Céu escuro, vento, barulho de trovões. Raios ... Mais um temporal ameaça cair. São as "chuvas de verão" que também podem vir mansinhas, hibernadas e causando lentos transtornos.
A chuva é uma necessidade natural no meio ambiente. Homens, animais e plantas dependem dela para sobreviver. A lavoura agradece ao solo molhado, mas se encharcado ela agoniza. Os animais agradecem pelo mato verdinho, pela água farta para beberem e se deleitarem em banhos, mas se for grande a vasão eles se afogam. O homem usufrui dos frutos gerados pela fauna e flora, pela umidade no ar que respira, pela abundância de nascentes que trazem o seu lazer e sustento, mas se a chuva destroí o seu espaço de sobrevivência, ele passa necessidades.
A chuva harmoniza a vida! O grande problema é que o homem com seu extinto egocêntrico mexeu demais no espaço natural e não considerou que estava limitando o espaço necessário aos ciclos naturais de circulação da água no planeta. Passeios, asfalto, concreto por todo lado. Lixo nos córregos e rios ... E assim a natureza que não comporta limites aos seus ciclos, acaba passando por cima na forma de enchentes que arrasam cidades, vilas, ruas ...
É preciso deixar de apontar a chuva como um castigo e enxergá-lo como um fator natural e necessário à vida, assumindo que o ser humano é quem invade o espaço das águas a ser percorrido encosta abaixo, rumo aos cursos d'água.







