terça-feira, 10 de abril de 2012

Datas, mais um cantinho de Minas



Cidade distante 272 km de Belo Horizonte, próxima às cidades de Diamantina e Serro. 
Tem sua história ligada ao ciclo da mineração. O garimpo de diamantes teria atraído muitas pessoas para a região, com destaque para os Caldeira Brant.
O nome da cidade deriva da denominação dada aos aos lotes de terras concedidos pelo governo Imperial aos garimpeiros, “datas”.
Destaca-se na cidade a igreja matriz do Divino Espírito Santo, projetada por um arquiteto francês, com financiamento de um rico minerador do lugar, Florêncio Marques, e inaugurada em 1870.

domingo, 18 de março de 2012

Feriado religioso: crença, turismo e outros...

Recebi por email e resolvi compartilhar.


Um feriado de muitas tradições religiosas aqui em Minas Gerais. Um tanto quanto modificado no ritmo das celebrações e principalmente na duração dos "dias de guarda", ou seja, de oração e penitência, pois há décadas atrás o feriado se compunha da 4ª feira santa ao domingo de páscoa, mas atualmente se limita à 6ª feira santa porque o comércio e a indústria não podem parar...
Se procurarmos, hoje não é difícil encontrar bares ( e até outros comércios) que além de abrirem na 6ª feira santa, nem sequer abaixam suas portas quando passam as procissões. Dizem que isso é  "liberdade religiosa", eu prefiro chamar de falta de respeito. Liberdade religiosa é também saber respeitar as tradições e manifestações de crenças diferentes da nossa, não é mesmo?
De qualquer forma, é uma época de grande procura pelas cidades do interior do estado. Quem mora na Capital quer participar das tradições familiares de sua terra natal. Quem não conhece as cidades históricas, quer aproveitar a chance para conhecer os monumentos e as centenárias tradições culturais e religiosas dessas localidades. Enfim, cada um vai ao encontro do seu objeto. 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Pico do Itacolomi


O Pico do Itacolomi possui 1772 m de altitude e está localizado na Serra do Espinhaço dentro do Parque Estadual do Itacolomi, na divisa entre os municípios de Mariana e Ouro Preto, em Minas Gerais. O Parque Estadual do Itacolomi é uma unidade de conservação.
De origem tupi, o termo Itacolomi quer dizer menino de pedra, através da junção dos termos itá (pedra) e Kunumim (menino).
Foi o marco para localização das minas de ouro pelos bandeirantes na região. Graças à visão proporcionada pelo pico, o bandeirante Antônio Dias de Oliveira conseguiu localizar o Vale do Tripuí em 1698. O pico foi marco para o início do povoamento de Vila Rica, hoje Ouro Preto.
Quase sempre encoberto por nuvens, se mostra imponente no cenário histórico de Ouro Preto, mas devido às cadeias de montanhas, o pico não pode ser visto do centro de Mariana, embora pertença ao território da cidade.  
O Pico do Itacolomi está para Ouro Preto, como o Cristo Redentor está para o Rio de Janeiro, a Torre Eiffel está para Paris, e tantos outros monumentos importantes que identificam o lugar onde se encontram.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Parque Fazenda Lagoa do Nado

Esta é a lagoa que empresta o nome ao parque.

Antiga casa da fazenda, usada como sede administrativa e espaço cultural. 

Uma das várias esculturas espalhadas pelos jardins do parque. Observem os detalhes humanos e urbanos na mesma peça.
  
Córrego por onde é liberada a água da lagoa.

