domingo, 26 de agosto de 2012

Itaguara, Museu Sagarana


Na Revista de História da Biblioteca Nacional, nº 83, agosto de 2012, foi publicado um artigo sobre cartas escritas por Guimarães Rosa na década de 1930 a um fazendeiro da região de Itaguara-MG, cidade onde o escritor trabalhou como médico numa época em que energia elétrica e estradas eram coisas inexistentes no lugar. 
Segundo a revista, as cartas eram recomendações médicas sobre tratamentos que poderiam ajudar doentes na fazenda e no seu entorno. 
Elas teriam sido guardadas pelo senhor Manoel até 1976. Após a sua morte, uma sobrinha, que nem chegou a conhecer pessoalmente o escritor, guardou-as e por ocasião da criação do Museu Sagarana em Itaguara, resolveu doá-las para fazerem parte do acervo.
O museu funciona desde abril, na Rua Mário Lima, 137, centro de Itaguara. Não possui site, portanto, para ler as cartas é preciso comparecer pessoalmente ao local.

sábado, 11 de agosto de 2012

Recebi ...

Há pouco, o certificado de participação. Não é muito chique essa blogueira? Rosélia, você arrasou viu!?
Mais uma vez, obrigada pelo carinho.



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Encantada


Gente! Hoje recebi um selinho muito lindo e estou muito encantada... 

É que participei da Série Comemorativa do aniversário do blog   idade-espiritual., respondendo à pergunta: O que é, para você, uma pessoa espiritual ?
A minha resposta virou esse selinho que eu recebo com todo carinho. Obrigada, Rosélia!
Que Deus te abençoe e te dê muita força para manter sempre acesa a sua energia espiritual.


domingo, 5 de agosto de 2012

Serro é assim... um patrimônio do sertão.


Rua direita, vista do alto da capela de Santa Rita, com destaque na foto para a escadaria e o casarão onde funciona a prefeitura.


Seguimos para o Serro. Antes passamos por um vilarejo chamado Três Barras e ali, por outra ponte sobre o rio Jequitinhonha, ainda um filete.
Antiga Vila do Príncipe do Serro Frio, a cidade no seu espaço físico, é na verdade um penhasco encravado na Serra do Espinhaço. Suas casas no centro histórico estão dispostas em poucas ruas, a maioria com um calçamento bem antigo e irregular que somadas aos morros e ruelas, becos e travessas, dificultam a circulação dos carros contemporâneos. São praticamente três ruas que se estendem na encosta, uma sobreposta à outra com boa extensão, e as demais seguem o declive do morro e são estreitas e pouco extensas.

Calçamento antigo original.


A maioria das casas ainda estão conservadas. Muitas são usadas como estabelecimentos comerciais ou repartições públicas. Vi muitos comércios antigos, mas a modernidade já está transformando o lugar. É possível ver pessoas exibindo coisas e hábitos urbanos com facilidade.
Infelizmente não pude visitar os museus nem as igrejas. Estavam fechados. Segundo me informaram no posto de atendimento aos turistas, o motivo era a reorganização dos espaços nos museus, pois haviam terminado na véspera uma gravação cinematográfica. E quanto às igrejas, eu teria que seguir o ritmo da cidade... Enfim fiquei apenas com a visão externa da cidade, que já fez valer a pena o passeio.

Capela de Santa Rita vista da rua direita. 

A capela de Santa Rita é uma atração na cidade, não só pela beleza externa de sua fachada poligonal com uma torre central, mas também pela famosa escadaria composta de 50 degraus que leva os devotos a subirem rezando o terço até o topo do morro onde se encontra.
Foi construída a partir de 1745.

Capela de Santa Rita

Descida da Capela de Santa Rita.

A igreja de Nossa Senhora do Carmo foi construída entre 1768 e 1781. Do lado externo existe uma escadaria que dá acesso ao adro e sugere ali um ar de nobreza estética. 

Igreja de N S do Carmo


A maior igreja na cidade é a de Nossa Senhora da Conceição, construída entre 1776 e 1872. Sua fachada é simples e o destaque se dá pela imponência na altura do templo. Possui uma pequena escadaria em pedra sabão.
De um modo geral, as igrejas na cidade do Serro são bem simples na fachada externa, um estilo rococó sem muita preocupação com a exuberância e ostentação, tal como existe em outras cidades históricas mineiras. 

Igreja matriz de N S da Conceição

Presente de Deus ...


Vista da parte baixa, com  a igreja de N Senhor do Matosinhos, do lado direito o casão do Museu Teófilo Otoni e à esquerda o espaço verde do Museu e Casa do Barão.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Rumo ao Serro passando por Milho Verde


