domingo, 27 de maio de 2012

Festa do Divino Espírito Santo


passadicovirtual.blogspot

Tradição herdada dos colonizadores. Dia festivo em Minas Gerais desde o início da ocupação do território pelos mineradores, a partir do século XVIII. 
Atualmente, se a apreciação do evento para muitos não tem cunho religioso, pelo menos que o percebam como uma grande manifestação cultural felizmente ainda mantida com muito fervor pelos devotos católicos, fervor religioso que comprova com folga nossas raízes portuguesas.
" Em Diamantina, os festejos incluem cortejo com participantes em trajes de época do império, alvorada, missa e espetáculo de fogos de artifício.
Originalmente, a Festa do Divino constituía-se do estabelecimento do Império do Divino, com palanques e coretos, onde se armava o assento do Imperador, uma criança ou adulto escolhido para presidir a festa, que gozava de poderes de rei. Tinha o direito, inclusive, de ordenar a libertação dos presos comuns, em certas localidades do Brasil e  de Portugal.
Para arrecadar os recursos de organização da festa, fazia-se antecipadamente a folia do Divino: grupos de cantadores visitam as casas dos fiéis para pedir donativos e todo tipo de auxílio. Levavam com eles a Bandeira do Divino, ilustrada pela Pomba que simboliza o Espírito Santo e era recebida com grande devoção em toda aparte. Essas folias percorriam grandes regiões, se estendendo por semanas ou meses inteiros. 
Para se ter uma ideia do prestígio da Festa do Divino no século XIX, o folclorista Câmara Cascudo lembra que o título de "Imperador do Brasil" foi escolhido em 1823 pelo ministro José Bonifácio, porque o povo estava mais habituado com o título de imperador (do Divino) do que com o nome de rei." 

fonte: educacão.uol.com.br/cultura-brasileira/

sábado, 26 de maio de 2012

domingo, 20 de maio de 2012

Painel de azulejos da Igreja da Pampulha


Às margens da Lagoa da Pampulha há uma igrejinha, minúscula no espaço ocupado, mas grandiosa quando o assunto é arte ... 
No lado externo e interno existem painéis feitos com azulejos em tons azul e branco. Esse da imagem acima é o painel externo que retrata parte da vida de São Francisco de Assis, santo protetor dos animais e padroeiro da igreja.
A obra é do artista Cândido Portinari, que juntamente com o paisagista Burle Marx e o arquiteto Oscar Niemeyer fizeram parte da equipe contratada por Juscelino Kubitschek (ex-presidente do Brasil) na época ainda prefeito de Belo Horizonte, para atuarem na projeção e construção do conjunto paisagístico da Pampulha.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Novela da Copa, capítulo Mineirão, cenas cotidianas...

Passando e observando por fora .... logo percebe-se muita movimentação e todo desconforto que uma obra sempre trás.




O entorno está esquecido e se degradando aos poucos. A água da Lagoa da Pampulha já  teve outro tom ... veja aqui  um-domingo-como-tantos-outros. esse verde é uma nata de lodo mal cheiroso, pude conferir há uma semana atrás.

 

Abaixo o que se espera após a conclusão da obra. Confira andamento no link da foto.

fotografia.folha.uol

Diz o ditado: Há quem consiga desvestir um santo para vestir a outro. Será que vale a pena?

terça-feira, 24 de abril de 2012

Em Minas, nem tudo que reluz, é ouro!




Abundante em Minas Gerais, o cristal de rocha é uma variedade cristalina de quartzo incolor, transparente e puro. Possui várias utilidades, da indústria de jóias à indústria de eletrônicos. É muito utilizado também como energizador em terapias místicas.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Encontrando Minas em outras esquinas


Grupo moçambique de dores do Indaiá-MG

Aconteceu, de 8 a 16 de abril, a 103ª Festa de São Benedito em Aparecida -SP. Sempre ouvi falar dessa manifestação religiosa e então, como fã de nossas raízes culturais, resolvi conhecer.
Para minha surpresa, a festa é realizada em SP, mas o espetáculo é mineiro! Dentre os grupos de congado que observei pelas ruas da cidade, a maioria era de cidades do interior de Minas Gerais, inclusive, tinha grupos até da Capital.

Em meio aos congos, a corte, muita criticada por Burton no século XIX.

Não vou afirmar que fui em Aparecida para assistir o que vejo aqui, porque apreciar de uma única vez, muitos grupos, de lugares tão distantes e diferentes do nosso estado, é mesmo uma raridade... Confesso que me surpreendi com alguns,. eles seguem uma mesma linha de organização, mas são ecléticos no estilo e isso torna tudo bem colorido e divertido.



Grupo unidos de N S do Rosário, cidade de Luz-MG.


Para quem não sabe, os congados são grupos folclóricos de origem mistica baseados na cultura africana e portuguesa, com mesclas caboclas. Eles fazem devoção a Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa Efigênia. Existem aqui em Minas desde o século XVIII, promovendo anualmente festas em devoção aos santos que tomaram como patronos. Os grupos se reúnem nas diversas localidades onde acontecem a festa, com de rezas, cantorias, danças, muita comida e bebida.

Congada de Santa Efigênia, cidade de Ouro Preto-MG.

O barulho que vem dos pés!!!

O ritmo marcado pelos tambores.

Sempre após a procissão, no último dia de festa, elegem os novos festeiros e como despedida os promotores do ano, distribuem doces. Dizem que os doces simbolizam a fartura!

Elegância e passos bem ensaiados dão um charme especial.


O colorido das fitas é memorável. Cada cor em louvor a um santo. 

Grupo de Sabará-MG
Todas as fotos foram tiradas por mim, nas ruas da cidade de Aparecida-SP, durante o desfile e a procissão dos grupos de congado. Em meio à multidão que assistia ficou difícil registrar todos os grupos.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Tapetes coloridos para a procissão da ressurreição em Diamantina

Amanhece.
É domingo da ressurreição. Dia de manhã festiva na cidade ... O turista desavisado, ao sair  pelas ruas, fica admirado, diante de tamanha obra de arte.  



E o tapete colorido vai sendo admirado e fotografado, enquanto indica o caminho para o largo principal da cidade.


No largo da igreja matriz tudo, arrumado para a festa. Festa católica nos rituais, mas pela beleza a todos atrai 


E entrando na igreja, basta subir à sacada do coro, para de lá admirar de novo o cenário. 


O belo medalhão com o Cristo ressuscitado, nascido das mãos abençoadas de um artista, que por trás de tamanha beleza se oculta.


E descendo a rua direita, aos poucos o povo vai chegando.
  

Para acompanhar os tapetes, dos casarões coloniais, esvoaçantes colchas coloridas parecem querer cair das janelas.


E já enfeitada, a igreja quieta, o início da missa espera.


E ao termino das orações, sai o cortejo com o Santíssimo.


A multidão acompanha , por fé no Cristo e admiração ao cenário.


E das janelas enfeitadas, quem já não consegue seguir os passos da multidão, fica olhando a procissão, recordando com saudades o quanto era bonita no passado.