sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Santuário do Senhor do Bonfim

Situado na cidade Bonfim,  há 90 km de Belo Horizonte, o Santuário do Senhor do Bonfim foi erguido no século XIX e há dois século atrai anualmente centenas de romeiros durante os dias de realização do jubileu. a cidade de Bonfim tem suas origens ligadas à exploração do ouro no século XVIII, como aliás, quase todas as localidades mineiras. 


Aspecto do interior da igreja.

Altar lateral direito.

Altar lateral esquerdo.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A gruta da Lapinha

Espeleotemas em formato de couve-flor.
A Gruta da Lapinha se localiza na região arqueológica de Lagoa Santa/Parque do Sumidouro, num maciço formado há 600 milhões de anos, por restos de fundo de um mar que cobria a região.
Em seus salões existem diversos espeleotemas constituídos por minerais nas mais variadas formas, como couve-flor, cascata, cortina e pirâmides. Sua extenção aberta à visitação é de 511 metros, numa profundidade de 40 metros.
 Recebeu uma série de melhoramentos na infraestrutura que  realça seus salões cobertos de estalactites e estalagmites, valorizam as formações calcárias  e criam condições para que o público seja bem recebido e possa conhecer, com todo conforto, essa jóia da região cárstica. O primeiro equipamento ficou pronto em maio. Trata-se de um sistema de lâmpadas do tipo LED (diodos emissores de luz) programado para gerar até 16 milhões de tonalidades. Um cenário que, sem dúvida, permite uma viagem ao tempo das cavernas com tecnologia de última geração.

Corredor interno, foto do Portal Uai.
 
Formas em cortinas.
 
Cortina com rocha em coloração avermelhada.

Parede interna próximo a um abismo.
 
Belíssima cortina!
 
Cortina e cascata.
 
Entrada da gruta.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A casa de Fernão Dias, na Quinta do Sumidouro


No Arraial do Sumidouro, Fernão Dias Paes e sua bandeira manteve o cultivo roças e a criação de pequenos animais para abastecer suas tropas durante quatro anos. Neste local, onde hoje se localizam se distritos de Fidalgo e Quinta do Sumidouro, ainda podem ser encontrados edificações do período bandeirista e colonial, com destaque para a “Casa Fernão Dias” e a Capela Nossa Senhora do Rosário, ambas tombadas pelo IEPHA.
Na verdade, a casa que todos conhecem como "a casa de Fernão Dias" não pertenceu a ele, foi construída bem depois de sua presença no local. Era uma casa de comércio à beira do caminho, onde também morava o proprietário do negócio e certamente com espaço para o pouso aos viajantes mais ilustres.
Segundo documentos do Arquivo Público Mineiro, os bandeirantes paulistas chegaram a Pedro Leopoldo seguindo as ordens de Fernão Dias Paes, provavelmente no dia 13 de março de 1673. Este havia enviado na vanguarda de sua bandeira uma expedição chefiada por Matias Cardoso a quem cabia plantar roças de milho e mandioca e reunir animais como porcos e galinhas, em toda extensão do percurso até o Serro Frio.
Em 21 de junho de 1674, Fernão Dias atravessa o Vale do Paraíba, a Serra da Mantiqueira e percorre incansavelmente os locais para pouso, em busca de ouro e pedras preciosas. Estes locais assinalados como pouso formaram posteriormente povoações, a saber: Ibituruna, Paraopeba (Betim), Sumidouro, Roça Grande (em Sabará), Itacambira, Itamarandiba, Esmeraldas, Mato das Pedrarias e Serro do Frio.
Quando chegou a Sabará, Fernão Dias procurou ainda por três meses prata e esmeraldas. Como não encontrou nada, voltou para o Sumidouro onde fundou um arraial e ficou a espera do auxílio solicitado à sua esposa, D. Maria Rodrigues Garcia Betim. Fernão Dias  veio a falecer, provavelmente de febre amarela ou febre palustre como era chamada, por volta de 1681.
Atualmente a "casa de Fernão Dias" funciona como sede do Parque Estadual do Sumidouro, pode ser visitada e em seu interior existe uma exposição de painéis que contam a história do bandeirismo paulista em MG. É de lá também que saem os grupos de visitantes para as trilhas arqueológicas.  É um lugar agradável, mas que precisa de investimentos locais na infraestrutura de apoio ao turismo, principalmente com abertura de restaurantes e lanchonetes. Vale a pena visitar!

