sexta-feira, 10 de junho de 2011

O prédio da Estação Central em BH


by ufmg


Na Praça Rui Barbosa, ou Praça da Estação, nome popular do local, ergueu-se o prédio da estação ferroviária de Belo Horizonte às margens do ribeirão Arrudas.
Em 1897, a Estação recebeu o comboio de inauguração da nova capital. O primeiro relógio público de Belo Horizonte foi instalado no alto da torre da Estação em 1904, mas somente em 1922, o prédio, em estilo neoclássico, estava finalmente concluído.
A Estação Central foi nos primeiros tempos da nova capital, uma importante referência urbana para as pessoas que vinham conhecer a nova cidade.
Atualmente o prédio funciona como museu, é um ponto turístico importante, serve de referência para a praça que leva o seu nome e que é palco de festividades populares durante todo o ano. Agora em junho por exemplo, é o espaço para as apresentações dos grupos de quadrilhas que disputam o concurso Forró de Belô.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Festa de Nossa Senhora do Rosário no Serro

Hoje, recebi  email da Assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal da Cidade do Serro/MG, relatando sobre uma das tradicionais festas religiosas do calendário católico aqui de Minas Gerais e, por seu valor e cultural e histórico acho válido divulgá-la aqui .


          De 1728 é o registro da criação da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e a marca da primeira festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos na Vila do Príncipe, hoje cidade de Serro.
A festa surgiu como possibilidade para o homem negro escravizado expressar sua cultura e celebrar a devoção a Nossa Senhora do Rosário.
Diz uma lenda histórica que em certa época Nossa Senhora apareceu nas águas do mar. Imediatamente vieram os Caboclos que dançaram, cantaram, tocaram seus instrumentos, mas ela não foi com eles. Vieram os Marujos que também dançaram e cantaram, mas ela não os seguiu. Vieram então os negros, os catopês, que dançaram, cantaram, tocaram seus instrumentos e atiraram seus mantos nas águas. Ela veio até eles. Por isso, é considerada a protetora dos negros.
         A festa, de cunho religioso e folclórico é promovida anualmente pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e Associação dos Congados da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, no primeiro domingo do mês de julho, e as celebrações ficam a cargo da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, sob a coordenação espiritual dos sacerdotes, que contam com o apoio da comunidade na preparação de todo ato litúrgico.
Neste ano de 2.011, a novena terá início no dia 24 de junho, com a Santa Missa às 19h30, na Igreja Nossa Senhora do Rosário, incluindo mastro, procissão e os grupos de danças do tradicional folclore serrano.
Um dos rituais mais expressivos da festa é a matina, às cinco horas da manhã do sábado, dia 02 de julho, que antecede a festa. Além da presença do Padre, fiéis, Irmãos do Rosário e devotos se reúnem na porta da Igreja do Rosário. Por três vezes, há o repique de sinos e toque da Caixa de Assobios. Neste instante, as portas da Igreja são abertas, as luzes se acendem e acontece a entrada solene dos fiéis. É o momento em que Nossa Senhora do Rosário oferece sua permissão à festa.
Com pífaros e caixas de couro, representando no som o gemido dos negros no cativeiro, a Caixa de Assobios percorre a cidade, para a visita às casas dos festeiros, acompanhada da Irmandade, os fiéis e o povo em geral.
Ao meio dia, tem o repique dos sinos da Igreja e fogos.
À noite do sábado, após a celebração da Santa Missa, os Irmãos do Rosário, dançantes e os fiéis, seguem até à casa do Mordomo, onde buscam a bandeira, que é levada ate à Igreja do Rosário. Após bênção, esta é erguida em meio a grande festa, com repique de sinos e o espocar de fogos de artifício.
No sétimo dia da novena, inicia-se também o tríduo da grande festa.
Na quinta-feira, a Cruz da Irmandade é conduzida pelo 1º Juiz, acompanhada dos demais festeiros, fiéis e dançantes, que se dirigem à Igreja do Rosário para a Missa, com a participação especial dos Marujos.
Na sexta-feira, a Cruz é conduzida pelo 2º Juiz, seguindo o mesmo ritual, com a participação especial dos Caboclos.
No sábado, quem conduz a Cruz é o rei, prosseguindo da mesma forma e participação especial dos Catopês.
         A festa é realizada com dois juízes, duas juízas, rei e rainha, que se encarregam de fazer cumprir o compromisso da Irmandade e a organização da mesma.
         No domingo, 03 de julho, grande data. Às 06 horas, fogos anunciam a saída do 1º juiz, acompanhado por Catopês e Caixa de Assobios, para a casa da 1ª juíza, que o espera em um trono com quatro mucamas. Eles permanecem ali onde são homenageados pelos Catopês que cantam a Ave-Maria. Dali vão aos demais juízes, rei e rainha, com repetição das cerimônias.
         O cortejo recebe Marujos e Caboclos ao longo do caminho que leva à Igreja.
Após danças e Missa festiva, o reinado segue para o almoço.
O 1º juiz recepciona os Caboclos; 2º juiz, os Marujos; o reinado e os Catopés almoçam com o rei.
À noite, o jantar é oferecido pela 1ª juíza, 2ª juíza e rainha, seguindo o mesmo ritual.
A alegria é total, com a confraternização dos festeiros em volta às fartas mesas de comidas típicas do Serro e variados doces.
Às 16 horas acontece a Missa dos Romeiros.
Às 17 horas, coroação de Nossa Senhora do Rosário e a lenda, representada pelos dançantes. Em seguida, a procissão conduzindo a milagrosa Imagem pelas ruas de nossa cidade, retornando à Igreja, para a bênção do Santíssimo Sacramento e posse dos novos festeiros.
E a festa prossegue até o dia seguinte, ou seja, na segunda-feira, 04 de julho, com a formação do segundo reinado. Ao meio dia, cetro e coroa são entregues aos festeiros do ano seguinte, o que, de certa forma, lhes dá o devido poder, o qual carregarão até a próxima festa.
À noite, após a Santa Missa, os dançantes se despedem, reverenciando a Virgem Maria.
O evento conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Serro e da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura.
Festa do Rosário é o povo rendendo graças, é magia das danças, é som dos instrumentos e brilho das cores.
A Festa do Rosário é para ser vivida em todos os seus detalhes, pois uma atitude de simples expectativa não nos levaria jamais ao sentido profundo de toda a beleza dos rituais próprios, o que é capaz de nos levar às lágrimas, devido à originalidade de expressões e grandeza de sentimentos.

