Olá pessoal! Vai aí uma pergunta fácil de ser respondida: Quem já andou de bonde? Eu, não consegui nascer a tempo deles serem retirados de circulação aqui na minha cidade natal, mas escuto muitas histórias daqueles que neles não se cansaram de andar.
Estive recentemente no Museu Histórico Abílio Barreto, aqui em BH, levando meu garoto para conhecer um bonde. Esse da foto. Ele está descançando desde o dia 30/06/1963 quando transitou pela cidade pela última vez. A partir desse dia, BH ficou somente com os trolebus e aumentou continuamente sua frota de ônibus coletivo ou lotação.
Vejam como é lindinho esse bonde! Fazia a linha do bairro Padre Eustáquio. Os outros que haviam em circulação naquele dia 30 de junho de 1963 foram distribuidos pelos museus de outras cidades...
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| Vejam as propagandas e o colorido da fachada. |
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| Detalhes da lateral e do cartaz com uma linda mulher para a época. |
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| Nos bancos cabiam 32 pessoas. Os demais seguiam em pé e apoiados nas laterais. |
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| Detalhes dos bancos e das propagandas de produtos da época. |
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| O espaço do motorneiro. |
Não é bacana, gente? Meu filho adorou os cartazes da época com propagandas de produtos que ele nunca ouviu falar e uma grafia muito distante de tudo que ele lê hoje. ficou tão impolgado que até abaixou para ver as engrenagens debaixo do bonde.
Belo Horizonte foi a quinta cidade brasileira a ter os bondes elétricos de fabricação norte-americana, instalados pela General Electric (GE) em 1902. Os bondes circularam pela cidade até 1963. Em 2005, uma onda nostálgica fez nascer um projeto da prefeitura que previa a reativação de uma linha de bondes para passeios turísticos na área central. infelizmente o projeto não vingou.
Os primeiros bondes eram feitos de ferro, madeira e lona. Circulavam sobre trilhos, movidos a energia elétrica. O motorneiro era o encarregado da direção do veículo e responsável pela segurança do trajeto (freios, controle nos trilhos etc.). Já o condutor, um tipo de cobrador, recebia o dinheiro das passagens, passando de banco em banco, pelos estribos.
Os estribos ou degraus de madeira ficavam dos dois lados, sendo usados para o passageiro entrar no bonde. Como o veículo não fazia manobras, tinha duas frentes: ao chegar no fim do trajeto, o motorneiro usava uma alavanca que mudava a direção. Os encostos do banco também mudavam de posição de acordo com o sentido do bonde.
Os bondes não podiam andar lotados e os passageiros eram proibidos de subir e descer com o veículo em movimento