Observando as fotos abaixo, fica claro como a arquitetura é simples, mas nem por isso a casa perde a elegância herdada da época de sua construção.

A casa de Fernão Dias vista de frente.
Visão lateral da casa.

Aspecto interno.
O forro da casa, no modelo original.
Detalhes da construção numa parede interna. 
Aspecto interno da sala com visão para a rua. 

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

1º ANIVERSÁRIO DO BLOG

 Sejam benvindos à nossa festa!!!

Imagem do bolosdotioze
Gente querida que sempre anda por aqui! Vocês são  convidados especiais para essa festa!
O tempo passou tão rápido que parece ter sido ontem a publicação de minha primeira postagem. Cheguei na blogosfera um tanto quanto desconfiada, como todo mineiro de raiz, mas aos poucos fui me sentindo à vontade e, o que eu pensava não durar alguns meses, completa hoje um ano de existência. O blog da Anabela Jardim!!!
Agradeço a todos que frequentaram e ou passaram por esse espaço até o dia de hoje, pelo carinho e reconhecimento do meu  esforço para que a cada dia a cultura mineira seja mais conhecida e valorizada. Vocês são testemunhas do amor que tenho por essa terra, por esse povo, por tudo que nos encanta e nos torna pessoas felizes!    
Hoje, tenho dezenas de seguidores cadastrados e outras dezenas que mesmo sem o cadastro de seguidor do blog eu sei que diariamente passam por aqui ...
Obrigada pela presença!
Que Deus nos permita comemorar outros aniversários.
Obrigada pela presença! Voltem sempre!
O selinho é uma lembrançinha para vocês! 









quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Parque Estadual do Sumidouro



Recentemente aberto à visitação mediante acompanhamento de guia especializado, o Parque Estadual do Sumidouro é fruto de uma vitória  conquistada mediante a união de vários setores da sociedade que travaram uma verdadeira batalha política para minimizar a desenfreada corrida pela exploração dos minérios existentes na região. Não só pelo fato de ser necessário preservar a diversidade das áreas de cerrado, mas principalmente pelas grutas que desde o século XIX vem sendo exploradas por arqueológos que obtém muito sucesso em suas escavações devido à riqueza de artefatos e fósseis já encontrados e possivéis de serem encontrados na região.
Basta lembrarmos das inúmeras descobertas e os estudos efetuados por  Peter Lund   ( preguiças gigantes, fósseis humanos e outros) e da descoberta do crânio feminino ( batizado de Luzia ) na década de 70 do século XX pelo arqueológo Walter Neves, com idade aproximada de 12 mil anos, trazendo novas explicações para a história da origem do homem americano. 
O decreto de criação do parque é de 1980, mas somente em 2011 foi inaugurado oficialmente.
Ocupa uma área de 1300 hectares entre os municípios de Lagoa santa e Pedro Leopoldo, onde é possível encontrar cerca de 170 sítios arqueológicos e 52 grutas, além de pinturas rupestres datadas de mais de 4000 anos. Destaca-se dentro da área do parque a Gruta da Lapinha, aberta à visitação e a Lagoa do Sumidouro com 15 Km de perímetro e acesso pelas trilhas com monitores do parque.  


As marcas  vermelhas indicam na foto as aberturas para entrada na gruta. Essa não é aberta ao público e chamada de Gruta do Baú. Fica às margens da estrada que liga o distrito de Fidalgo à cidade de Pedro Leopoldo.

Aqui temos um paredão rochoso onde há pinturas rupestres. Fica às margens da Lagoa do Sumidouro.
Lagoa do Sumidouro.

