terça-feira, 30 de julho de 2013

Como o mosaico de um artista aprendiz


Aos poucos venho chegando de mansinho. De volta pra esse aconchego, que não abandonei em definitivo, apenas fui forçada a dar um tempo, tempo que é remédio pra tudo. De fato, somente ele conseguiu me segurar, usando as mãos de Deus.
Estive doente. Males que me remeteram a um hospital. Problemas cotidianos subitamente abalaram o meu emocional e o reflexo se deu onde eu nem podia imaginar: a glicose sempre normal foi a 471, e com ela outras complicações. Dentre elas, a perda temporária de grande parte da visão. Sem o perfeito funcionamento da visão, o blog ...

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Em Minas, coisa é trem ...


"Coisa" palavra-ônibus que virou fenômeno na língua portuguesa. Nascida da linguagem popular, a palavra coisa é usada hoje até em textos científicos, com variados sentidos.
A palavra coisa assumiu tantos valores que cabe em quase todas as situações cotidianas para se exprimir uma ideia.
Em minas Gerais as coisas são chamadas de "trem". Menos o trem, que aqui é chamado de "a coisa". Quando o trem se aproxima da estação é fácil de se ouvir na multidão:
- Pega os trem, que lá vem a coisa!
Por essas e outras,  é preciso saber de algumas coisas:
1º) Colocar cada coisa no devido lugar.
2º) Não ser cheio de coisas.
3º) Gente fina é outra coisa!
4º) Para o pobre a coisa está sempre feia: o salário não dá para coisa nenhuma.
5º) Uma coisa é falar e outra coisa é fazer.
6º) Existem coisas sem pé nem cabeça.
7º) Se você aceita qualquer coisa ...
8º) Bruxaria é coisa feita.
9º) Botar uma coisa na cabeça.
10º) Às vezes a coisa fica preta.
11º) Fazer a coisa certa.
12º) Tem gente que não diz coisa com coisa.
13º) Amar a Deus sobre todas as coisas.
14º) Entender o espirito da coisa.
15º) E se não entendeu, desculpe qualquer coisa!

Adaptado do artigo A "coisa" é uma coisa, publicado na revista Língua Portuguesa, nº 88/2013, PNDE, p. 44 a 47.

sábado, 13 de abril de 2013

quinta-feira, 14 de março de 2013

Homenagem aos poetas mineiros

Porque, 14 de março é dia da poesia!

NA TOALHA DE MESA

( Drummond de Andrade)

Neste cantinho de mesa
o garfo dizia à colher:
A vida, como o talher,
deve brilhar de limpeza.

Repara na minha alvura

ao te sentares à mesa
fora contra a natureza
macular a face pura.

Senta-te nesta cadeira

e aceita o nosso jantar.
Tranquilo: em casa mineira
nunca faltou um lugar.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Palma Barroca


Artesanato típico da cidade de  Sabará, de tradição portuguesa, trazido para o Brasil na época do Império.
É feito de folhas de cobre e banhado a ouro ou prata. Usado para enfeitar altares, oratórios e igrejas.
Atualmente são poucas as mulheres que além de saberem o ofício, dedicam-se a essa tradição. Por ser raro, é um dos artesanatos mais caros aqui em Minas Gerais.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Placa de inauguração




O chafariz que se apóia na parede que sustenta a escadaria do prédio que hoje abriga o Museu da inconfidência em Ouro Preto ( outrora prédio da casa de Câmara e Cadeia ) já não desempenha o papel de abastecer d'água os moradores e viajantes que dele se valiam. Está lá... Para não dizer abandonado ou esquecido, prefiro acreditar que servindo de peça decorativa para aquele museu a céu aberto que é a Praça Tiradentes. Não jorra mais água.
Ao visitante mais atento, não será difícil perceber a placa oval que informa com todo o rigor , dados relevantes sobre a sua existência: nascido no 2º Império, em homenagem ao imperador, e não fugindo às regras políticas, destacando o nome do seu benfeitor...
Fico pensando que, as placas de inauguração deveriam ter a função exclusiva de eternizar a data da construção e os executores da obra, mas infelizmente há muito vêem servindo de fonte de promoção para políticos, mesmo que na história sejam lembrados apenas quando alguém lê o nome numa placa por simples curiosidade e, segundos depois se esquece...