sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Da janela lateral da minha sala de visitas


Da janela lateral da minha sala de visitas, onde a visita mais constante é a de minha pessoa, pus-me a observar o lugar onde vivo. Sei que muitos como eu sentem-se aprisionadas nesses apartamentos inventados para acomodar a aglomeração humana que por força do progresso habita as "megametrópoles" como podemos classificar a jovem Belo Horizonte, no auge dos seus 113 anos.
O lugar onde vivo é um lugar comum como qualquer área urbana, mas tem algo de especial para mim: é o meu cantinho! E lá fora, o que tenho ao redor desse espaço faz parte do meu habitat.
Para não me perder em  lamentamentações negativas sobre o morar no mundo urbano, prefiro olhar a paisagem da janela e captar o seu saldo positivo. Contemplar o céu, as árvores, os pássaros e as plantas do quintal do vizinho .
Hoje minha atanção se voltou para a paineira que fica no estacionamento do supermercado, há meia quadra daqui. Seus frutos já expeliram a paina, que mais parece um bolo de algodão. Essa árvore já está ali a mais de duas décadas. Floresce no final do verão e fica sem folhas no inverno enquanto seus frutos amadurecem. Me chamou a atenção também os três pés de pau-rei, que ficam do outro lado da avenida. São as últimas árvores dessa espécie, que foi a primeira plantada aqui na avenida, ainda intactas na região. As demais o bicho homem matou ou a própria natureza jogou no chão. Elas são enormes, devem medir bem uns 50 metros de altura. 


Observei também as árvores do quintal do vizinho. Uma mangueira que eu acompanhei o crescimento ao longo dos anos que moro aqui. Cheia de pequeninas mangas e um resto de flores!
Vi também a alegria das maritacas: o pé de coqueiro licuri com dois cachos bem cheios de coquinhos  ainda verdes.
Pelo verde que nos cerca,  somos cotidianamente abençoados com a presença de vários pássaros. Inclusive, posso ver aqui da janela dois ninhos que pelo comportamento dos pássaros, já devem ter filhotes. São ninhos de ben-ti-vi e de pomba verdadeira.
Para terminar não posso deixar de contar o que me aconteceu hoje pela manhã. Eram mais ou menos seis horas e eu acordei assustada com o barulho de um canto. Quando me sintonizei, percebi que havia um sabiá cantando na  janela do meu quarto! É a segunda vez que me acontece essa visita. Acho que ele está gostando do vaso que tenho lá. E é mesmo um vaso especial! Acredite, plantei nele, em meio a outras coisas, um pé de couve. Isso mesmo! Um pé de couve! Explico: a muda veio grudada num dos talos de folhas de couve que comprei num sacolão. Percebi quando estava lavando as folhas para picar, e achei tão bonitinho o pezinho de couve, que resolvi adotá-lo. Foi amor a primeira vista!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

SEM AMOR EU NADA SERIA


Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.
Coríntios I, 13.

Parabéns ao blog meu cantinho, e a nossa companheira Cíntia !!!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Os santos do pau-oco


Muito utilizados no século XVIII pelos contrabandistas de ouro aqui em Minas Gerais. Eram esculpidos em madeira de lei e grande parte do  interior das imagens eram deixadas ocas para serem preenchidas com o ouro a ser levado para longe, sem pagar o quinto real. Tinham uma abertura nas costas, que passava como sendo uma falsa emenda. A forte religiosidade do período deixava as imagens de santos, livros religiosos e padres, acima de qualquer suspeita!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

No meio do caminho tinha uma casa

Quando o dia amanheceu.
Avistou-se a empoeirada  estrada.
Serras no horizonte e o coqueiro bem ao lado. 
Enfim uma morada:
A casa

No meio do caminho tinha uma casa,
que de tão simples era singela.
No meio do caminho ninguém via ela,
com duas varandas, solarenga casa.

Passam bois, passam boiadas.
Cavaleiros errantes em disparada.
Pastando na sombra da velha casa,
Somente uma vaca bem sossegada.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

As capivaras da Lagoa da Pampulha


Capivaras

Em Belo Horizonte, quem passa pela orla da Lagoa da Pampulha, se estiver atento, não terá dificuldade para visualizar as famílias de capivaras andando por suas margens. Principalmente, no canal próximo ao  Parque Ecológico. Elas já fazem parte da paisagem da cidade naquela região.
 A capivara é o maior roedor herbívoro do mundo. Habita áreas próximas a rios e lagos na América do Sul e Central. Seu peso pode chegar até 80 kg, suas atividades são pela manhã e ao anoitecer. É um animal pastor e utiliza a água como refugio de seus predadores, dormindo com o corpo submerso e apenas o focinho fora d"água.
sobrevive muito bem em ambientes poluídos, pois não depende da água para alimentar-se.
No Brasil, a caça é proíbida por lei, embora muitos gostem de utilizar sua pele, óleo para fins medicinais e principalmente de comer a carne, que dizem ter gosto de carne suína. 


domingo, 12 de setembro de 2010

Florescem os bouganvilles, está chegando a primavera!!!

Conhecida como buganvilia, ceboleiro, trê-marias ou flor de papel, é uma espécie brasileira que foi levada para a Europa por volta de 1790, pelo francês Louis Antoine bougainville, do qual herdou o nome. Espalhou-se depois por todo o mundo. Aqui em Minas florescem anunciando a chegada da primavera. Oous jardins, muros e cercas ficam muito belos com o colorido de suas flores.