quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O tacho mineiro


O tacho mineiro é de cobre, mineral que vem sendo trabalhado e utilizado pelo homem desde de 9000 a.C.
Apesar de que em 2007 a Vigilância Sanitária do Estado de Minas Gerais proibiu o uso do tacho de cobre na fabricação de doces industriais e caseiros, ele não foi abandonado porquê, é pura tradição!
Em Minas eles estão por toda parte. Os viajantes que estão a caminho de Ouro Preto, ao passarem pelo distrito de Cachoeira do Campo já notam a presença desses famosos tachos de cobre disputando a atenção com as panelas de pedra sabão.
Esse recipiente circular, profundo e com asas firmes são encontrados nas cozinhas dos quatro cantos de Minas desde a época colonial, quando experientes escravas cozinheiras neles preparavam as gostosuras que iriam compor a mesa de seus senhores com doces e frituras. Os tachos são ótimos para frituras.
Na minha mineirisse, afirmo no mineirês: êta trem bão! Raspa de doce no tacho que saiu quentinho do fogão... 

domingo, 1 de setembro de 2013

A Terra vista do Céu

Nome dado à exposição de fotografias tiradas pelo fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand em várias partes do mundo ao lango de sua vida profissional. Ele mostra detalhes, muitas vezes despercebidos pelas lentes pouco sensíveis da maioria dos turistas e moradores. E como o foco é aéreo, a grandiosidade do trabalho é quase indescritível. 
O que nos chamou a atenção nessa exposição, além claro de sua beleza e valor cultural, foi a relação de respeito e admiração dos transeuntes que diariamente percorrem a calçada do Parque Municipal, na avenida Afonso Pena, a principal  da região central de Belo Horizonte. Por várias vezes passei por ali e vi as pessoas observando, fotografando e tentando decifrar o que os olhos estavam a enxergar.
Grande também foi  o número de estudantes guiados por seus educadores, de todas as idades, em pleno centro urbano tendo uma aula de cidadania e  aproveitando um espaço público para tomar posse de um mundo até então desconhecido.






quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Não é Paris, é Caxambu!

Parque das Águas

A paisagem estava tão bonita que a minha inspiração logo remeteu o meu pensamento para as fotos que já vi de Paris. Olhando a simetria das árvores, dá até para imaginar um palácio ao fundo rsrsrs. Brincadeiras a parte, estive em Caxambu, de passagem, mas registrei alguns detalhes que aos poucos mostrarei aqui no blog. 
Estância hidromineral, localizada no sul de Minas Gerais, com uma população estimada em 30 mil habitantes. Tem como principal fonte de renda o turismo, concentrado numa das mais importantes atrações do país, o Parque das Águas Doutor Lisandro Carneiro Guimarães, com doze fontes de água mineral dotadas de propriedades medicinais diferentes. É o maior complexo hidromineral do mundo.
"Em 1814, conta-se que existiam apenas duas fazendas no povoado: a das Palmeiras e a Caxambu. Dizem que foi nesta época que descobriram a existência das fontes. Caxambu é famosa por suas ligações com a Família Imperial Brasileira, quando a própria Princesa Isabel e seu esposo Conde d'Eu, em 1868, vieram atraídos pela fama das águas. A princesa buscava a cura de sua infertilidade. Através das águas ferruginosas da fonte, hoje denominada Princesa Isabel e Conde d'Eu, a princesa curou-se de sua anemia e engravidou. "
A palavra Caxambu tem significado que nos remete à  história de ocupação do território brasileiro: para alguns o termo teve origem no dialeto tupi catã-mbu e significa "água que borbulha ou bolhas a ferver", outros afirmar que o nome era usado pelos escravos para denominar um instrumento musical tocado em seus festejos noturnos " cacha = tambor e mumbu = música, ainda do dialeto tupi poderia significar ka'a = mata e oby = verde.


Vista parcial do jardim no Parque das Águas.

Centro de hidroterapia - Parque das Águas.

Igreja de Nossa Senhora dos Remédios

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Taquaraçu de Minas

No século XVIII, por volta de 1740, alguns descendentes de bandeirantes paulistas a procura de ouro chegaram no lugar onde hoje está erguida a cidade de Taquaraçu de Minas.
A palavra taquaraçu é de origem indígena e significa taquara grossa ou taquara grande. É o nome usado para identificar uma das várias espécies de bambu que existem na região.
A cidade esteve vinculada ao município de Caeté até 1962, quando foi elevada a categoria de cidade.
Distante há 60 km de Belo Horizonte, é um lugar de pouco movimento, bastante acolhedor e que ainda conserva muito dos costumes rurais.
Sobrevive da agropecuária e do turismo. As águas claras do rio que corta a cidade é ótima para banhos e pesca.




Casa na avenida de frente ao rio, na parte central da cidade. Seria uma habitação comum de área rural se não fosse o meu olhar clínico para essa parede. Observem que nela há quatro etapas da evolução da alvenaria em Minas: pau-a-pique, adobe do século XIX, adobe do século XX e tijolos contemporâneos, excetuando o muro que é de outro tipo de tijolo. Achei muito interessante!!!


Detalhe do pau-a-pique.
Rio  Taquaraçu, no centro da cidade. 
Cristo Redentor, na praça principal.


CASARÕES ANTIGOS ( séculos XVIII e XIX )






Igreja matriz do Santíssimo Sacramento. Essa foto foi copiada do site http://www.taquaracudeminas.mg.gov.br/


terça-feira, 30 de julho de 2013

Como o mosaico de um artista aprendiz


Aos poucos venho chegando de mansinho. De volta pra esse aconchego, que não abandonei em definitivo, apenas fui forçada a dar um tempo, tempo que é remédio pra tudo. De fato, somente ele conseguiu me segurar, usando as mãos de Deus.
Estive doente. Males que me remeteram a um hospital. Problemas cotidianos subitamente abalaram o meu emocional e o reflexo se deu onde eu nem podia imaginar: a glicose sempre normal foi a 471, e com ela outras complicações. Dentre elas, a perda temporária de grande parte da visão. Sem o perfeito funcionamento da visão, o blog ...

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Em Minas, coisa é trem ...


"Coisa" palavra-ônibus que virou fenômeno na língua portuguesa. Nascida da linguagem popular, a palavra coisa é usada hoje até em textos científicos, com variados sentidos.
A palavra coisa assumiu tantos valores que cabe em quase todas as situações cotidianas para se exprimir uma ideia.
Em minas Gerais as coisas são chamadas de "trem". Menos o trem, que aqui é chamado de "a coisa". Quando o trem se aproxima da estação é fácil de se ouvir na multidão:
- Pega os trem, que lá vem a coisa!
Por essas e outras,  é preciso saber de algumas coisas:
1º) Colocar cada coisa no devido lugar.
2º) Não ser cheio de coisas.
3º) Gente fina é outra coisa!
4º) Para o pobre a coisa está sempre feia: o salário não dá para coisa nenhuma.
5º) Uma coisa é falar e outra coisa é fazer.
6º) Existem coisas sem pé nem cabeça.
7º) Se você aceita qualquer coisa ...
8º) Bruxaria é coisa feita.
9º) Botar uma coisa na cabeça.
10º) Às vezes a coisa fica preta.
11º) Fazer a coisa certa.
12º) Tem gente que não diz coisa com coisa.
13º) Amar a Deus sobre todas as coisas.
14º) Entender o espirito da coisa.
15º) E se não entendeu, desculpe qualquer coisa!

Adaptado do artigo A "coisa" é uma coisa, publicado na revista Língua Portuguesa, nº 88/2013, PNDE, p. 44 a 47.