Lagoa do Sumidouro.


domingo, 31 de julho de 2011

Igarapé Bem Temperado


Neste final de semana a cidade de Igarapé, na região metropolitana de Belo Horizonte, realizou o VII  festival gastronômico " Igarapé Bem temperado". Estive lá para conferir e claro, não poderia deixar de registrar aqui, essa agradável manifestação cultural.


Guisados, quitandas e doces que nos remetem ao cotidiano rural mineiro, ao tempo de infância na casa de nossas avós.


O cenário foi a praça da  matriz ... no coração da pequena cidade.



E as atrizes, senhoras bastante conhecidas na comunidade por seus dotes culinários, verdadeiras mãos de fadas a regerem seus fornos de barro, fogões a lenha, panelas, tachos, tabuleiros ...


Essas "mestras da culinária", conseguem transformar ingredientes simples que elas cultivam no quintal de suas casas, em verdadeiros manjares! Receitas repassadas há gerações como prendas domésticas às moças casadouras ...


Desde 2005 o festival vem sendo realizado, resgatando não só a memória da culinária local, mas também novos adeptos à arte de cozinhar. Sim, cozinhar é uma arte! E hoje, uma arte que vem sendo apropriada pelo comércio e pelo turismo, com incentivo da mídia. Daí, por inúmeras vezes essas mulheres simples são solicitadas pelos meios de comunicação a dar receitas e entrevistas.

Assista    http://www.youtube.com/watch?v=iIjzSE6TEY8
Tamanha eficiência leva até alguns famosos chefs a buscarem inspiração nessas sábias receitas do bem temperar.     

Chef  Eduardo Avelar em uma das oficinas no festival.

Ps: As fotos 1, 3 ,4,7 e 8 foram copiadas de  igarape  e as outras foram tiradas por mim.

terça-feira, 26 de julho de 2011

De Ouro Preto a Mariana, no trem da Vale

Enquanto esperávamos a hora do embarque, aproveitamos para conhecer o espaço cultural criado pela Vale na parte interna da estação. Um museu contando a história do transporte ferroviário na região, usando recursos áudio visuais, com exposição de objetos e uma enorme maquete que mostra o percurso e as atrações do passeio. Um espaço para apresentações no formato de tenda de circo, alguns vagões com sala de música, biblioteca e um café.


Apenas 8 km separam as duas cidades e, a imaginar a desenvoltura dos transportes contemporâneos, os menos avisados ou despercebidos podem até imaginar que alguns poucos minutos os separam da estação de embarque em Ouro Preto ao desembarque em Mariana, mas não é assim que funciona o passeio. O percurso dura exatamente uma hora, com direito a uma parada para abastecer a máquina com nada menos do que meio copo d´agua ...


Não há como negar as belezas naturais que podem ser vistas pelas fartas janelas dos vagões, de onde é possível tirar belíssimas fotos!!! A ferrovia acompanha em grande parte de sua extensão o curso de um ribeirão com águas turvas e leito pedregoso, onde ainda alguns aventureiros insistem na busca pelo ouro.


No seu curso uma bela cachoeira nos seduz para mais uma foto. O barulho da água, o cheiro de mato e o apito do trem é tudo de bom!!!


Entre os vales e morros, há  abismos que assustam alguns e desafiam os mais corajosos. E o trem percorre seu caminho ... passando também por quatro túneis não muito longos, mas que permitem a alegria daqueles que aproveitam o momento para soltar alguns gritos!


Ao longe também se vê uma lagoa em formato de coração. E quando se está ainda na metade do caminho é possível avistar Mariana, dando a impressão de que a viagem já está chegando ao fim.



E o fim, na verdade é um novo começo. Foi na estação de Mariana que a Vale construiu uma praça para a integração lúdica das crianças ( e adultos ...) com belíssimos instrumentos musicais em aço inox. O mais difícil  nesta hora é conseguir ir embora ...

fonte: tremdavale

A ferrovia que liga Ouro Preto a Mariana foi construída entre 1883 a 1914, tendo funcionado até  o terceiro quartel do século XX para o transporte de passageiros e cargas.