Texto: Sônia Nunes Mesquita

sábado, 4 de junho de 2011

O que é a Estrada Real?



A Estrada Real foi criada pela Coroa portuguesa no século XVII com a intenção de fiscalizar a circulação das riquezas e mercadorias que transitavam entre Minas Gerais - ouro e diamante - e o litoral do Rio de Janeiro - capital da colônia por onde saíam os navios para Portugal.
A grande movimentação e importância da Estrada Real fizeram nascer ao longo dos seus 1.200 km, inúmeras vilas, povoados e cidades.
Atualmente a Estrada Real é formada por 177 municípios, sendo 162 em Minas Gerais, oito no Rio de Janeiro e sete em São Paulo.
Nasceu da união de três caminhos surgidos em momentos diferentes:
1- O Caminho Velho, trecho mais antigo de todo o trajeto. liga Paraty a Ouro Preto, nasceu por volta do século XVII, fruto das andanças bandeirantes que em busca de riquezas em Minas Gerais, partiam de São Paulo até atingir a Serra da Mantiqueira.
2- O Caminho Novo, ligando o Rio de Janeiro a Ouro Preto. O trecho foi construído a pedido da Coroa por volta de 1700 para encurtar a distância entre Minas e o litoral do Rio e aumentar a fiscalização do trânsito de riquezas.
3- A Rota dos Diamantes, de Ouro Preto a Diamantina, construída no século XVIII para atender às necessidades da Coroa de se ter um caminho que possibilitasse um rápido escoamento dos diamantes até a metrópole.
A Rota dos Diamantes é o trecho que mais conserva o aspecto, o sabor e as tradições do interior de Minas, já que o progresso pouco andou por lá.

Leia mais em: brasilviagem


Trecho original da Estrada Real em Diamantina.

Aspecto do calçamento restaurado na Estrada Real em Diamantina. 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Um pedaçinho de BH para todos nós!

O bairro de Santa Tereza é um dos antigos de Belo Horizonte. É um recanto boêmio e cheio de histórias que se misturam por suas esquinas.
O bairro surgiu da ocupação de imigrantes italianos que eram numerosos  na época da construção da cidade por serem grande parte da mão-de-obra utilizada. Foi também local de uma colônia ( ou  hospital?) para pacientes em tratameno psíquicos,  e em tuberculose. Teve vários nomes dos quais podemos destacar  Imigração,  Quartel e Fundos da Floresta. O nome atual data de 1928 e é uma homenagem à padroeira da igreja católica do bairro,  que fica na praça Duque de Caxias, próximo ao quartel da Polícia Militar e bem de frente à escola referência na região, o Colégio Tiradentes.



Praça Duque de Caxias e a igreja de Santa Tereza.


Com o tempo passou ser um ponto de referência na cidade nos eventos músicais, folia carnavalesca, serestas, dança de salão e bares ...
Nesse espaço podemos citar o Bar do Bolão, famoso por servir "espaguete"  aos boêmios que passam por ali nos finais de noites animadas.  Saiba mais em http://www.restaurantebolao.com.br/historia.html



Bar do Bolão.


