quinta-feira, 9 de março de 2017

Museu do Escravo em Belo Vale

Fonte   Roberto Rocha/Encontro

Uma das várias curiosidades no município de Belo Vale é o Museu do Escravo, o único totalmente dedicado à história da escravidão na América Latina, inaugurado em suas atuais dependências no dia 13 de maio de 1988, em comemoração ao centenário da abolição da escravatura no Brasil. 

O Museu do Escravo funcionou entre 1977 e 1988 nas dependências da Basílica do Senhor Bom Jesus em Congonhas, por obra do Padre José Luciano Jacques Penido que segundo informações orais obtidas junto à instituição, teria viajado  por várias regiões do Brasil para reunir a maior parte do acervo.

As mais de três mil peças em exposição estão dividas em seis salas na casa que lembra um pouco o cenário de uma casa-grande. No fundo do quintal há uma senzala com objetos e peças de vestuário usados no filme Quilombo (1984)  e na parte central um pelourinho.


Fonte

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Grande parte dos objetos estão relacionados à religiosidade, ao trabalho e principalmente à rigorosa disciplina aplicada aos escravos. Objetos de tortura dos mais variados e curiosos tamanhos e utilidade. Descrevo alguns na legenda das imagens.


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Camboio ou Libambo  -  instrumento exposto na parede -  era utilizado no transporte de escravos, presos pelo pescoço e conduzidos enfileirados.

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Máscara de Flandres -  servia para evitar a gula, o alcoolismo e a ingestão de pedras preciosas.

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Tamanco de Suplicio -  utilizado para castigar escravo guloso, que comia o que não era permitido e então passava o dia de folga dando voltas ao redor da casa grande calçado com esses tamancos de madeira de lei.

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Gargalheira - coleira de ferro que servia para dificultar fugas, por causa das astes que se agarravam nas árvores.

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Tronco Coletivo - Castigava até cinco escravos de uma vez,  presos pelo pescoço, tornozelos ou punhos.

 Para quem achou interessante essas informações  e o vídeo da postagem anterior que relata sobre a comunidade Noiva do Cordeiro, sugiro que visitem uma outra curiosidade de Belo Vale que postei aqui há alguns anos Quilombo da Chacrinha

terça-feira, 7 de março de 2017