Vista aérea da do centro de BH com a Serra do Curral ao fundo.

Do centro da cidade nos anos 80 avistava-se a Serra do Curral, semi preservada, sem os bairros luxuosos que hoje quase cobrem o topo, e sem os estragos deixados pela mineradoras que ao longo de décadas ali se instalaram.

Aeroporto Internacional de Confins, região metropolitana de BH. 

O recém inaugurado Aeroporto de Confins, em 1984. Quase inativo durante décadas, hoje é utilizado por milhares de viajantes e tem sua área externa e kms a distância urbanizados. 

Bh Shopping na época de sua inauguração

O primeiro shopping de Belo Horizonte, denominado de "BH Shopping", inaugurado em 12 de setembro de 1979, num espaço deserto em plena Serra do Curral, na divisa com a cidade de Nova Lima e com 128 lojas. Atualmente possui quatro andares, 400 lojas e o seu entorno está hiper urbanizado e habitado por ter sido alvo de especulação imobiliária nos anos 90.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Perdendo a visão de um velho ponto de referência


Sempre passo pela avenida Assis Chateaubriand no bairro Floresta. É uma das minhas preferidas na cidade. Pelo casario antigo que é da primeira metade do século XX, embora uma boa dúzia deles já tenham cedido lugar para enormes arranhas-céu. 
Hoje, passei sem pressa e pude registrar o que desde 2012 ali se instalou como promessa de melhoria para as crianças da região. Mas que se encontra mesmo é enrolado... Falo da obra de construção do anexo da Escola Estadual Barão de Macaúbas, a primeira que existiu no bairro, é de 1922 e seu prédio antigo também está sendo restaurado para entrar em contraste com o resultado dessa gaiola de concreto que pode-se ver na foto.
Além da demora na obra, prevista para ser entregue esse mês (rsrsrsrs), me incomoda muito o estrago visual que ela já está causando. Vejam que por detrás da construção existe uma linda igreja, uma das mais antigas da cidade, que pelo jeito não poderá ser vista por quem passar pela avenida após a conclusão do prédio e de uma quadra coberta.
Perde-se ali a visão de mais um ponto de referencia num espaço que:  dá-lhe histórias para contar... 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Parabéns ao povo serrano! Vocês preservam a cidade viva!

Serro, um tricentenário patrimônio!



Foi o Serro uma das primeiras comarcas da Capitania das Minas e ainda guarda as características das vilas setecentistas mineiras.
Serro é rodeado por serras, rios, morros e cachoeiras. Localiza-se a 230 quilômetros de Belo Horizonte. É também uma importante Cidade do Caminho dos Diamantes e da Estrada Real, uma herança das minas que atraíram os bandeirantes no século XVIII.
O Serro possui um rico patrimônio histórico-cultural e produz o famoso "queijo do serro", uma das mais saborosas variedades do queijo mineiro.
Em  1701 formou-se o "Arraial do Ribeirão das Minas de Santo Antônio do Bom Retiro do Serro do Frio". Em 1714 a povoação é elevada a vila  com o nome de Vila do Príncipe, passando a ser sede da comarca do Serro do Frio.
Elevada à categoria de cidade, com a denominação de Serro, por lei provincial de 6 de março de 1838, Serro continuou a ocupar posição de destaque na região e a cidade ganha também em importância política. Vários de seus filhos foram muito influentes na política , como Teófilo Ottoni, Cristiano Ottoni, João Pinheiro e Pedro Lessa.
O isolamento forçado ajudou na conservação do patrimônio histórico de Serro. O empobrecimento das minas interfere na vida econômica e social do lugar. Em 1817, o naturalista francês Saint-Hilaire visita Vila do Príncipe e descreve sua situação da seguinte forma: "Vila do Príncipe compreende cerca de 700 casas e uma população de 2500 a 3000 indivíduos. Essa vila está edificada sobre a encosta de um morro alongado; e suas casas dispostas em anfiteatro, os jardins que entre elas se vêem, suas igrejas disseminadas formam um conjunto de aspecto muito agradável, visto das elevações próximas. Possui duas estalagens e umas 15 casas de comércio com quase tudo importado da Inglaterra.. Não possuía nenhum chafariz e o abastecimento de água era feito por escravos que traziam barris de água do vale. Não havia estabelecimentos de lazer e a diversão ficava a cargo da caça ao veado, prática comum na região. Encanta a beleza das mulheres, das igrejas e com das festas religiosas que já eram tradição na antiga vila.”
Em 1938, todo seu acervo urbano-paisagístico foi tombado pelo IPHAN,  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Ao longo do século XX, o desenvolvimento se dá através da criação de gado, base econômica da cidade - grande parte do leite é usado na fabricação do queijo  - e também da exploração de seu potencial para o turismo cultural e ecológico.
Suas igrejas impressionam pela qualidade da ornamentação e pela pintura em perspectiva nos forros. Ao lado do seu acervo histórico-arquitetônico, representado pelos belos monumentos religiosos e notável conjunto de sobrados, o Serro guarda também outro importante aspecto de sua riqueza cultural do passado: as tradições folclóricas, as festas religiosas e a peculiar gastronomia. O Queijo do Serro, o mais famoso produto da região, foi o primeiro bem registrado como Patrimônio Imaterial de Minas Gerais (2002).
 Outras postagens aqui no blog sobre a cidade do Serro Aqui  e Aqui



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