 Localizado na região norte de Belo Horizonte, entre os bairros Planalto e Itapuã, o Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado foi implantado em 1994. Com uma infraestrutura composta por biblioteca, sala multimeios, teatro de bolso, teatro de arena, quadras poliesportivas, campo de futebol, pista para caminhadas e viveiro de mudas, o parque realiza diversas atividades de educação ambiental, cultura e esporte com o apoio da Fundação Municipal de Cultura e da Secretaria Municipal de Esportes.  
 Sua vegetação é composta por espécies do Cerrado e por uma Mata Ciliar que circunda uma lagoa de 22 mil metros quadrados, formada pelo represamento de três nascentes. O córrego do Nado é um afluente do córrego Vilarinho, que deságua no ribeirão do Onça, unindo-se ao rio das Velhas, integrante da bacia do rio São Francisco.
 No final do século XIX, uma intensa movimentação de tropeiros e mercadores originários da Bahia e do Norte de Minas utilizavam o distrito de Venda Nova como entreposto comercial em suas rotas rumo ao Curral Del Rey ( atual Belo Horizonte ), Sabará e Rio de Janeiro.
 Aproveitando a parada, descansavam, lavavam suas roupas e banhavam-se às margens de um riacho de águas límpidas da redondeza. A ele deram o nome de córrego do Nado. 
A área hoje ocupada pelo Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado era, até na década de 60, uma parte da Fazenda Engenho Córrego do Nado, de propriedade da família do ex-prefeito de BH, Américo René Giannetti. Nesta época, o uso da área era restrito à família e aos seus amigos.
 Com a ocupação dos bairros e a chegada da urbanização na década de 60, a Fazendinha Janete, como era chamada localmente, foi caindo no abandono até que, no início dos anos 70, crianças e jovens da região começaram a utilizá-la como área para recreação.
Fonte de consulta: Portalpbh

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O rastro de cada um



Tenho dificuldades para definir meus rastros psicológicos neste momento. É um misto de indignação, tristeza, pena, uma vontade de poder dar um stop para o carnaval que reúne multidões nos apertados centros históricos,  um querer estender a mão solidária para orientar melhor a juventude...  
Milhares de "foliões" tomaram posse das ladeiras de Ouro Preto durante o Carnaval. Sempre foi assim. Há décadas o Carnaval da cidade é considerado um dos melhores do país. Se não pela tradição cultural, pela divulgação na mídia e no universo virtual. Assistimos a cada ano a multiplicação desses foliões que se misturam à população local.
Há quem se limite simplesmente à diversão, mas outros tantos com pretensões diversas ao cair na na folia perdem a noção dos limites adquiridos no berço e ou no banco da escola. Esquecem de coisas simples como o respeito à diversidade cultural e aos monumentos históricos. Assim, nos dias de folia vão subindo e descendo ladeira sem se preocuparem com a qualidade dos rastros que irão deixar. E a depredação vai acontecendo ... algumas permanecem ocultas, outras por si se escandalizam, como é o caso da cruz da Ponte da Barra.
É difícil perceber o que representa uma cruz antiga esculpida em pedra na estrutura de uma ponte do século XIX no imaginário de mentes tão diversas. Há quem passe por ela e observe, há quem passe e não a veja, há quem a entenda como um símbolo de fé e outros que a valorize como um objeto qualquer...
Fácil é compreender a falta de informação para a necessidade de preservação do patrimônio público e cultural. Na certa, o impulso rumo ao eu posso, eu faço, eu me destaco .... 
Quanto à cruz, um monumento construído por volta de 1806 e tombado desde 1950, pela utilidade pública ao longo desses mais de 200 anos, merece justiça!
Vamos ver se ela virá ...

REPORTAGEM SOBRE O ASSUNTO
http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2012/02/iphan-vai-propor-acao-contra-turistas-que-quebraram-cruz-em-ouro-preto.html


VISITE E DEIXE O SEU COMENTÁRIO :

http://odiariodeanabelajb.blogspot.com/2012/02/hoje-estou-pensando-com-os-meus-botoes.html

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Quanto vale uma laranja podre?

 Uma laranja podre estraga as outras !




Mais que um pensamento,  é um ditado popular que ouço desde menina. Primeiro tentei entender a frase em seu sentido literal, aos poucos fui compreendendo as espertezas da vida e hoje estou meditando sobre o peso dessa verdade na vida das pessoas. 

Afinal, quem nunca encontrou uma laranja podre  no caminho? Ela faz seu estrago e quando a descobrimos já causou muitas contaminações.  

Como o moderno se apropria cada vez mais dos espaços antigos!


Se não fossem os poucos gestos favoráveis à preservação dos espaços outrora erguidos pelo homem, diria que essa apropriação é natural.
Mas hoje, quis imaginar essa rua da histórica São João Del Rei, que por obra da minha falha na memoria o nome esqueci, sem as dezenas de necessárias tralhas modernas poluindo minha visão.
Começo pelas placas de sinalização do transito, passo pelos toldos e placas nas portas das lojas, vejo as pichações, um arranha-céu desajeitado impedindo a visão do horizonte, a iluminação externa dos casarões, os automóveis e motos estacionados, a linha amarela que demarca a pista, e termino, com a minha artificial contribuição digital ...