Enquanto esperávamos a hora do embarque, aproveitamos para conhecer o espaço cultural criado pela Vale na parte interna da estação. Um museu contando a história do transporte ferroviário na região, usando recursos áudio visuais, com exposição de objetos e uma enorme maquete que mostra o percurso e as atrações do passeio. Um espaço para apresentações no formato de tenda de circo, alguns vagões com sala de música, biblioteca e um café.
Apenas 8 km separam as duas cidades e, a imaginar a desenvoltura dos transportes contemporâneos, os menos avisados ou despercebidos podem até imaginar que alguns poucos minutos os separam da estação de embarque em Ouro Preto ao desembarque em Mariana, mas não é assim que funciona o passeio. O percurso dura exatamente uma hora, com direito a uma parada para abastecer a máquina com nada menos do que meio copo d´agua ...
Não há como negar as belezas naturais que podem ser vistas pelas fartas janelas dos vagões, de onde é possível tirar belíssimas fotos!!! A ferrovia acompanha em grande parte de sua extensão o curso de um ribeirão com águas turvas e leito pedregoso, onde ainda alguns aventureiros insistem na busca pelo ouro.
No seu curso uma bela cachoeira nos seduz para mais uma foto. O barulho da água, o cheiro de mato e o apito do trem é tudo de bom!!!
Entre os vales e morros, há abismos que assustam alguns e desafiam os mais corajosos. E o trem percorre seu caminho ... passando também por quatro túneis não muito longos, mas que permitem a alegria daqueles que aproveitam o momento para soltar alguns gritos!
Ao longe também se vê uma lagoa em formato de coração. E quando se está ainda na metade do caminho é possível avistar Mariana, dando a impressão de que a viagem já está chegando ao fim.
E o fim, na verdade é um novo começo. Foi na estação de Mariana que a Vale construiu uma praça para a integração lúdica das crianças ( e adultos ...) com belíssimos instrumentos musicais em aço inox. O mais difícil nesta hora é conseguir ir embora ...
A ferrovia que liga Ouro Preto a Mariana foi construída entre 1883 a 1914, tendo funcionado até o terceiro quartel do século XX para o transporte de passageiros e cargas.