De  São Gonçalo do Rio das Pedras, seguimos um bom trecho ainda de estrada de terra. A paisagem continuou com os córregos encachoeirados e de água bem cristalina. Os penhascos da serra que no conjunto faz parte da Espinhaço compõem o quadro em sua essência  natural. Faltou-me tintas, pincéis e claro, uma boa tela! Pois nesses lugares não é difícil de se assemelhar ao espirito inspirador de um dos grandes gênios da pintura...
Não demorou muito e chegamos a Milho Verde, famoso distrito do município do Serro. Um lugar bem diferente de tudo que imaginei. A fama bucólica, pitoresca, natural, parece estar se despedindo do lugar, embora a mente dos que ali estavam não conseguissem perceber o estrago que o excesso de turistas está provocando no lugar. Um motorista de taxi me afirmou que aos olhos dos antigos moradores o turismo fez o lugar crescer muito e tornou as coisas mais caras para quem vive ali, sendo que o lucro na maioria das vezes fica com quem veio de fora e montou um comércio ou uma pousada. Está ficando complicado para os nativos viverem na vila.
Na praça da igreja do Rosário, na verdade uma pequena capela, havia um grande movimento de pessoas em torno de uma apresentação de capoeira, muitas crianças passando por uma espécie de recreação e muitos, muitos turistas buscando a natureza do lugar super equipados de utensílios de última geração. No lugar de cavalos e carroças, motos e carros de todos os tipos, aluguel de bicicleta e uma infinidade de coisas que torna até difícil da gente fotografar o ambiente. Por isso tirei poucas fotos de lá. Achei desinteressante mostrar circulação de pessoas e objetos urbanos...
A partir de Milho Verde a estrada já é asfaltada, mas achei um pouco perigosa. Há de se percorrê-la com cuidado devido às curvas e à pouca sinalização, somada ao risco de animais que vez ou outra aparecem na pista. Essa estrada nos leva até a cidade do Serro, que é uma descrição para o próximo post.

Lateral da igreja do Rosário em Milho Verde.

Avanço imobiliário na área central de Milho Verde.

Moradias mais antigas e largo atrás da igreja do rosário, usado para shows.   

Uma curiosidade, o cemitério de Milho Verde parece um jardim de casa do interior, todo coberto por flores singelas.

sábado, 28 de julho de 2012

De Diamantina a São Gonçalo do Rio das Pedras

Um caminho lindo, todo cercado por serras rochosas e cursos d'água, numa estrada de terra cheia de curvas e poeira vermelha.
Do centro de Diamantina seguimos em direção ao bairro da Palha, segundo a tradição oral, o nome do lugar está ligado à existência de uma capela primitiva de pau-a-pique e coberta com
palha feita, pelos primeiros mineradores que ali se instalaram. Posteriormente o lugar foi sede da chácara do contratador dos diamantes, o português João Fernandes de Oliveira, de quem a ex-escrava Chica da Silva foi concubina e teve treze filhos. Contam que para escândalo da sociedade  setecentista, a mulata que vivia no luxo, teve ali realizado o seu sonho de andar de navio. O intendente teria mandado construir um lago e uma embarcação enorme para ela navegar. Na chácara também havia um teatro onde eram apresentadas peças com artistas renomados na ápoca. Hoje nada resta no lugar, a não ser construções recentes e bem simples.
Um pouco distante da Palha, já entrando na área rural atravessamos o Ribeirão do Império, local onde até meados do século XX eram encontrados diamantes.

Ribeirão do Império.

Ribeirão do Império


Seguimos estrada a fora e passamos por um povoado a que chamam de Vau. Na verdade o que vi foi umas poucas casinhas à beira da estrada e um senhor idoso fechando uma cerca de arame. Como não paramos, ficou para mim a imagem de um povoado sem igreja e comércio.
Logo a frente, atravessamos o Rio Jequitinhonha, em sua cabeceira como dizem por lá, embora não muito perto da nascente. A ponte sobre o rio é o marco divisório dos municípios do Serro e Diamantina.


Ponte sobre o rio Jequitinhonha

Rio Jequitinhonha

Rio Jequitinhonha

Depois da ponte a estrada segue numa subida ingrime, com muitas curvas e terra vermelha... Não demorou muito e avistamos o povoado de São Gonçalo do Rio das Pedras, muito pequeno e aconchegante. Um recanto para se descansar, com muitas pousadas e casas para alugar, uns poucos estabelecimentos comerciais e claro, uma igreja em destaque, marcando como sempre a beleza do lugar.
A maioria das ruas são de terra, e as que tem calçamento é do tipo muito antigo, daqueles que abala qualquer rolamento... 
Nos arredores muitos córregos de águas limpas e encachoeirados. Um lugar que não seria mal de se morar !

Bar, mercearia e restaurante em São Gonçalo do Rio das Pedras.

Largo da matriz de São Gonçalo.

Rua em São Gonçalo.
  
Igreja matriz de São Gonçalo.

Durante o percurso passamos por alguns ranchos e um hotel fazenda muito bonito. Não há muita plantação de hortas e frutas, os animais criados parecem ser apenas para o consumo local, ou seja, a agricultura e pecuária não são por ali atividades econômicas importantes, acredito que pelas condições de transporte e principalmente pela qualidade do solo.
Passamos por um planalto onde ainda estão erguidos alguns casebres, a réplica do mercado dos tropeiros e outras partes do cenário utilizado na gravação do seriado "A Cura".
Em São Gonçalo os animais domésticos andam soltos pelas ruas, as roupas lavadas são estendidas nas cercas de arame para secar, as casas ficam com janelas e portas abertas e todos que passam fazem questão de olhar e saudar. Tudo bem caseiro, ainda bastante rural e o visual da paisagem do entorno é deslumbrante.