Outro patrimônio do bairro é a esquina da rua Paraisópolis com Divinópolis, onde no início dos anos 60 funcionou o famoso Clube da Esquina, formado por jovens cantores e compositores na trilha pelo sucesso. Fizeram parte desse grupo Milton Nascimento, Lô Borges e outros hoje consagrados na MPB. No local  funciona o interessante  Museu do Clube da Esquina. Saiba mais no http://museuclubedaesquina.org.br/ 



Por tudo isso e muito mais, não podereia deixar de mostrar aqui no meu cantinho mineiro, um pouco do que é o bairro de Santa Tereza em BH!


sábado, 14 de maio de 2011

O azeite de Maria da Fé


Imagem divulgação da Epamig,  farolcomunitario


A pequena cidade de Maria da Fé, no sul de Minas, distante 431 km de Belo Horizonte e famosa por apresentar as mais baixas temperaturas do estado no inverno, largou na frente com a primeira produção nacional de azeite de oliva. É o que afirma Cristina Romanelli em seu artigo " Azeite para dar e vender " publicado na  56ª edição da  Revista de História da Biblioteca Nacional .
O azeite está sendo produzido em caráter experimental numa fazenda  da Epamig ( empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais).
As oliveiras de Maria da Fé atraem anualmente milhares de turistas à cidade, mas na realidade não são novidade no Brasil. Há indícios de que na época colonial os portugueses trouxeram mudas para cultivar e foram impedidos pelo governo português de fazer o cultivo na colônia para obrigar os colonos a importarem o azeite e as azeitonas de Portugal.
Em Maria da Fé a versão oficial é de que a oliveira teria sido introduzida nas primeiras décadas do século XX em praças e fazendas como planta ornamental. Atualmente a cidade possui cerca de 300 hectares de área plantada, mas em sabor o azeite ainda não é igualado ao fabricado no mediterrâneo, embora já tenha sido aprovado no paladar europeu. O maior produtor da região é o português Joaquim de Oliveira. Será uma forma contemporânea de se descobrir o Brasil?

terça-feira, 10 de maio de 2011

O Mosteiro de Macaúbas


Quem percorre a rodovia MG-020, no trecho entre Santa Luzia  e Jaboticatubas, não deixará de notar numa pequena elevação às margens do asfalto e bem defronte ao rio das Velhas, o imponente sobrado branco com dezenas de janelas azuis cercado por um verde de árvores antigas a testemunhar os olhares de curiosos viajantes que há séculos percorrem aquela estrada.



É o Mosteiro de Macaúbas. Recanto de ímpar beleza arquitetônica colonial, singularidade religiosa e ideal para um descanso espiritual. E incrível, bem pertinho de Belo Horizonte.
A história do lugar traduz muito da memória cultural e religiosa aqui implantada pelos portugueses.



O mosteiro foi construído com o esforço e boa vontade de Félixa Costa, religioso e grande   devoto da Imaculada Conceição.




Segundo relatos  Félix " disse ter visto, durante a sua viagem para Minas Gerais, às margens do Rio das Velhas, um monge, vestindo hábito branco, com escapulário e manto azul e um chapéu caído nas costas. Porém, tal visão, de súbito desapareceu. Foi este o ponto de partida para a fundação do Recolhimento de Macaúbas."
O Bispo Dom Frei Francisco de São Jerônimo, depois de ter ouvido a narração da aparição  afirmou-lhe que o hábito era o da Ordem da Imaculada Conceição. Em 08 de maio de 1712,  o Bispo benzeu-lhe um hábito, deu-lhe  licença para usá-lo e também permissão para angariar esmolas para a construção de uma Ermida sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição. 
Em 01 de janeiro de 1716, o Padre Lourenço Valadares, Vigário de Roça Grande, benze o Santuário e, no dia seguinte, entram para o Recolhimento doze jovens, sete das quais eram irmãs e sobrinhas do Fundador. As Recolhidas passaram a observar certas normas de vida religiosa, como Adoração ao Santíssimo Sacramento e Ofício Divino no Coro. E o Recolhimento logo se expande com a admissão de novas Recolhidas.
Saiba mais no mosteiromacaubas

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Um rio bem mineiro






Essas fotos são do Rio Taquaraçu, no municipio do mesmo nome, o qual já mostrei aqui em taquaracu-de-minas. Ele corta uma propriedade onde muito raramente vamos pescar com alguns amigos e parentes. Peixes? Coisa rara hoje em dia! Mas apesar de suas águas turvas, e não sujas, a paisagem do lugar vale o cansaço do passeio em estrada de terra. Principalmente a correnteza um pouco acima desse local das fotos, que faz um barulhinho bem gostoso de se ouvir.